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Guilherme Rambo

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Rumores já falam em iPhone com novo design e até dobrável, mas pode rolar?

3D Animation Production Company/ Pixabay
Imagem: 3D Animation Production Company/ Pixabay
Guilherme Rambo

Guilherme Rambo é programador desde os 12 anos. Especialista em engenharia reversa, é conhecido mundialmente por revelar os segredos da Apple antes mesmo dos anúncios da empresa, além de programar para as plataformas da empresa.

05/03/2021 04h00

Na última semana, o famoso analista Ming-Chi Kuo divulgou informações quentes sobre os iPhones que serão lançados neste ano e até mesmo o que esperar nos modelos de 2022 e 2023.

Não é incomum que informações dos aparelhos já estejam disponíveis com tanta antecedência, afinal o desenvolvimento de um novo produto pode levar mais de dois anos. Apesar disso, é importante conter as expectativas já que muita coisa pode mudar até o lançamento dos produtos.

A linha iPhone 13

Começando pelos modelos de 2021, que chamarei aqui de "iPhone 13", apesar do número ter um significado especial em algumas culturas, o que poderia mover a Apple a não utilizá-lo.

Segundo Kuo, uma das diferenças do modelo deste ano seria a redução no tamanho do notch, aquele recorte superior na tela que abriga a câmera frontal e sensores.

O famoso recorte — que de certa forma define o iPhone desde o iPhone X — é bastante controverso, afinal alguns usuários não se incomodam com ele, enquanto que outros odeiam. Eu nunca me incomodei com o recorte, pois no uso normal do dia a dia ele acaba desaparecendo. Também considero que a Apple fez um bom trabalho de integração do hardware e software de modo que o recorte não se tornou um incômodo visual tão grande quanto poderia ser.

Mesmo assim, uma redução no tamanho do recorte poderia ser benéfica.

Algumas pessoas acreditam que uma redução não teria utilidade prática, mas eu discordo: existem alguns aplicativos que tiram proveito das "orelhas" que ficam em cada lado do recorte. Estes apps teriam então mais espaço para colocar indicadores ou botões. Fora isso, uma redução no tamanho do recorte certamente reduziria levemente o incômodo visual que alguns usuários têm ao usar os aparelhos.

Sobre o rumor em si, vale ressaltar que ele existe desde que o iPhone X foi lançado. Não me lembro de nenhum ano desde então no qual "o iPhone vai vir com recorte na tela menor" não tenha sido um dos rumores apresentados, até mesmo pelo próprio analista Ming-Chi Kuo. Por causa disso, sugiro cautela ao acreditar neste rumor em particular.

Ainda sobre os iPhones deste ano, Kuo também afirma que eles terão uma nova tela com tecnologia LTPO e 120Hz, que a empresa chama de ProMotion. Esse recurso —já presente nos iPads Pro— torna os movimentos na tela mais fluidos e já é pedido por usuários desde sua introdução no tablet da Apple.

Eu adoraria ter o recurso no iPhone. Uso um iPad Pro e realmente a diferença na fluidez dos movimentos —mesmo quando usando apenas apps de produtividade— é muito perceptível e bem-vinda.

Outro detalhe interessante é que a linha de iPhones de 2021 continuaria contando com o iPhone mini, assim como a linha de 2020.

Há muita especulação no mercado por conta de análises mostrando vendas muito pequenas do iPhone mini (perdão pelo trocadilho). Não acredito que a Apple desistiria de oferecer um iPhone menor já no primeiro ano após sua introdução.

Ter um modelo que vende significativamente menos que os outros é uma consequência natural de oferecer mais opções para os compradores. O iPhone mini pode não ser o aparelho que a maioria deseja, mas aqueles que preferem o tamanho menor estão satisfeitos.

Novo iPhone SE e iPhone 14 em 2022

Já falei sobre a posição do iPhone SE na linha de produtos da Apple por aqui. O dispositivo é ótimo para quem busca um iPhone com boa performance e suporte ao sistema operacional mais recente, porém com um custo mais baixo e sem tantos recursos extras de câmeras e afins.

Por ser um aparelho mais simples e sem novidades em seu design, a frequência de atualização do iPhone SE também é mais baixa. Parece que a Apple está começando a colocá-lo no seu calendário para atualizações a cada dois anos, pois a empresa estaria se preparando para atualizar o aparelho no começo de 2022.

Segundo Kuo, as novidades seriam um processador mais rápido —provavelmente o mesmo dos iPhones da linha 13—, além de suporte às redes 5G, que chegou nos iPhones na linha do ano passado.

Esse rumor faz todo sentido se pensarmos no iPhone SE da forma que coloquei anteriormente: o iPhone menos caro mas com bons recursos e performance, deixando de lado apenas recursos mais avançados.

Aqueles que gostam do formato do iPhone SE —que segue o design do iPhone 8 desde o ano passado— certamente ficarão felizes com a novidade.

Ainda sobre o próximo ano, a Apple estaria preparando um modelo de iPhone que substitui o recorte na tela por um buraco —parecido com alguns aparelhos da Samsung, Xiaomi, entre outros. A dúvida é se essa novidade seria apenas nos modelos Pro ou na linha completa. Segundo Kuo, isso vai depender da disponibilidade de componentes, mas é mais provável que venha primeiro apenas para os iPhones Pro.

Seria uma mudança bastante drástica no visual dos iPhones e essa mudança não vem sem os seus desafios técnicos, mas acredito que a Apple seja capaz de fazer essa mudança sem maiores problemas, assumindo que consigam quantidades suficientes dos componentes para produção em massa.

Essa alteração poderia significar vendas mais expressivas do modelo, pois muitos usuários aguardam grandes mudanças no design dos aparelhos antes de trocá-los por um novo.

iPhone dobrável em 2023?

Ainda segundo o analista Ming-Chi Kuo, não seria impossível imaginar a Apple lançando um iPhone dobrável em 2023. Este rumor em particular ainda é muito incerto, visto que outros analistas afirmam que o projeto do iPhone dobrável por enquanto não passa de um protótipo que ainda não chegou na fase de produto e poderia muito bem ser descartado. O iPhone dobrável viria com uma tela de até 8 polegadas.

Eu ainda sou cético com relação aos aparelhos dobráveis. Me parece um caso clássico onde a tecnologia permitiu algo novo —telas dobráveis— e empresas buscaram uma forma de usar essa tecnologia em algum produto a todo custo —no caso, smartphones dobráveis.

O problema é que essa tecnologia não está resolvendo problema algum. Muito pelo contrário: os aparelhos dobráveis disponíveis no mercado atualmente são muito caros e têm diversos problemas.

Para que smartphones dobráveis se tornem algo além de uma simples curiosidade para mostrar aos amigos, a Apple teria que descobrir qual diferencial um iPhone dobrável poderia oferecer aos usuários que não seja simplesmente ser um iPhone no qual a tela pode ser dobrada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL