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Quer telona e câmera inteligente? LG K12 MAX tem tudo isso por R$ 1.100

Rodrigo Trindade

De Tilt, em São Paulo

14/08/2019 07h30

Se você busca um celular com uma telona que custe menos de R$ 1.500, o LG K12 MAX é uma boa pedida. Lançado no início de julho no Brasil, o smartphone é o irmão do meio dos aparelhos da linha K de 2019 - -mais completo que o K12+, mas com uma câmera a menos que o K12 Prime.

Assim como era com o K12+, o K12 MAX traz recursos que normalmente são de celulares mais caros, especialmente a inteligência artificial na câmera, mas com um preço mais em conta: R$ 1.064 --em pouco mais de um mês, ele já pode ser encontrado com um desconto de R$ 300 em comparação ao que custava no lançamento (R$ 1.299).

Tudo começa na tela, que é a maior entre todos celulares da LG à venda no Brasil: é mais até que o G8S ThinQ, top de linha da marca.

O display do K12 MAX tem 6,26 polegadas, contra 5,7" do K12+, embora ambas sejam HD+. A resolução é a mesa de concorrentes como o Moto G7 Power, mas a vantagem do K12 MAX é pelo tamanho. É mais agradável assistir a vídeos na telona dele do que na dos outros, então se esse quesito for um fator importante para sua escolha de celular, a novidade da LG é uma.

Foi ótimo usar o K12 MAX para ver séries na Netflix, ou vídeos no YouTube, ainda que nem todos os conteúdos preenchessem a tela inteira (em alguns casos fica uma borda preta por causa do tamanho do vídeo). Na dúvida, é possível dar um zoom que aumenta o campo de visão.

A tela tem como contribuição uma novidade de design para os celulares da LG, já que o K12 MAX (e o Prime) introduziu o entalhe em formato de gota. Deste modo, a câmera frontal passou a ocupar um espaço bem discreto na frente do celular. Não há uma borda superior significativa como no K12+, ou um entalhe mais largo, caso do tops G7 ThinQ e G8S ThinQ.

Não é um recurso de design original, já que o Huawei P30 Pro e P30 Lite são bem parecidos nesse sentido e chegaram meses antes ao mercado. Agora, enquanto em cima o K12 MAX ganhou bordas mais discretas, a faixa preta na parte de inferior da tela é bem mais larga que as demais. Apesar de feio, esse detalhe passa despercebido, já que você quase sempre cobrirá essa tarja preta com as mãos.

Por causa da tela grande, as dimensões do K12 MAX também são significativas. O celular é mais espesso que a média e é um pouco pesado, o que atrapalha o uso.

As laterais contam com um aspecto reluzente que se assemelha aos demais celulares da LG. A disposição dos botões é idêntica a de vários aparelhos, com os de aumentar e diminuir o volume à esquerda e a tecla dedicada ao Google Assistente logo abaixo. Do lado direito fica o botão de ligar e desligar, como é tradição.

A parte de trás, por outro lado, ganhou uma cara renovada. Ela não é fosca como o K12+, mas reluzente como no G7 ThinQ, ainda que o acabamento não seja em vidro. Isso dá uma cara de premium para o K12 MAX, que também tem a câmera dupla posicionada em uma orientação diferente, na horizontal, com o sensor de digitais logo abaixo.

A traseira do K12 MAX conta com uma câmera dupla, sendo que a segunda serve para ajudar no modo retrato, que também está disponível na câmera frontal.

O recurso funciona bem e traz dez níveis de desfoque, seja na câmera de selfie ou na principal. O celular desfocou minhas orelhas em certas ocasiões quando tirei selfies - ele se confundia com meus óculos -, e vez ou outra não registrava um retrato tradicional porque o objeto da foto se movimentou, mas estas foram exceções à regra.

Selfie com modo retrato fez bom recorte e desfoque de fundo, mas chegou a borrar minha orelha - Rodrigo Trindade/UOL
Selfie com modo retrato fez bom recorte e desfoque de fundo, mas chegou a borrar minha orelha
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

Desfoque também funciona para elementos no primeiro plano - Rodrigo Trindade/UOL
Desfoque também funciona para elementos no primeiro plano
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

Com a câmera principal, modo retrato tem bons resultados até em fotos de objetos como essa garrafa - Rodrigo Trindade/UOL
Com a câmera principal, modo retrato tem bons resultados até em fotos de objetos como essa garrafa
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

O principal atrativo da câmera está no uso de inteligência artificial para ajustes automáticos nas fotos, que é o recurso promovido pela LG como a maior novidade para a família K12 - o K12+ já possuía essa novidade.

É comum que o uso de inteligência artificial em câmeras fique restrito a celulares mais caros, da categoria intermediário premium para cima. O K12 MAX reconhece oito tipos diferentes de cenário, como comida, animal de estimação e cidade, e dá mais vida às fotos depois que você clica no obturador.

Comparamos abaixo duas selfies e duas fotos do mesmo prato de comida para que você tenha uma ideia de como funciona o recurso. Na selfie, a inteligência artificial me deixou um pouco mais bronzeado, enquanto a pizza ficou com cores mais saturadas depois dos ajustes do celular.

