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Renato de Castro

Fãs de aviação pagam "vaquinha" para startup de voo fretado decolar

Renato de Castro
Imagem: Renato de Castro
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Renato de Castro

Mobilidade compartilhada, Inteligência artificial, sensores humanos, internet das coisas, bluetooth mesh, etc. Mas como essa tranqueira toda pode melhorar a vida da gente nas cidades? Em nosso blog vamos discutir sobre as últimas tendências mundiais em soluções urbanas que estão fazendo nossas cidades mais inteligentes.

24/11/2020 04h00

Você sabia que já existe empresas que oferecem voos executivos em aviões e helicópteros por aplicativo? Isso mesmo, é como pedir um carro no Uber ou 99, mas neste caso a corrida é um pouquinho mais longa.

Eu conversei com Paul Malicki, executivo-chefe da Flapper, sobre a empresa e a grande ideia por trás desse serviço disruptivo. Mesmo com todos os desafios de um ano atípico o projeto está indo muito bem. Eles cresceram mais de 251% em 2019 e agora com a pandemia, que gerou um declínio na oferta de voos pelas companhias aéreas comerciais, as solicitações de voos fretados aumentaram, e o serviço de voos de carga e aeromédica também cresceram. Tudo isso no melhor estilo "made in Brazil".

E não para por aqui. Para completar sua última cota de investimentos no nível de Series A, eles lançaram uma campanha de crowdfunding e conseguiram arrecadar R$ 2,5 milhões em somente uma semana. A campanha foi feita em parceria com a SMU Crowdfunding, a primeira plataforma de financiamento coletivo do Brasil para investimentos.

"Trabalhamos com muitos clientes de poder aquisitivo e muitos amantes de aviação. Eles sempre perguntavam quando a gente iria abrir o capital", diz Malicki. Foi isso que fez a Flapper decidir por crowdfunding. "Muitos deles investiram e muitas empresas de aviação executiva também investiram", acrescenta.

Para ele, crowdfunding é uma forma de praticar o relacionamento com os investidores e também de ter exposição de marketing.

Agora capitalizados, o objetivo será expandir o modelo de negócios principal da empresa, que hoje conta com escritórios em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, e alçar voos ainda mais altos, rumo ao exterior. A empresa pretende abrir quatro novos mercados na América Latina e lançar rotas compartilhadas adicionais para aeroportos não disponíveis na aviação comercial no Brasil. Nada mal para uma startup tupiniquim, não acham?

Se você aproveitou o feriadão para viajar e acabou perdendo essa live, não tem problema. Só clicar aqui embaixo no vídeo, apertar os cintos e curtir nosso bate-papo.