PUBLICIDADE
Topo

Nova ferramenta do Facebook vai punir quem espalhar mentiras nas eleições

Facebook traz ao Brasil medidas usadas para coibir abusos nas eleições dos EUA - Arte/UOL
Facebook traz ao Brasil medidas usadas para coibir abusos nas eleições dos EUA Imagem: Arte/UOL

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo

16/10/2018 16h23

Uma nova ferramenta do Facebook tem o objetivo de apurar denúncias e punir quem espalhar boatos e desinformação no segundo turno das eleições de 2018. Ela está funcionando desde o mês passado nos EUA, que neste ano tem eleições legislativas, e passou a ser aplicada no Brasil nesta terça-feira (16).

A ferramenta de denúncia de posts agora traz a opção "Informações de votação incorretas", para ser usada quando, segundo o Facebook, houver "distorções sobre as maneiras de votar, como solicitações para que você vote via mensagem de texto e declarações não-oficiais sobre contagem de votos".

Veja também:

A rede social também configurou canais de comunicação dedicados para as autoridades eleitorais do governo, para que possam fazer o mesmo.

"Já proibimos ofertas de compra ou venda de votos, assim como deturpações sobre as datas, locais, horários e qualificações necessárias para votar. Nós temos removido esse tipo de conteúdo desde 2016", diz o texto.

Mas a empresa, que neste ano foi muito criticada por um escândalo de segurança com a Cambridge Analytica e por ter sido omissa na interferência russa nas eleições americanas de 2016, reconhece que "alguns conteúdos denunciados podem exigir uma revisão adicional".

"Por exemplo, não conseguimos verificar todas as denúncias sobre condições dos locais de votação em todo o mundo (por exemplo, sobre 'um local de votação fechado'). Nesses casos, enviaremos esses conteúdos para nossos parceiros do programa de verificação de fatos", diz a nota.

O conteúdo classificado como falso terá sua distribuição diminuída no feed de notícias, acompanhado por informações adicionais produzidas pelos parceiros de checagem do Facebook sobre o assunto.

Por fim, o executivo-chefe Mark Zuckerberg diz ter melhorado a detecção e a remoção de contas falsas e aumentado a transparência em anúncios políticos na plataforma.

"Identificamos e removemos contas falsas antes das eleições na França, Alemanha, Alabama, México e Brasil. Descobrimos e removemos campanhas de influência estrangeira da Rússia e do Irã tentando interferir nos EUA, Reino Unido, Oriente Médio e outros lugares - bem como em grupos no México e no Brasil que atuam em seu próprio país", disse, sem dar mais detalhes.

No entanto, é sabido que mais de 200 páginas e perfis do Facebook, a maioria ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), estão entre os que foram derrubados recentemente pelo Facebook, por violar as normas de conduta da rede social criando uma rede coordenada com uso de contas falsas.