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Flagrado, Carrefour é cobrado pelo fim da venda de caixinha que pirateia TV

Aparelho é usado para transformar televisores tradicionais em smart TV e, nesse caso, para piratear sinal de TV paga - UOL
Aparelho é usado para transformar televisores tradicionais em smart TV e, nesse caso, para piratear sinal de TV paga Imagem: UOL

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

25/05/2019 11h33Atualizada em 27/05/2019 11h23

Resumo da notícia

  • Reunião foi motivada por flagra em supermercado na capital paulista
  • Encontro teve como objetivo acabar com o comércio de caixinhas usadas para piratear sinal de TV por assinatura
  • Ancine e Carrefour acertaram um acordo de cooperação técnica ao final das conversas

Ver um produto que permite "piratear" canais em um estabelecimento a rede de supermercados Carrefour nos pegou de surpresa no início de maio. Quase 20 dias depois da publicação da notícia aqui no UOL Tecnologia, a empresa está sendo instigada a retificar o erro - ao menos é o que indica uma reunião promovida pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) na última quarta-feira (22).

A Ancine recebeu representantes da rede de supermercados, da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e da Polícia Federal para estabelecer uma parceria com uma finalidade: acabar com a comercialização de caixinhas usadas para piratear sinal de TV. No encontro, foram debatidas "alternativas para eliminar a venda de aparelhos cujo uso irregular possa contribuir com comércios informais", relatou o Carrefour, em comunicado.

A motivação para organizar o debate entre as diferentes partes foi o flagra da venda da TV box em uma unidade do Carrefour na zona leste da capital paulista. Pelo sistema de som da loja, um varejista promovia o aparelho, que "transforma seu antigo televisor em smart TV", além de desbloquear "mais de 8 mil canais".

Tratava-se de uma Android TV box, o que, por si só, não tem nenhum problema. Esses equipamentos dão conectividade à internet a televisores mais antigos, permitindo que você assista Netflix ou YouTube em uma TV de tubo, por exemplo. A questão é que, além desse acesso, essa TV box comercializada pelo Carrefour dava acesso irregular a milhares de canais de TV.

No encontro de quarta-feira, a Ancine pediu que o Carrefour não apenas tirasse esses produtos das prateleiras de suas lojas, como proibisse que eles fossem comercializados pelo marketplace do supermercado - a plataforma de vendas online da empresa.

"O compromisso assumido pela rede (Carrefour) junto às autoridades é vender apenas produtos regulares e devidamente certificados pelos órgãos competentes, seja nas lojas físicas, no e-commerce ou no marketplace", afirmou o Carrefour.

Do lado da rede de supermercados, participaram do debate o chefe de segurança Jerome Mairet e o gerente jurídico Danilo Bomfim. A Ancine, por sua vez, enviou superintendente de fiscalização Eduardo Carneiro, o coordenador de combate à pirataria Carlos Chelfo e o analista administrativo André Schneider. A Anatel esteve representada por Marcelo Lucena e Eduardo Brandão, enquanto a Polícia Federal mandou Marcelo Prudente e Marcelo Bonaventura, chefes da delegacia fazendária e do núcleo de operações, respectivamente.

Fora o pedido do fim da comercialização desse tipo de produto, a Ancine ainda alertou que, uma vez instalados e conectados ao Wi-Fi de uma residência, tais aparelhos podem capturar os dados pessoais transmitidos pela rede.

O evento terminou com um "acordo de cooperação técnica" entre a agência e a rede de supermercados. Detalhes sobre o mesmo não foram dados.

O saldo do encontro é uma evolução em relação ao posicionamento original do Carrefour, que não comentou o fato de uma de suas lojas vender um aparelho equipado com recursos para piratear sinal de TV por assinatura e vendido com pastas repletas de filmes pirateados. No comunicado enviado na ocasião, a empresa apenas escreveu que "repudia o uso indevido do equipamento fora desta finalidade original".

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