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Reino Unido e Austrália apuram empresa que identifica rostos com fotos da web

Estúdio Rebimboca/UOL
Imagem: Estúdio Rebimboca/UOL

Da AFP, em Londres

10/07/2020 09h23

Os organismos de proteção de dados do Reino Unido e Austrália anunciaram nesta sexta-feira (10) uma investigação conjunta sobre a empresa americana Clearview AI, concentrada em sua tecnologia de reconhecimento facial.

Os dois países "abriram uma investigação conjunta sobre as práticas de Clearview AI na área de processamento de dados pessoais, concentrada no uso que faz de dados e elementos biométricos 'apagados'", anunciou a agência britânica.

Em janeiro, uma reportagem do New York Times fez um alerta sobre a Clearview AI, cujas práticas poderiam, segundo o jornal americano, "acabar com a privacidade".

Seu fundador, o australiano Hoan Ton-That, afirmou ter registrado mais de três bilhões de imagens obtidas nas redes sociais sem consentimento. E destacou que, graças a sua tecnologia de reconhecimento facial, poderia fazer buscas a partir de uma simples foto diretamente em um smartphone.

O reconhecimento facial é cada vez mais utilizado pelas polícias de todo o mundo, mas também é usado para "identificar" as pessoas nas redes sociais ou para desbloquear smartphones e automóveis.

Gigantes da internet como Twitter, Facebook, Youtube e LinkedIn condenaram a exploração das imagens de seus usuários e pediram a Clearview AI que eliminasse os dados, mas até o momento não conseguiram.

Em janeiro, a polícia de Londres anunciou que começaria a utilizar o reconhecimento facial em lugares específicos para identificar os autores de crimes e delitos graves, com um sistema desenvolvido pelo grupo japonês NEC.

A Clearview AI afirma ter 600 policiais de diferentes países entre os usuários.

A empresa californiana já estava sendo investigada desde fevereiro no Canadá sobre o uso pela polícia federal de sua tecnologia de reconhecimento facial.