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Fornecedora de telas do iPhone vê OLED dominar já em 2021

Relação custo-benefício volta a ser a maior procura entre usuários de smartphones - Getty Images
Relação custo-benefício volta a ser a maior procura entre usuários de smartphones Imagem: Getty Images

Pavel Alpeyev e Yuki Furukawa

21/10/2019 21h48

(Bloomberg) — A problemática Japan Display, que fornece telas para dispositivos móveis da Apple, tem cerca de um ano para decidir se deve abraçar a mais moderna tecnologia de diodos orgânicos emissores de luz (OLED, na sigla em inglês).

Os painéis OLED são mais finos, consomem energia de modo mais eficiente e oferecem maior contraste. Já os monitores de cristal líquido (LCD) da JDI sustentam uma vantagem de preço que mantém esses componentes competitivos em smartphones até 2021, segundo o novo presidente da empresa, Minoru Kikuoka. Ele disse que uma decisão mais assertiva em relação à nova tecnologia pode ocorrer nesse período, mas não quis discutir planos para clientes específicos.

O lançamento do primeiro iPhone OLED, em 2017, foi visto como o começo do fim do longo reinado do LCD. Boa parte da receita da Japan Display depende da Apple e a empresa estava ficando em desvantagem no desenvolvimento de novas telas. No entanto, as vendas do iPhone X, equipado com tela OLED da Samsung Electronics, não foram tão bem quanto se esperava. Um ano depois, a Apple colocou no mercado uma versão LCD com o iPhone XR, dando alguma folga à fornecedora japonesa.

O mercado de smartphones está se estabilizando e as telas mais sofisticadas não atraíram usuários, que já se mostram satisfeitos com seus aparelhos. Assim, a relação custo-benefício voltou a ter importância para os consumidores que estudam comprar um novo dispositivo, de acordo com o executivo.

"Estamos vendo os consumidores colocarem mais ênfase em preço acessível quando se trata de preferências por smartphones", disse Kikuoka. "O setor agora tem um olhar diferenciado para o tipo de preço competitivo oferecido por LCDs."

A linha 2019 da Apple inclui um modelo de LCD, o iPhone 11, com preço inicial US$ 50 menor que seu antecessor. A empresa planeja adicionar um segundo aparelho do tipo no primeiro semestre do ano que vem para substituir o iPhone 8. Porém, a gigante sediada em Cupertino, na Califórnia, ainda pode migrar todos os novos celulares para OLED já em 2020. Mesmo se ainda vender modelos antigos de LCD, a Japan Display está ficando sem tempo.

Após adiar repetidamente a produção em massa de telas OLED, a JDI está perto de lançar seu primeiro produto do tipo, segundo Kikuoka, que se limitou a revelar que não será uma tela para smartphone. Uma pessoa a par do assunto confirmou que a primeira tela OLED da JDI será usada no Apple Watch. Mas concorrer no segmento de telefones móveis consumiria bilhões de dólares em investimentos e a Japan Display não tem esse dinheiro.

"Houve uma época em que sentimos a necessidade de apressar uma migração para OLED", disse Kikuoka. "Sem um parceiro contribuindo com capital, simplesmente não podemos fazer isso. "

A JDI foi formada em 2012 a partir dos restos de diversas fabricantes problemáticas de telas. A empresa errou o momento de fazer grandes investimentos em capacidade de produção de LCD e se viu em apuros para competir com hábeis rivais sul-coreanas e chinesas. Cinco anos seguidos de prejuízos obrigaram a companhia a buscar injeção de capital no exterior, mas a lista de potenciais pretendentes só encolhe. Quando Kikuoka assumiu o comando em setembro, a ação tinha atingido uma mínima histórica. A direção alertou que, se não for capaz de levantar capital, pode enfrentar dificuldades para continuar operando.

—Com a colaboração de Mark Gurman.

Repórteres da matéria original: Pavel Alpeyev Tokyo, palpeyev@bloomberg.net;Yuki Furukawa Tokyo, yfurukawa13@bloomberg.net

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