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Conheça a nova roupa "anticontaminação" adotada pelo Instituto Butantan

Novo traje ultrarresistente gerou economia para entidade de pesquisa - Divulgação/Instituto Butantan
Novo traje ultrarresistente gerou economia para entidade de pesquisa Imagem: Divulgação/Instituto Butantan

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

02/06/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Adoção de equipamento mais descartável, mas resistente, gerou economia na entidade
  • Acordo com fabricante e material 100% reciclável dos trajes faz do processo mais eficiente e sustentável
  • Estudos científicos sobre resistência e eficácia de material justificaram a escolha do instituto

Para trabalhar em laboratórios onde se manipulam vacinas, soros e outros itens delicados, a contaminação química e biológica pode ser um problema enorme. Deslizes podem arruinar produções, causar retrabalhos e gerar custos maiores. Para atacar essa questão, o Instituto Butantan arranjou novas roupas de proteção para seus funcionários e vem colhendo frutos da mudança.

Para quem trabalha sentado em um escritório, essa mudança pode parecer inofensiva. No entanto, apenas isso significou uma economia de 5% para a entidade. Como, você pergunta.

Segundo Vanessa Vilches Sant'Anna, gerente de segurança do trabalho e meio ambiente do Instituto Butantan, a troca no equipamento deu "proteção química e biológica para os colaboradores, menor risco de contaminação de imunobiológicos (vacinas e soros) e redução de custos para a instituição".

O projeto teve início há três anos e foi consolidado em 2018 e fez com que a entidade parasse de comprar vestimentas laváveis e reutilizáveis. No lugar delas, foram adotados trajes feitos com uma fibra leve, resistente a rasgos, água e 100% reciclável. Os materiais fazem toda a diferença, visto que as peças antigas se deterioravam com lavagens e deixavam funcionários do Instituto, além dos produtos que eles manipulam no dia a dia, sujeitos a riscos.

As novas roupas são feitas com fibras puras de polietileno, unidas por calor-pressão. Fabricadas pela empresa americana DuPont, elas resistem a condições radicais, sejam de temperatura, elementos químicos ou radiação ultravioleta, ao mesmo tempo que são leves e flexíveis. O Butantan escolheu estes novos trajes após analisar estudos científicos sobre a resistência do material e a eficácia dele na prevenção de contaminações.

Ao adotar as novas roupas, a entidade passou a ter um descarte de vestimentas em um volume maior se comparado com o que ocorria com aquelas reutilizáveis. No entanto, Vanessa Sant'Anna explica que a nova metodologia é mais econômica e está alinhada com os princípios da entidade.

"A união de segurança e sustentabilidade é um dos nossos maiores orgulhos nesse projeto. Instituímos boas práticas para o descarte, acondicionamento, transporte e reciclagem das novas roupas de proteção utilizadas", contou.

De pronto você poderia pensar que reaproveitar os trajes era mais econômico, mas a gerente do Instituto Butantan conta por que não é o caso: "Houve redução de 5% no valor do contrato para a aquisição dos macacões descartáveis em relação ao contrato anterior com macacões laváveis. É importante esclarecer que o resíduo gerado não gera gastos ao Butantan, pois é destinado integralmente ao projeto de logística reversa da fabricante para a produção de lonas."