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EUA trabalharão com a China nas mudanças climáticas, apesar de outras diferenças

27/01/2021 18h25

Washington, 27 Jan 2021 (AFP) - Os Estados Unidos tentarão manter as negociações com a China sobre mudança climática à margem das divergências políticas entre os dois países, disse John Kerry nesta quarta-feira (27).

O ex-secretário de Estado, que agora é o enviado do presidente Joe Biden para o clima, destacou "com relação à China, obviamente temos sérias diferenças com a China em alguns assuntos muito, muito importantes".

"As questões de roubo de propriedade intelectual e acesso a mercados, o que se refere ao Mar do Sul da China, quero dizer, é uma lista, todos nós os conhecemos", explicou Kerry.

"Essas questões nunca serão moeda de troca para qualquer coisa que tenha a ver com o clima, isso não vai acontecer. Mas o clima é uma questão crítica por si só e temos que negociar", esclareceu.

Ele acrescentou que a China é responsável por 30% das emissões mundiais e os Estados Unidos por 15%.

"Portanto, é urgente encontrarmos uma maneira de isolá-lo (de outras questões) e seguir em frente", enfatizou.

A China pediu um novo começo nas relações com o governo Biden depois de quatro complicados anos com Donald Trump, que atacou Pequim, desencadeando uma guerra comercial, por patentes, origem do covid-19, tecnologia e supremacia militar.

Biden indicou que permanecerá firme contra a potência asiática, mas suavizou o tom e se comprometeu com a cooperação internacional após a política de "América primeiro" de seu predecessor republicano.

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