Foto de alimento com reconhecimento de cenário no LG K12 MAX - Rodrigo Trindade/UOL
Foto de alimento com reconhecimento de cenário no LG K12 MAX
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

Foto de alimento sem reconhecimento de cenário - Rodrigo Trindade/UOL
Foto de alimento sem reconhecimento de cenário
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

Selfie com reconhecimento de me fez ganhar um bronzeado inexistente na vida real, mas ficou boa - Rodrigo Trindade/UOL
Selfie com reconhecimento de me fez ganhar um bronzeado inexistente na vida real, mas ficou boa
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

Sem inteligência artificial, rosto ficou mais pálido na foto - Rodrigo Trindade/UOL
Sem inteligência artificial, rosto ficou mais pálido na foto
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

No modo tradicional, as câmeras têm um desempenho médio. Em boas condições de iluminação, seja natural ou artificial, as fotos ficam ótimas. Com pouca claridade, a qualidade cai um pouco, o que é natural, mas mais perceptível do que acontece com celulares com mais recursos.

K12 MAX faz ótimas fotos quando as condições de iluminação são favoráveis - Rodrigo Trindade/UOL
K12 MAX faz ótimas fotos quando as condições de iluminação são favoráveis
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

A situação em que as câmeras se comportaram pior foi quando havia uma fonte de luz forte. Fotos tiradas na direção do sol, ainda que ele estivesse oculto por outros objetos, ficaram com o céu esbranquiçado e perderam detalhes de outros elementos.

Com carros em movimento e a noite, fotos ficaram com borrões, mas mantiveram boa resolução - Rodrigo Trindade/UOL
Com carros em movimento e a noite, fotos ficaram com borrões, mas mantiveram boa resolução
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

Sem elementos em movimento e pouca claridade, foto fica um pouco granulada - Rodrigo Trindade/UOL
Sem elementos em movimento e pouca claridade, foto fica um pouco granulada
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

Contra a claridade do sol, fotos ficam desequilibradas e com detalhes comprometidos - Rodrigo Trindade/UOL
Contra a claridade do sol, fotos ficam desequilibradas e com detalhes comprometidos
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

Céu fica esbranquiçado e outros elementos perdem detalhes por causa da claridade - Rodrigo Trindade/UOL
Céu fica esbranquiçado e outros elementos perdem detalhes por causa da claridade
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

Enquanto a inteligência artificial da câmera agrada, outro recurso promovido pela LG como raro para um celular intermediário não surtiu o mesmo efeito. É, de fato, incomum encontrar um processador de 2.0 GHz em um smartphone na faixa de preço do K12 MAX, que vem equipado com um chipset Mediatek 6762.

Só que, fora a numeralha, a minha experiência mostrou que ter um processador em teoria mais poderoso não significou um uso fluido e sem travadas. Em mais de uma ocasião, aplicativos travaram e até fecharam sozinhos enquanto eu usava o smartphone - o Spotify foi a principal vítima. Além disso, a transição de um app para outro apresentou lentidão em mais de uma ocasião.

Foram problemas que eu também senti com o K12+, que usa o mesmo processador e tem os mesmos 3 GB de RAM.

Enquanto o processamento deixou a desejar um pouco, a bateria se mostrou confiável. Teve dias que usei bastante o celular e ele segurou a carga com folga até que eu chegasse em casa pela noite.

Também esqueci de carregar o K12 MAX em duas ocasiões, mas a bateria aguentou até o meio da tarde seguinte, o que significou cerca de 32 horas longe da tomada. Nestas ocasiões, o uso que fiz do smartphone foi aquele normal do dia a dia --WhatsApp, redes sociais, navegador e Spotify.

Um fator que contribui para essa economia é que a inteligência artificial do celular aprende quais são os aplicativos usados com maior frequência. Se um app que não está nessa lista fica aberto em segundo plano, ele acaba fechado automaticamente, evitando desperdício da bateria.

Agora, uma vez zerada, a bateria demora para carregar. Em teste feito com o carregador original, o K12 MAX levou 3h16 para ir de 0 a 100%.

Tirando as ocasionais dores de cabeça causadas pelo desempenho ou pelo tamanho do celular, que não é de fácil manuseio, o K12 MAX me agradou bastante, especialmente se considerado o preço do aparelho.

Na comparação com outros intermediários, ele se destaca pelos recursos de inteligência artificial na câmera e pela tela grande, embora tenha uma resolução inferior à do Samsung Galaxy M20, por exemplo.

  • Tela: 6,26 polegadas (1520 x 720 pixels)
  • Sistema Operacional: Android Pie
  • Processador: Mediatek 6762 (2.0 GHz)
  • Câmeras: 13 MP e 2 MP (traseira) e 13 MP (frontal)
  • Memória: 32 GB de armazenamento e 3 GB de RAM
  • Bateria: 3.500 mAh
  • Dimensões: 161.3 x 77 x 8.75 mm e 172 gramas
  • Pontos positivos: tela e bateria
  • Pontos negativos: desempenho e manuseio

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