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Pesquisadores criam plataforma que estuda fatores ambientais ligados à Covid

31/07/2020 15h03

Granada, 31 jul (EFE).- Pesquisadores da Universidade de Granada e da GENyO desenvolveram uma plataforma para estudar os fatores ambientais associados à pandemia, os primeiros do mundo, segundo seus promotores, que integram as informações da Covid-19 com dados meteorológicos, temperatura, umidade ou contaminação.

Uma equipe internacional de cientistas, liderada pela Universidade de Granada (UGR), na Espanha, desenvolveu a primeira plataforma do mundo que combina informações da Covid-19 com dados ambientais e meteorológicos, e também com a adição de espaço-temporal por províncias e comunidades autônomas.

A plataforma 'DatAC' (Data Against Covid-19) está disponível ao público e, além de centralizar e integrar as informações, implementa diferentes possibilidades de exploração visual permitindo aos pesquisadores que analisem e pesquisem em conjunto padrões entre as diferentes fontes de informação.

"A necessidade de informações e dados confiáveis tornou-se evidente como parte essencial da compreensão dos fatores que afetam a propagação do vírus e a detecção precoce de fontes de infecção", explicou Pedro Carmona Sáez, professor do Departamento de Estatística e Pesquisa Operacional da Universidade de Granada e chefe do grupo GENyO Bioinformtics, que desenvolveu este projeto.

Carmona acrescentou que alguns estudos estão sendo publicados sobre a associação entre fatores ambientais, temperatura e umidade com a prevalência e mortalidade da Covid-19, mas sem resultados conclusivos, razão pela qual optaram por ter um extenso registro de dados ao longo do tempo com a criação da plataforma.

Essa ferramenta integrou informações sobre variáveis meteorológicas e registros de poluentes ambientais que ajudarão a contrastar trabalhos que apontam para possíveis associações entre uma pior evolução dos pacientes com Covid-19 em áreas altamente contaminadas.

A existência desse tipo de repositório que integra dados abertos é essencial para monitorar a pandemia, como mostraram outras plataformas desenvolvidas por universidades como Cambridge e Johns Hopkins.