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God of War de tabuleiro? Conheça Fel Barros, um dos criadores do card game

Vinicius Amado

Do START, em São Paulo

18/12/2019 04h00

Dar porradas em monstros com Kratos ou flechadas em bruxas com Atreus é uma aventura deliciosa para todo gamer, tanto que "God of War" (PS4) levou o prêmio de "Jogo do Ano" no The Game Awards 2018. Mas que tal deixar o videogame de lado e embarcar nessa aventura com um jogo de cartas?

Adaptar o jogo premiado de PS4 para um tabuleiro foi a missão dos brasileiros Fel Barros e Alex Olteanu, e o resultado foi "God of War: The Card Game", lançado na CCXP19 pela Galápagos Jogos. O jogo consiste em uma aventura cooperativa para quatro pessoas, que precisam salvar Midgard e impedir o Ragnarok. Para deixar tudo mais saboroso, você pode controlar Kratos, Atreus, Mímir ou Freya.

"No God of War, a gente criou uma mecânica em que você tem um cenário. Você junta cartas, fazendo um mosaico, então você joga a cena do Ogre, da Valquíria, do Baldur", explica Fel Barros ao START. "Então a galera que é fã da franquia, que conhece o jogo, vai reconhecer mecânicas que foram transportadas para o tabuleiro, mas não literalmente. Do jeito que é possível fazer essa conversão".

A gente tinha que fazer um bom trabalho para o fã da franquia, porque quando a gente pega uma licença, se a gente não atende o cara que é fã da franquia, a gente está falhando com o nosso trabalho

Transpor o cenário de um filme ou game para um jogo de tabuleiro é sempre um desafio, e a produção do God of War levou um ano e meio. Para os criadores, o principal problema em casos de adaptação é quando o desenvolvedor quer levar de forma literal a obra original para o tabuleiro, sendo que existem barreiras de mídia. Por isso, eles tentaram usar os elementos da mitologia e mecânicas da franquia, e ao mesmo tempo proporcionar uma experiência nova com os personagens já conhecidos.

Cartas, dados e todos os aparatos necessários para uma aventura de mesa - Divulgação
Cartas, dados e todos os aparatos necessários para uma aventura de mesa
Imagem: Divulgação

"Em primeiro lugar, a gente tinha que fazer um bom trabalho para o fã da franquia, porque quando a gente pega uma licença, se a gente não atende o cara que é fã da franquia, a gente está falhando com o nosso trabalho", explica Fel. "Mas obviamente, é um jogo de tabuleiro, além de ser um jogo de God of War. Então a gente basicamente pegou o Deck Building, que é uma mecânica com que a gente tem bastante familiaridade, fez essa questão do panorama. É um coop bem difícil, a regra não é complicada, mas é difícil de você ganhar", completa Fel.

Os brasileiros fazem parte de uma empresa chamada "CoolMiniOrNot", que trabalha com licenças de jogos, filmes e séries. Fel também criou o jogo da série Narcos, aquela com o Wagner Moura, e esteve envolvido em alguns outros games, como "Bloodborne". No caso de God of War, ele contou sobre como foi o contato com a Santa Monia, licenciadora da franquia.

"Foi uma experiência muito bacana interagir com o pessoal do God of War e é maneiro você ver a diferença, a gente tem uma equipe de 10 pessoas, o Santa Monica Studios tem 300 ou 400."

Fel que é um gamer que curte de desde "Magic" a "Luigi's Mansion 3", contou que está atento ao mercado de games e gostou de "Death Stranding", por ver o Hideo Kojima se jogando em algo diferente e comentou que adoraria fazer uma adaptação do ganhador do troféu de Melhor Direção no Game Awards 2019: "A gente precisaria conseguir algum pedaço da história que o Kojima cortou, seria um jogo de storytelling, basicamente".

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