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A Apple não tem antivírus? Entenda como funciona a proteção dos iPhones

A proteção dos iPhone é diferente dos Androids -
A proteção dos iPhone é diferente dos Androids

Felipe Germano

Colaboração para o UOL, em São Paulo

04/02/2019 04h00

Provavelmente você já ouviu essa história de que não existem proteções para iPhones. Mas isso é verdade mesmo?

Na verdade, existem. Uma rápida pesquisada na App Store e você vai encontrar alguns exemplos de aplicativos feitos pelas principais empresas de proteção virtual, como Avast, Norton e McAfee. Mas são antivírus com objetivos diferentes dos que são pensados, por exemplo, para o Android.

A grande diferença é que os celulares Apple se baseiam em um método conhecido como sand-box.

Na prática, funciona como uma espécie de gaveta: cada aplicativo trabalha única e exclusivamente em um espaço dedicado apenas a ele. Não é possível acessar outras áreas e dados que não dizem respeito a suas funções. Um aplicativo de mapas não tem acesso ao seu histórico de ligações, por exemplo. Isso reduz as chances de um possível ataque.

Como se essa barreira interna não fosse o suficiente, há ainda uma proteção externa: a Apple não permite que você baixe apps que não estejam na sua loja de aplicativos. E para entrar lá não é fácil, todos os aplicativos passar por uma rigorosa análise, que checa se há algum malware por trás das ferramentas.

Mas, essas mesmas barreiras podem ter efeitos colaterais. Da mesma forma que aplicativos mal intencionados não conseguem acessar suas informações, os antivírus também não conseguem analisar arquivos do seu celular, onde podem estar escondidos vírus.

Ué, então para que servem os antivírus para iPhone?

Já que você não vai pegar malwares por aplicativos, as proteções para iPhone tentam proteger as outras formas de ser atacado.

Uma das práticas que deixam os aparelhos mais vulneráveis chama-se phishing. É aquele velho truque do email ou SMS que finge ser de uma empresa conhecida para pedir dados pessoais e aplicar golpes.

Antivírus para iPhone, então, costumam possuir uma espécie de verificador de phishing: eles checam se aquela página é realmente do seu banco e te avisam antes que você passe a senha para os estelionatários.

Outro pote de ouro para golpistas são os wi-fis. Quando você se conecta, o dono da rede consegue ter acesso a dados do seu aparelho --então, sempre tenha cuidado com aquele wi-fi gratuito.

Os antivírus pensados para maçãzinha também possuem, na maioria das vezes, a função de verificar se o wi-fi está tentando acessar suas informações. Na prática, eles oferecem uma VPN (sigla em inglês para Rede Virtual Privada) com uma criptografia que protege seus dados, mesmo em ambientes como wi-fis públicos. 

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