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Counter-Strike: "Campeonato presencial com atletas, só no segundo semestre"

Major de Counter-Strike em 2021 deve ocorrer na Suécia, mas há promessa de voltar ao Brasil - Divulgação/MiBR
Major de Counter-Strike em 2021 deve ocorrer na Suécia, mas há promessa de voltar ao Brasil Imagem: Divulgação/MiBR

Gabriel Oliveira

Colaboração para o Start

15/04/2021 04h00

No início de 2020, a LnK estava pronta para evoluir seu Campeonato Brasileiro de Counter-Strike (CBCS), com um estúdio ainda maior que o de 2019. A pandemia de covid-19 descarrilhou os planos, mas não impediu o evento de mudar e se adaptar: foram três modelos diferentes ao longo do ano, e agora, em 2021, rolou a transformação em circuito.

Esta é a terceira parte da série "Um ano de pandemia nos eSports". Confira a primeira, sobre o impacto em LoL e Valorant; e a segunda, sobre Free Fire e Rainbow Six

Assim como tantos outros profissionais, os 13 funcionários responsáveis pela transmissão de CBCS tiveram de trabalhar de casa na primeira das três edições de 2020. Tal qual o jogo, foi uma verdadeira operação de guerra.

"Mandamos mochilink, para assegurar a redundância da internet, e nobreak, em caso de queda de energia, para as casas dos casters, para a pessoa que operava o servidor offline e para o diretor de TV. Além de equipamentos de luz e iluminação", conta a diretora de operações da LnK, Miah Campos, ao START.

Counter-Strike - Leo Sang - Leo Sang
Transmissão dos jogos exigiu "operação de guerra"
Imagem: Leo Sang

No segundo e terceiro campeonatos, quando a pandemia dava sinais de arrefecimento, a LnK conseguiu reunir a equipe de transmissão e os casters em um novo estúdio, menor do que o alugado no início da temporada, seguindo os protocolos sanitários. Os cyber-atletas dos oito times, porém, continuaram jogando de casa.

"Tivemos de ser muito resilientes e aprender a fazer transmissão de eSports de uma maneira que nós nem imaginávamos. Às vezes as pessoas não têm noção de todo o investimento que há por trás para garantir uma transmissão de qualidade para a comunidade, com transmissões digitais, e para o mainstream, na TV"
Miah Campos, diretora de operações da LnK

Em 2021, em um formato de circuito, o CBCS terá seis campeonatos. Como haverá transmissões simultâneas, uma parte da equipe trabalhará do estúdio (novamente o alugado no início de 2020) e outra parte, de casa.

Os jogadores seguirão atuando remotamente, e a perspectiva é de que seja assim durante toda a temporada. Partidas finais podem ser presenciais, se as estatísticas em torno do vírus indicarem melhora.

"Até julho, não vemos dimensão de ter uma etapa com atletas [presencialmente]. Nosso investimento é para garantir a operação segura com qualidade para nossa equipe e os talentos. Com atletas, só no segundo semestre, e não o campeonato todo. Somente finais, com menos equipes participantes, para controlarmos o acesso", explica a representante do CBCS.

Assim como nos eventos de League of Legends, Free Fire e Rainbow Six, o CBCS de 2020 bombou em audiência: teve crescimento de 450% em visualizações ao vivo e de 260% em espectadores únicos em relação a 2019, segundo a LnK.

Major foi para a Suécia, mas voltará ao Brasil

StarLadder Belin Major 2019 CSGO  - Igor Bezborodov/StarLadder - Igor Bezborodov/StarLadder
Major no Brasil ocorrerá "quando for seguro"
Imagem: Igor Bezborodov/StarLadder

Outro paralelo com Free Fire: o grande evento mundial de Counter-Strike, previsto para ocorrer no Brasil em 2020, também foi cancelado. O ESL One Rio Major estava marcado para rolar em maio, mas primeiro foi adiado para novembro e depois acabou suspenso de vez.

Em março passado, foi anunciado que o novo major, o PGL Major Stockholm, será realizado em Estocolmo, na Suécia, entre 23 de outubro a 7 de novembro deste ano.

Mas os fãs não precisam perder a esperança. A ESL garante que ainda trará o major de CS:GO para o Brasil. "Nós fizemos um compromisso de retornar com a comunidade brasileira de CS:GO. Junto com a Valve, vamos manter esta promessa de levar o major de CS:GO ao Brasil quando for seguro fazer isso", manifestou-se a ESL, em nota.

A ESL disse ainda que, com a situação causada pela pandemia, não é possível precisar uma data para que o evento aconteça, já que "o fator número 1 é priorizar a segurança de todos, sejam jogadores, equipes, público e trabalhadores associados à execução do major".

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