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Devido ao coronavírus, Apple admite que não vai lucrar tanto quanto queria

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Imagem: Reprodução

18/02/2020 00h36

A Apple anunciou nesta segunda-feira que não alcançará a projeção prevista para o primeiro trimestre do ano devido à epidemia de coronavírus, que prejudicou as vendas da empresa na China.

"Não esperamos atingir o faturamento que tínhamos previsto para o trimestre de março", informou a companhia em comunicado.

Em janeiro, a empresa havia estimado uma receita entre US$ 63 bilhões e US$ 67 bilhões para o trimestre atual, que termina em março.

Altamente dependente da China, a Apple faz um quinto das vendas no gigante asiático e depende de trabalhadores chineses para fabricar e montar muitos dos componentes para iPhones, iPads e computadores Mac, que depois são vendidos no mundo todo.

É por isso que a Apple reconheceu nesta segunda-feira que tanto a venda como a produção de produtos foram afetadas pelo coronavírus, que já matou mais de 1.770 pessoas só na China.

"A escassez de suprimentos de iPhone afetará temporariamente a receita em todo o mundo", argumentou a empresa.

Segundo a companhia, a produção do iPhone diminuiu porque os funcionários chineses estão voltando aos empregos "mais lentamente" do que o previsto, e a demanda na China também caiu.

"Todas as nossas lojas na China e muitas das lojas dos nossos parceiros foram fechadas. Além disso, as lojas que estão abertas estão operando com horário reduzido e poucos clientes", detalhou.

A Apple é uma das primeiras grandes empresas a reconhecer que sofrerá consequências econômicas devido ao impacto global do coronavírus.

O medo do coronavírus, que já está impactando os mercados de ações mundiais, levou analistas, bancos e algumas autoridades públicas a diminuírem as previsões de crescimento, especialmente para a China e algumas economias asiáticas.

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