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Estão rolando mais acidentes na rua por causa de Pókemon Go e outros apps

Aumento da distração ocorreu com surgimento dos apps e games como Pokémon Go - Montagem/UOL
Aumento da distração ocorreu com surgimento dos apps e games como Pokémon Go Imagem: Montagem/UOL

Thiago Varella

Colaboração para Tilt

06/12/2019 18h30

Sem tempo, irmão

  • Houve aumento no número de lesões de pescoço e cabeça ligadas ao uso de celulares
  • Estudo analisou 2.501 pacientes que se feriram por causa do celular entre 1998 e 2017
  • Um dos picos de casos ocorreu durante o lançamento do game Pokémon Go

Ter e usar um celular pode ser perigoso. E não estou falando de vírus, golpes virtuais ou mesmo assaltos. Quem usa smartphones enquanto caminha ou dirige está sujeito a sofrer lesões de pescoço e cabeça, segundo um estudo da Universidade Rutgers, dos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa, houve um aumento no número de lesões de pescoço e cabeça ligadas ao uso de celulares. E o lançamento do iPhone, em 2007, e do game Pokémon Go, em 2016, ajudaram nesse crescimento.

O estudo analisou 2.501 pacientes que sofreram lesões de pescoço e cabeça por causa do uso do celular entre janeiro de 1998 e dezembro de 2017.

Segundo o médico Boris Paskhover, professor-assistente na Rutgers New Jersey Medical School e um dos autores do estudo, os acidentes não ocorreram por pessoas que falavam ao celular. O aumento da distração ocorreu com o surgimento dos aplicativos.

Os pesquisadores verificaram um aumento constante de lesões ao longo do tempo, juntamente com alguns períodos de picos. Um deles durante o lançamento do game Pokémon Go, que forçava os jogadores a acompanhar personagens animados com seus smartphones em locais reais.

As lesões, que incluíam cortes e contusões, foram notadas principalmente ao redor dos olhos e nariz. Mais de 41% ocorreram em casa e eram de pouca gravidade, exigindo pouco ou nenhum tratamento. Cerca de 50% foram resultado de motoristas distraídos ao volante e um terço de pessoas que caminhavam enquanto usavam seus celulares.

Crianças com menos de 13 anos tiveram uma probabilidade significativamente maior de sofrer um ferimento mecânico, como a explosão da bateria de um celular explodindo ou uma lesão causada por um smartphone derrubado por alguém em seu rosto ou cabeça.

Como os casos estudados foram apenas os relatados como relacionados com o uso de celular, os pesquisadores acreditam que os números estão subestimados. A equipe estima que o número de pessoas lesionadas na cabeça ou pescoço por causa do uso do smartphone possa chegar a 76 mil.

"As descobertas sugerem a necessidade de educação sobre os riscos do uso do telefone celular e do comportamento distraído durante a realização de alguma atividade, como caminhar ou dirigir", afirmou o cirurgião Boris Paskhover.

"Seu telefone não deveria estar na sua mão quando você atravessa a rua. Ao não prestar atenção, você coloca todo mundo em perigo", disse Pashkover.

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