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Jovem morre após celular explodir; veja os cuidados que você deve ter

Celular da jovem estava conectado na tomada enquanto ela dormia - Reprodução/Instagram
Celular da jovem estava conectado na tomada enquanto ela dormia Imagem: Reprodução/Instagram

Bruna Souza Cruz

De Tilt, em São Paulo

30/09/2019 12h48Atualizada em 01/10/2019 09h42

Uma jovem de 14 anos morreu depois que o seu celular explodiu enquanto ela dormia. O caso aconteceu em Bastobe, no Cazaquistão, e reacende os riscos de usar o celular enquanto ele está conectado na tomada.

Segundo as investigações, a adolescente Alua Asetkyzy Abzalbek, colocou o aparelho para recarregar e adormeceu ouvindo música. Durante a madrugada, uma sobrecarga aqueceu a bateria do dispositivo e explodiu.

No Brasil, uma fatalidade parecida aconteceu com a bombeira Gislene Martins Goulart. Ela morreu em abril do ano passado em um incêndio que teria começado após um curto-circuito no celular que estava carregando, ao lado da cama onde ela dormia.

O caso da jovem do Cazaquistão ainda precisa ser melhor investigado, mas vale o alerta: não se coloque em risco e evite usar aparelhos eletrônicos que estejam conectados na tomada.

Especialistas estão sempre reforçando que um curto-circuito, incêndios e até explosões provocados por carregadores de celular não são tão comuns de acontecer. Mas o perigo existe, e ele pode se agravar em casos de:

  • uso de carregadores falsos, sem homologação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ou de órgãos competentes;
  • rede elétrica antiga, sem manutenção preventiva.

Carregadores originais, homologados, só fornecem energia para o celular se eles estiverem ligados ao aparelho, segundo os especialistas. Eles funcionam como um interruptor sem a lâmpada quando não estão conectados ao dispositivo eletrônico. Por isso, o risco de eles causarem algum curto-circuito é pequeno.

No caso dos carregadores falsos, isso não tem como ser garantido. Ele pode fornecer energia além da necessária para que o celular seja recarregado e puxar energia mesmo quando o celular não está conectado.

Os problemas na rede elétrica do local também potencializam curto-circuitos. Se a rede não tiver passado por manutenção preventiva, há chances reais de sobrecargas, choque ou incêndios.

Usa celular no banheiro? Evite

Os danos reais que a umidade pode causar nos dispositivos eletrônicos são os menores dos problemas. A água (não pura) funciona como um ótimo condutor de eletricidade. Por esse motivo, o risco de um possível choque é grande.

Como tudo funciona? Bom, a corrente elétrica possui elétrons se movimentando de um ponto a outro o tempo todo. Para isso dar certo, ter um meio de propagação para esse sistema é essencial. A água da banheira e a do chuveiro funcionam exatamente como esse meio.

Quando estamos molhados os riscos aumentam porque os sais existentes em nossa pele facilitam esse caminho de propagação (são chamados de eletrólitos). Por isso, a chance de choque é bem maior do que se estivéssemos secos.

Segundo especialistas, a água conduz a energia elétrica e distribui essa energia pelo corpo humano, que também passa a funcionar como condutor. Em casos assim, a pessoa pode ter uma parada cardiorrespiratória e morrer.

Outros casos

No final do ano passado, a morte de uma jovem atleta russa também teve repercussão internacional. Irina Rybnikova sofreu um choque elétrico após seu iPhone cair durante o banho, em sua casa em Moscou. O aparelho estava conectado na tomada.

Em fevereiro do ano passado, também na Rússia, Evgenia Sviridenko, de 24 anos, também morreu eletrocutada após seu iPhone plugado ao carregador cair na banheira. Dias antes, a russa Kseniya P, de 12 anos, faleceu com o celular caindo dentro do box do banheiro. Em 2017, a americana Madison Coe, de 14 anos, teve o mesmo destino, da mesma forma.

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