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Está planejando comprar na Black Friday? Pois o frete vai ficar mais caro

Correios aumentam frete perto da Black Friday 2019 - Divulgação
Correios aumentam frete perto da Black Friday 2019 Imagem: Divulgação

Iara Schiavi

Colaboração para Tilt

17/10/2019 19h23

Sem tempo, irmão

  • Os Correios confirmaram reajuste de 6,34% para serviços de entrega de encomendas
  • Sedex e PAC estão no pacote, que começou a ser tarifado na última segunda-feira
  • Empresa justifica mudanças para equilibrar impacto dos custos na prestação de serviços

Se você é da turma que espera a Black Friday para comprar seus celulares, computadores e TVs nos sites de ecommerce, esta é sem dúvida uma má notícia. Os Correios confirmaram na quarta-feira (16) um reajuste de 6,34% para serviços de entrega de encomendas, que incluem o Sedex e o PAC. Neste ano, a Black Friday será em 29 de novembro.

As novas tarifas passaram a valer na última segunda (14) e consistem em uma média ponderada nacional que pode variar de acordo com a origem, o destino e o tipo de encomenda, segundo a estatal.

De acordo com os Correios, "a atualização dos preços ocorre para equilibrar o impacto dos custos na prestação dos serviços". A mudança afeta apenas pessoas físicas.

Apesar da justificativa, o aumento é superior à inflação do período desde o último reajuste de 8,03%, que ocorreu em março. Entre março e setembro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado foi de 1,73%. Isso significa que o acréscimo atual no frete dos Correios é 366% maior do que o índice da inflação do período.

Não há informações específicas sobre o aumento de cada tipo de frete, pois, segundo a estatal, trata-se de uma informação sigilosa em razão de interesses comerciais. Os serviços afetados pelo reajuste incluem Sedex Hoje, Sedex 10, Sedex 12 e PAC.

Proximidade com a Black Friday

Com a Black Friday chegando, muitos consumidores já estão de olho nos preços dos produtos e nos fretes e as mudanças nas taxas dos Correios podem afetar o desempenho dos lojistas, principalmente nas vendas online.

A previsão para a Black Friday de 2019 é um crescimento de 4% no faturamento em relação ao ano anterior, alcançando R$ 13,5 bilhões, de acordo com a consultoria GFK. Em 2018, o aumento registrado foi de 9% em relação a 2017, considerando linha branca, celulares e itens de informática.

O preço do frete é um dos principais critérios avaliados pelos consumidores para finalizar uma compra na internet. O peso desse serviço pode fazer diferença no volume das vendas esse ano.

Na Black Friday de 2018 muitos usuários reclamaram dos preços dos fretes. Agora, com o aumento de 8,03% em março e esse novo reajuste de 6,34%, os preços dos fretes podem espantar ainda mais consumidores.

Compare preços e fretes

Os Correios não tem monopólio da entrega de mercadorias, mas muitas lojas virtuais utilizam os serviços da estatal ou não diversificam as opções repassadas aos clientes. Portanto, antes de fazer as compras na Black Friday, os consumidores vão ter que pesquisar e comparar valores, como sempre.

Faltando pouco mais de um mês para a data, os preços dos fretes já variam nas lojas e exigem atenção dos compradores que não querem fazer um mau negócio.

Comparando dois casos, o mesmo celular tem frete de R$ 19,99 na entrega Expressa, com uma previsão de cinco dias úteis para entrega no interior de São Paulo, em uma loja e frete grátis e seis dias para entrega em outra loja optando pela mesma modalidade de envio.

A variação também ocorre na simulação da compra de um tablet. Enquanto em um e-commerce o frete é de R$ 25,24 na entrega normal em cinco dias úteis, no outro o frete é grátis e a entrega é feita em até quatro dias.

Como os Correios não informam detalhes sobre a incidência do aumento por mercadoria ou região, para aproveitar os descontos da Black Friday esse ano a solução é comparar preços e fretes nas diferentes lojas virtuais antes de efetuar a compra.

Futuro dos Correios

Apesar das especulações, os Correios afirmaram que as novas tarifas não têm relação com as listas divulgadas pelo governo em agosto apresentando as estatais que serão privatizadas.

De acordo com os Correios, a inclusão no Programa Nacional de Desestatização (PND) não foi um dos fatores considerados antes do reajuste anunciado. O que importa no momento é que nós, consumidores, saímos perdendo nessa.

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