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Akin Abaz

Com a grana que você tem, vale a pena ter desktop ou notebook para games

Este sou eu mexendo em um computador e olha que não sou uma pessoa tecnológica - Arquivo pessoal/ Akin Abaz
Este sou eu mexendo em um computador e olha que não sou uma pessoa tecnológica Imagem: Arquivo pessoal/ Akin Abaz
Akin Abaz

Akin Bakari D'Angelo dos Santos é fundador da InfoPreta e homem trans. Um curioso nato e um amante do desconhecido, sempre se interessou por montar, desmontar e entender o funcionamento dos eletrônicos. Fez cursos técnicos na adolescência e, aos 15 anos, já atuava na área da indústria com manutenção eletrônica de maquinário pesado. Em 2011, começou a consertar computadores em seu quarto e dois anos depois fundou a InfoPreta, empresa de serviços de manutenção que tem por objetivo inserir pessoas negras, LGBTQI+ e mulheres no mercado tech, aliando lucros a projetos sociais de grande impacto.

Colunista do UOL

12/11/2020 04h00

Apesar de trabalhar com tecnologia e inovação, não sou uma pessoa tecnológica. Apanho para fazer coisas simples e fora do dia a dia eu basicamente conserto e inovo igual uma fada. Agora, usar? Já é outra coisa! Então não sinta vergonha de não saber tanto de tecnologia. Está tudo bem.

Estava pensando qual das loucas histórias iria contar nesta coluna para vocês conhecerem um pouco mais da história da InfoPreta, além do que já foi publicado na mídia, e me veio na cabeça uma coisa que aconteceu bem no começo da empresa, lá em 2014.

Eu arrumava os computadores em casa, lembro que estava um frio forte. Estava a caminho de casa com uns nove, dez equipamentos distribuídos em mochilas e sacolas, esperando meu ônibus sair e pensando como seria minha vida, se todo aquele esforço valia a pena.

Na época, ir para Guarulhos, na Grande São Paulo, de ônibus demorava bastante. Sobrecarregado de notebooks, levava umas três horas para chegar em casa. Era o caos, mas sentia orgulho demais de tentar algo em meio às dificuldades.

E me faço a mesma pergunta todos os dias: "vale a pena?" E todo dia respondo: "cada segundo".

O papo de hoje é sobre escolher "CPU" gamer ou notebook gamer? — CPU aqui (e ao longo do texto) fica como sinônimo de gabinete de PC, expressão que muita gente é acostumada a usar.

Sempre acabamos nessa dúvida, principalmente quando vem as tais perguntas:

  • "Vou poder carregar para todo canto?"
  • "Mas se for notebook, o desempenho vai ser bom igual CPU?"
  • "Qual melhor desempenho?"
  • "A longo prazo, qual seria mais durável e confortável para o meu bolso?"

Essas perguntas causam aquela indecisão sobre qual levar, mas chegamos para te ajudar.

Começando pela CPU gamer. Ela deveria ser a sua escolha, se sua preferência for principalmente fazer futuros upgrades e melhorias no equipamento, durabilidade a longo prazo, além de aguentar altos desempenhos.

Se você quer começar com um orçamento mais em conta, mas com qualidade e bom desempenho, essa é a opção. Custa (bem) menos que um rim, porém tem desempenho de qualidade para durar até você juntar aquele dinheirinho para melhorar o equipamento e fazer o famoso termo em inglês "upgrade".

Com a CPU gamer, você consegue mudar tudo, desde a cor do gabinete até a geração do processador, e não perder a qualidade do equipamento.

Única coisa questionável seria seu tamanho, pois como é alto o desempenho interno, precisa ser um gabinete grande para a ventilação circular e o equipamento ficar na temperatura ideal interna —que varia de 65 graus até 80 graus (falando a grosso modo, pois depende de modelo e marca).

Em questão de valores de compra de uma CPU gamer, é algo entre R$ 3 mil até R$ 7,8 mil uma completa e com desempenho considerável para uso, variando marcas e modelos e ela sendo montada conforme a sua necessidade.

Já o notebook gamer é uma versão mais compacta em comparação a CPU gamer, mas tem suas limitações. Muitas vezes o desempenho e qualidade são os mesmos ou até melhores, mas a possibilidade de upgrade é mais difícil.

Com o notebook gamer, temos a praticidade de seu uso e deslocamento com o equipamento, além da qualidade de desempenho alto e nada de travamento.

Uma das marcas que gosto muito e tem qualidade alta em notebook gamer é a Avell.

E vamos para o bolso. O valor varia bastante, porém em média sai entre R$ 8 mil até uns R$ 15 mil, dependendo do modelo e marca.

E com o notebook gamer, dependendo da marca e modelo, é possível fazer alguns upgrades no equipamento como na parte de memória, implementar SSD e HD. Em alguns modelos há a possibilidade de upgrade do processador.

Como todo equipamento eletrônico, o notebook, principalmente o gamer, tem sua vida útil, levando em consideração o uso e o modo de cuidar do equipamento.

Esse foi o resumo básico da diferença entre um ou outro. Mas qual será que tem maior utilidade? A resposta será: "depende do que você necessitar e de como quer usar o equipamento".