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Nuvem ou HD externo? Veja qual é a melhor opção para você guardar arquivos

HD externo é mais barato, mas requer mais cuidados de seu usuário - Andrew Neel/Unsplash
HD externo é mais barato, mas requer mais cuidados de seu usuário Imagem: Andrew Neel/Unsplash

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt

29/09/2019 04h00

Sem tempo, irmão

  • Se a ideia é armazenar muitos arquivos, HD externo é opção mais econômica
  • Por estarem quase sempre offline, dados de HDs externos estão mais protegidos
  • Já a nuvem é opção mais prática e endereçada a quem é descuidado com backup

Se você tiver muitos arquivos em seu computador, ter um espaço adicional para guardar o que você quiser —ou, ainda, para fazer um backup— é algo bem-vindo. Provavelmente teve que lidar com duas opções básicas: usar um HD externo ou assinar um serviço de armazenamento em nuvem?

Em termos práticos, ambas as opções tendem a suprir a maior parte de suas necessidades. Se usadas corretamente, também são seguras e não deverão apresentar quaisquer problemas.

Há, porém, algumas particularidades que, dependendo das suas necessidades, podem tornar uma ou outra solução mais vantajosa.

Quer gastar menos? Vá de HD externo

Se a sua ideia é armazenar uma grande quantidade de arquivos, a opção mais econômica é comprar um HD externo. "Para grandes volumes de dados, costuma ser um pouco mais barato, uma vez que não exige uma assinatura com pagamento mensal ou anual", diz Ricardo Destro, professor do departamento de Engenharia Elétrica da FEI.

É possível encontrar HDs externos com 2 TB de capacidade por preços entre R$ 300 e R$ 500. Já contratar esse mesmo espaço em serviços de armazenamento em nuvem populares, como o Google Drive ou o Dropbox, sai por volta de R$ 350 ao ano.

Outra vantagem é o seu uso independente de conexão com a internet e, em caso de transferência de grandes volumes de dados, eles também acabam sendo mais rápidos do que o armazenamento em nuvem.

Já em termos de segurança, os dados guardados dentro de HDs externos só podem ser roubados com acesso físico ao dispositivo. Considerando, claro, que os usuários usem esses discos em dispositivos protegidos com antivírus e evite comportamentos de risco que possam comprometer a segurança do seu computador.

Caso você opte por um HD externo, defina se você irá utilizar um HD convencional ou um SSD. Se você não precisa de muito espaço (algo entre 500 GB e 1 TB) e procura alto desempenho, apostar em um SSD pode ser uma boa ideia, apesar de serem mais caros que os convencionais.

Por não depender a rotação de um disco metálico, a taxa de transferência de dados de um SSD é muito maior do que a de um HD convencional --esse, inclusive, é um dos motivos pelos quais esse dispositivo é capaz de dar vida nova a um computador antigo.

Outro ponto que merece atenção é o cuidado. A vida útil de um HD externo depende de diversos fatores, incluindo a frequência de uso, os cuidados diários, o tipo de atividades que ele executa e, obviamente, a qualidade do equipamento.

"Procedimentos simples para proteger o seu HDD, como utilizá-los sempre apoiados em superfícies rígidas, sem impedimento para a ventilação, são exemplos de cuidados que prolongam a vida útil do equipamento", salienta Destro.

Mesmo assim, um HD externo não é eterno. Discos do tipo duram entre três e quatro anos sem problemas, mas segundo o professor, "não é raro encontrar HDs em bom funcionamento com mais tempo de uso".

Se o HD começar a dar sinais de mau funcionamento, como barulho excessivo ao ser usado e a presença de arquivos corrompidos, o ideal é substituir por um novo modelo antes que ele quebre de vez. Se isso acontecer, o ideal é levar a profissionais especializados para que os dados sejam recuperados.

Já os SSD, por não contarem com partes móveis, estão menos sujeitos a danos físicos, porém, a sua durabilidade está ligada a outro fator. "Os SSD são mais sensíveis à frequência com que as informações são armazenadas nele. Se a frequência for pequena, estes equipamentos poderão ter uma via útil muito maior do que os HDs", aponta Destro.

Quer praticidade? Vá de nuvem

Se você é um desastrado que poderá perder ou deixar cair o seu HD externo, opte pelo armazenamento em nuvem. Brincadeiras à parte, a solução tem vantagens não apenas para quem não confia na sua coordenação motora, mas principalmente para quem busca praticidade.

A razão para isso é que você pode acessar os dados armazenados de onde você quiser. Algo útil, por exemplo, para quem viaja muito e trabalha de forma remota.

O armazenamento em nuvem também é interessante para quem deseja fazer backup de arquivos de porte pequeno ou médio e que são constantemente atualizados. Um exemplo comum é a função de armazenamento ilimitado do Google Fotos, gratuita.

"A maioria das plataformas de armazenamento remoto oferecem serviços de sincronização com o computador pessoal, ou seja, assim que um determinado arquivo é criado na máquina local, ele é transmitido para a nuvem, evitando que o usuário "esqueça" de fazer o backup do dado", diz Destro.

O mesmo vale para quem precisa enviar e receber arquivos com frequência, já que em boa parte dos serviços tudo que você precisa fazer para enviar um arquivo para uma outra pessoa é gerar um link de compartilhamento. Com um HD externo você teria que enviar o arquivo em si, o que pode ser um tanto inviável dependendo do tamanho dele.

Essa praticidade, claro, tem um preço. Assinar um serviço de 2 TB ao ano, como dito acima, é quase como comprar um HD externo anualmente.

Ainda assim, há outra questão a ser levada em conta: a segurança. "São três as possibilidades de perder dados armazenados em nuvem: erro do usuário, quando sem querer se apaga ou sobrescreve arquivos sincronizados com a nuvem; ações maliciosas contra o provedor da nuvem, o que pode resultar na perda de dados; ou ainda erro operacional da empresa responsável pela nuvem", diz Destro.

Se o seu medo é o de perder arquivos, o professor ressalta que as empresas que oferecem o serviço de nuvem costumam ter protocolos para recuperar dados mesmo após um "evento catastrófico", que valem tanto para situações como ataques de hackers até mesmo acidentes físicos, como incêndios.

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