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Símbolo do Black Lives Matter em vilões no game da Ubisoft gera polêmica

Elite Squad está disponível também no Brasil - Divulgação/Ubisoft
Elite Squad está disponível também no Brasil Imagem: Divulgação/Ubisoft

Bruno Izidro

Do START, em São Paulo

29/08/2020 17h11Atualizada em 29/08/2020 23h00

Tom Clancy's Elite Squad é o novo jogo de combate tático para celulares lançado esta semana pela Ubisoft. Ele poderia passar despercebido por muitos, não fosse o vídeo de introdução se tornar polêmico.

Elite Squad está sofrendo muitas críticas pela sua mensagem, supostamente com um tom fascista, e usando uma imagem de um punho levantado, que está mais associado ao Black Lives Matters recentemente, para representar os vilões do jogo. A Ubisoft respondeu.

No game, os jogadores controlam um esquadrão de elite (daí o nome do jogo) formado por diversos personagens já conhecidos de outros jogos da Ubisoft.

Entre eles está a operadora Caveira, de Rainbow Six Siege, que inclusive é brasileira e membro do B.O.P.E; Sam Fisher, da série Splinter Cell, e Nomad, protagonista de Ghost Reacon: Breakpoint.

Assista à abertura do jogo:

O grupo luta contra uma organização chamada Umbra, que supostamente controla e manipula revoltas populares e desestabiliza governos para seus próprios fins.

A premissa não chega a ser uma novidade para um jogo da Ubisoft. É só assistir, por exemplo, ao trailer de anúncio do próximo Far Cry 6, em que cenas de protestos e confrontos entre policiais e civis também são destaques.

O maior problema apontado em Elite Squad, porém, é que o principal símbolo de revolta popular que aparece na animação é o mesmo que está sendo muito usado recentemente ao Black Lives Matter, movimento contra a violência a pessoas pretas que está bastante forte nos EUA, principalmente após a morte de George Floyd, em maio deste ano.

Elite Squad Cinematics - Reprodução/Bruno Izidro - Reprodução/Bruno Izidro
Imagem: Reprodução/Bruno Izidro

Essa ligação, associando o símbolo do movimento ao papel dos vilões, não foi bem vista por alguns jogadores, que criticaram a empresa.

Após a repercussão, o perfil oficial da Ubisoft no Twitter soltou um comunicado. Segue a mensagem traduzida:

Imagens que apareceram no vídeo de abertura de Tom Clancy's Elite Squad destacando um "punho erguido" foi insensato e prejudicial tanto em sua inclusão e como foi retratado.

Nós ouvimos e agradecemos os jogadores e a comunidade em geral que apontaram isso e nos desculpamos.

A imagem do "punho erguido" será removido na próxima atualização do jogo, nesta terça-feira, 1º de setembro na plataforma Android, e assim que possível na versão iOS.

Polêmicas na Ubisoft

Essa é mais uma das polêmicas que a Ubisoft se envolveu em 2020.

Casos de assédio e comportamento tóxicos dentro de vários de seus estúdios surgiram há alguns meses, o que levou a demissão de alguns executivos de alto escalão na empresa e a promessa de uma reformulação na cultura interna da companhia.

O diretor do futuro Assassin's Creed Valhalla, Ashraf Ismail, também foi afastado do jogo e, depois, despedido por escândalos e possível envolvimentos em comportamentos inadequados.

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