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Criador do teclado do iPhone: você está usando o corretor do celular errado

Se você altera cada palavra alterada pelo corretor, você está errado - Getty Images/iStockphoto
Se você altera cada palavra alterada pelo corretor, você está errado Imagem: Getty Images/iStockphoto

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

26/12/2018 18h55Atualizada em 27/12/2018 09h53

Ken Kocienda, ex-engenheiro da Apple, foi o responsável por liderar a equipe que criou o teclado da primeira versão do iOS, o sistema operacional do iPhone. Uma das vantagens do smartphone era que ele trazia um corretor ortográfico eficiente, especialmente para pessoas com dedos gordinhos, que nem sempre clicavam na letra certa na hora de digitar.

Agora, nem todo mundo usa essa ferramenta direito. Tudo bem que ela pode dar dor de cabeça (quer desligar? A gente tem um guia pronto), mas é inegável que o corretor nos ajuda bastante no dia a dia. Onze anos depois do lançamento do primeiro iPhone, Kocienda explicou qual é o jeito mais apropriado de lidar com a autocorreção dos celulares.

A forma correta é digitar tudo que você tem para dizer, para depois revisar se o celular corrigiu direito. Só então você deve ajustar o que o smartphone interpretou equivocadamente. O sistema foi feito para verificar frases, ou mensagens, completas. Se você para para mudar cada palavra, ele não vai aprender o que é ou não para corrigir.

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Ao "Lifehacker", Kocienda explicou os três princípios que os teclados seguem para corrigir nossos deslizes na digitação. O primeiro é quais palavras, quando digitadas corretamente, fariam padrões de toque na tela similares ao que o usuário digitou. O segundo é quais dessas palavras são mais comuns e o quanto mais comuns. Por fim, Quais dessas palavras aparecem no "dicionário dinâmico" do usuário - isto é, as palavras mais usadas por ele, palavras que foram rescritas mesmo depois do corretor mudá-las ou nomes de contatos.

É usando essas três regrinhas que o smartphone decide alterar as palavras que você digitou, seja correta ou incorretamente. Kocienda ainda recomendou que não usemos a predição de palavras. Embora essas sugestões de "próxima palavra" que os celulares fazem para gente podem poupar tempo, elas acabam diminuindo nossa velocidade, pois dividimos a atenção entre duas tarefas: digitar ou ler.

Segundo testes da própria Apple, é mais rápido escrever você mesmo do que esperar que o celular entregue a próxima palavra que você está pensando.

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