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Rede social Parler pede que justiça force Amazon a restaurar seu site

Parler saiu do ar após onda de cancelamentos de contas do presidente Donald Trump em redes sociais - BackyardProduction/Getty Images
Parler saiu do ar após onda de cancelamentos de contas do presidente Donald Trump em redes sociais Imagem: BackyardProduction/Getty Images

Em São Francisco

15/01/2021 08h44Atualizada em 16/01/2021 16h12

A rede social conservadora Parler pediu nessa quinta-feira (14) que um juiz dos Estados Unidos ordene que a Amazon lhe permita voltar ao ar, após derrubá-la por conter postagens que incitam à violência.

Os advogados do Parler e da Amazon apresentaram seus argumentos contrários por telefone perante a juíza distrital Barbara Rothstein, que prometeu uma decisão acelerada.

A plataforma pede uma ordem de emergência que obrigue a Amazon Web Services (AWS) a aceitá-la novamente em seus servidores enquanto sua ação judicial sobre a questão é resolvida.

"O Parler não conseguiu localizar um serviço de hospedagem na internet para seu conteúdo", disse o advogado da rede social, David Groesbeck. "Para a Amazon, reverter sua decisão não é grande coisa. Não é oneroso; não é caro", argumentou.

A advogada da Amazon, Ambika Doran, respondeu que conteúdos do Parler encorajando estupro, assassinato e tortura foram compartilhados com o tribunal, e que os exemplos eram "apenas a ponta do iceberg".

Ela alegou ainda que não há nada que sugira que a rede social possa ter um plano para eliminar publicações que violem as regras nos próximos dias ou mesmo meses.

"Nada na lei exige que a AWS permita esse tipo de conteúdo" em seus servidores, disse ela. A AWS tentou, sem sucesso, contatar o Parler sobre o assunto, acrescentou.

A disputa judicial ocorre em meio a uma onda de cancelamentos de contas do presidente Donald Trump por gigantes da internet após o ataque ao Capitólio por seus apoiadores em 6 de janeiro.

Errata: o texto foi atualizado
Um erro de digitação na primeira versão desta reportagem dizia que a rede social Parler foi derrubada pela Amazon "por não conter postagens que incitam à violência". O correto é que ela foi derrubada por conter, sim, postagens que incitam à violência. O texto foi corrigido.