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Milhões em jogo: game ajuda empresas a não cair em golpe de cibercriminosos

Nahel Abdul Hadi/Unsplash
Imagem: Nahel Abdul Hadi/Unsplash

Pedro Katchborian

Colaboração para Tilt

12/01/2020 04h00

Quando a segurança corporativa é afetada, o prejuízo pode ser bem maior do que uma senha roubada. Dados sigilosos de companhias podem ser comprometidos e provocar danos irreparáveis. A startup Hacker Rangers, de Campinas, interior de São Paulo, quer combater esse cenário e desenvolveu um jogo para que funcionários de empresas evitem golpes e fraudes.

A iniciativa também está de olho na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que diz que todas as empresas nacionais deverão orientar os funcionários e trabalhadores terceirizados sobre as normas de segurança dos dados. A LGPD deve entrar em vigor em agosto de 2020. Uma proposta na Câmara dos Deputados defende adiar o início da vigência da lei para 2022.

Como a lei deve mexer no bolso de muita gente —multas devem ser aplicadas para quem não se atualizar sobre o tema— corporações devem proporcionar orientação aos seus funcionários. Neste panorama, a startup espera um aumento de faturamento de 500% nos próximos dois anos. Em 2018, a empresa faturou mais de R$ 1 milhão.

O jogo da Hacker Rangers permite que as empresas acompanhem o desempenho de seus funcionários ao ensinar boas práticas que possam evitar as fraudes. Ele é dividido em etapas e dá pontos aos jogadores de acordo com o cumprimento das tarefas. O game tem sistemas de patentes, medalhas, desafios, simulação de ataques de engenharia social e quizzes — tudo com um ranking semanal, mensal e geral.

Por meio da plataforma, os funcionários aprendem, por exemplo, sobre o risco de abrir um email com remetente desconhecido. Nos casos em que há tentativa de crime, os dados podem ser roubados ou um vírus instalado com um simples clique em um link. Depois que as informações são roubadas, os cibercriminosos podem pedir recompensas em dinheiro ou até mesmo revender esses dados. Segundo relatório da McAfee de 2018, os cibercrimes geram prejuízos que podem chegar a US$ 600 bilhões por ano.

Segundo Vinicius Perallis, diretor da empresa, a gamificação já é bastante utilizada para treinar equipes e aumentar a produtividade, mas ainda faltava a lacuna da cibersegurança. "Desenvolvemos a plataforma porque acreditamos que os funcionários são essenciais para garantir a segurança de dados dentro das empresas. Nosso produto coloca as pessoas como protagonistas no combate aos crimes cibernéticos", afirma.

Em setembro de 2019, o grupo Furlan Participações, do setor de construção civil em Campinas, adquiriu 30% da Hacker Rangers. O objetivo é que a compra acelere e escale a startup para transformá-la na maior empresa focada em gamificação na América Latina.

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