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Crianças têm maior resposta de anticorpos contra covid-19, aponta estudo

22/03/2022 20h12

Redação Central, 22 mar (EFE).- As crianças infectadas pelo coronavírus causador da covid-19 apresentam um nível de anticorpos significativamente maior contra o Sars-CoV-2 que os adultos, segundo um estudo liderado pela universidade Johns Hopkins em colaboração com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Estes resultados, publicados pela JCI Insight, diferem de pesquisas anteriores que apontavam para uma menor resposta de anticorpos em crianças.

O estudo se baseia em amostras coletadas entre novembro de 2020 e março de 2021 em casas em Maryland (EUA) com 682 crianças e adultos que ainda não tinham sido vacinados.

Os pesquisdaores encontraram indícios de anticorpos contra o coronavírus, indicando que já tinham sido infectadas, em 56 pessoas quando o estudo começou.

Os anticorpos direcionados para a área específica do vírus que se liga ao receptor humano, chamada RBD, estavam presentes em níveis muito mais elevados em crianças em comparação com os adultos: mais de 13 vezes mais elevados nas pessoas com zero a quatro anos de idade e quase nove vezes mais elevados nas pessoas com cinco a 17 anos.

Além disso, os níveis de anticorpos neutralizantes do Sars-CoV-2 que podem ajudar a prever a proteção contra a covid-19 grave, eram quase duas vezes mais elevados em crianças de até quatro anos em comparação com os adultos.

Na maioria das casas onde tanto os menores como os adultos tinham evidências de anticorpos, as crianças de até quatro anos apresentavam os níveis mais altos de RBD e neutralizantes, em comparação com o resto da família.

Este estudo demonstra que as crianças, mesmo durante o primeiro ano de vida, têm a capacidade de desenvolver uma forte resposta de anticorpos à infecção pelo coronavírus, em alguns casos excedendo a dos adultos, disse Ruth Karron, da Johns Hopkins.

As crianças muito pequenas no estudo desenvolveram dados elevados de anticorpos contra a proteína spike do Sars-CoV-2, que é o antígeno-alvo para as vacinas, afirmou Karron. EFE

cr/vnm