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Táxi voador pode virar opção de transporte urbano do futuro

Volocopter/Divulgação
Imagem: Volocopter/Divulgação

Dan Murtaugh e Melissa Cheok

23/10/2019 19h21

Táxis voadores, que antes se restringiam a filmes de ficção científica como O Quinto Elemento, podem virar opção de transporte urbano. Baterias mais eficientes e designs inovadores tornaram viagens aéreas curtas mais baratas, limpas e silenciosas. O Citigroup estima que as vendas anuais de táxis aéreos podem chegar a US$ 5 bilhões até o final da próxima década.

Duas empresas fizeram apresentações sobre o tema em Cingapura nesta semana, durante o Congresso Mundial de Sistemas Inteligentes de Transporte. A britânica Skyports construiu um modelo de estação para táxis voadores e a alemã Volocopter fez um voo de demonstração de seu veículo elétrico.

Engenheiros das duas companhias explicaram a repórteres como o sistema pode funcionar. O usuário abre um aplicativo e escolhe entre as estações de determinada cidade. Uma opção em Cingapura era voar do elegante hotel Marina Bay Sands até a luxuosa ilha Sentosa. O usuário escolhe o horário de partida e recebe uma confirmação com o nome do piloto.

Quando o usuário chega à estação, um scanner biométrico emprega software de reconhecimento facial para confirmar a reserva e pesa os passageiros para assegurar o equilíbrio do veículo no ar. Os passageiros então são transportados até o destino. Quando pousam, funcionários trocam a bateria na parte traseira do táxi para a próxima viagem.

Isso tudo é para o futuro, enquanto o presente impõe desafios. As empresas tentam conquistar apoio de autoridades reguladoras e aceitação do público.

O visual da estação, chamada Voloport, é elegante e futurista. Telas mostram a economia de tempo proporcionada por táxis voadores (são quatro minutos voando até Sentosa e 21 minutos sobre quatro rodas). De acordo com um engenheiro, quando as estações estiverem operando, helipontos poderão subir e descer com mecanismo hidráulico entre o teto e o piso térreo da estação para facilitar o embarque e a decolagem.

O Volocopter em si parece um brinquedo. Em vez de um rotor gigante na parte central, ele tem mais de uma dezena de componentes menores distribuídos acima do corpo da aeronave. Os modelos demonstrativos eram relativamente pequenos, com espaço suficiente para duas pessoas sentadas coladas.

Um dos supostos benefícios das aeronaves elétricas (como o Volocopter) sobre helicópteros movidos a petróleo é o barulho. Motores elétricos supostamente incomodariam menos quem vive perto das estações, mas não deu para saber se a aeronave era barulhenta porque o voo demonstrativo foi de algumas centenas de metros diante de repórteres. A essa distância, soava como um zangão que cresceu demais.

As caronas aéreas talvez não agradem a todos, mas o presidente da Volocopter, Florian Reuter, planeja usar software e a relativa liberdade de rotas aéreas para projetar viagens mais suaves para quem precisa. "Pode haver um modo vovó e um modo foguete", ele brinca.

Outra questão é o custo. O diretor-gerente da Skyports, Duncan Walker, entende que as rotas inicialmente atenderão a turistas curiosos e a quem viaja a negócios e tem dinheiro para gastar, porém essas empresas esperam reduzir custos a ponto de disponibilizar o serviço para o mercado de massa.

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