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Huawei x EUA: empresa e sua filial se declaram inocentes em audiência

Ren Zhengfei, fundador da Huawei - AFP
Ren Zhengfei, fundador da Huawei Imagem: AFP

Da AFP, em Nova York

15/03/2019 09h33

A gigante chinesa de telecomunicações Huawei e sua subsidiária americana, a Huawei Devices USA, se declararam inocentes nesta quinta-feira de 13 crimes de fraude bancária e violação de sanções americanas contra o Irã perante um juiz federal em Nova York.

"Se declaram inocentes, meritíssimo", declarou o advogado das duas companhias, James Cole, ao juiz Ramon Reyes, do tribunal federal do Brooklyn.

Na audiência não estavam presentes os advogados da diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, nem da suposta filial não oficial da empresa chinesa no Irã, a Skycom Tech, acusada em janeiro do ano passado pela justiça americana no mesmo caso.

"Estamos no processo de notificar a Skycom (das acusações), mas dada a publicidade do caso, provavelmente já sabem", disse o promotor David Kessler ao juiz.

O governo americano alega que a Huawei e suas duas subsidiárias fizeram negócios de milhões de dólares ligados ao Irã por meio de bancos americanos, violando as sanções contra Teerã e colocando em risco a segurança do país.

Meng, filha do fundador da Huawei, é acusada de quatro crimes de fraude bancária por enganar bancos internacionais e o governo americasno sobre a relação entre a Huawei e a Skycom. Ela foi presa em dezembro no Canadá, a pedido dos Estados Unidos, onde está atualmente em liberdade condicional. Os Estados Unidos exigem sua extradição.

Em outro caso, em um tribunal do estado de Washington (oeste), as subsidiárias Huawei Device e Huawei Device USA se declararam recentemente inocentes de fraude e conspiração para roubar segredos comerciais da empresa americana T-Mobile entre 2012 e 2014.

Os Estados Unidos tentam impedir que empresas americanas comprem equipamentos da Huawei e pressionam seus aliados a fazer o mesmo. Também proibiu a Huawei de participar da implantação em seu território da rede 5G, a quinta geração de redes móveis, porque acredita que a China poderia usar o equipamento do grupo para espionar outros países e interromper suas comunicações.

A China alega que se trata de um pretexto para impedir o desenvolvimento da empresa e impedir que os Estados Unidos sejam tecnologicamente superados.

A Huawei contra-atacou na justiça: este mês apresentou no Texas uma ação contra o governo americano por proibir a compra de seus equipamentos e serviços.

Também pede indenização por danos e interesses e também acusa Washington de invadir seus servidores e roubar e-mails.

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