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Free Fire: Peuzada, da Team Liquid, é suspenso da LBFF por aliciamento

Team Liquid reconheceu que o jogador "de fato conversou com um jogador de outra equipe o convidando para se juntar ao time" - Divulgação/Garena
Team Liquid reconheceu que o jogador "de fato conversou com um jogador de outra equipe o convidando para se juntar ao time" Imagem: Divulgação/Garena

Gabriel Oliveira

Colaboração para o START

31/07/2020 21h46

O cyber-atleta Pedro "Peuzada" Landim, da Team Liquid, não poderá disputar a 3ª Etapa da Liga Brasileira de Free Fire (LBFF) de 2020. Ele foi suspenso por aliciamento pela Garena.

Conforme o regulamento da LBFF, membros de equipes não podem solicitar ou oferecer uma proposta de emprego a integrante contratado por outro time ou incentivá-lo a encerrar o contrato prematuramente. Isso é aliciamento.

Investigação

De acordo com comunicado divulgado hoje (31) pela Garena, produtora do Free Fire e organizadora da LBFF, os oficiais da competição foram avisados que Peuzada estava infringindo a regra de aliciamento.

Após investigarem as evidências e conversarem com as equipes envolvidas, os oficiais confirmaram a infração e decidiram, como punição, impedir Peuzada de participar de toda a 3ª Etapa da LBFF, prevista para começar no próximo dia 22 de agosto.

Segundo a Garena, os oficiais não encontraram evidências de que jogador aliciado por Peuzada tenha sido conivente. Por isso, não receberá sanção. O nome e a equipe dele não foram revelados. A única restrição é que o jogador aliciado não poderá ser contratado pela Team Liquid. Ele está livre para ser inscrito por qualquer outro time ou continuar no atual.

Team Liquid FF - Divulgação/Garena - Divulgação/Garena
A Team Liquid foi campeã da Primeira Etapa da LBFF de 2020
Imagem: Divulgação/Garena

A Team Liquid, campeã da 1ª Etapa da LBFF 2020 com Peuzada como um dos destaques, poderá inscrever outros cyber-atletas. Além de Peuzada, a equipe conta com Lucas Vinicius "Luuuking" Lemos, Marccello "Raposo" Giannella, Erik "Zenac" Borges e Lucas "Lukas.TD" Tavares no elenco.

Em nota, a Team Liquid declarou que soube da suspeita de aliciamento por meio da Garena na quinta-feira (30) e que, a partir daí, confirmou que Peuzada "de fato conversou com um jogador de outra equipe o convidando para se juntar ao time". O clube disse que não tinha conhecimento da iniciativa do pro-player.

"Ainda que acreditemos que o Peuzada não tivesse más intenções, aliciamento é algo sério. Esta será uma experiência de aprendizado para ele - e para nós, para melhor instruirmos nossos jogadores. Pedimos desculpa a todos os envolvidos", manifestou-se o clube.

TL - Divulgação/Garena - Divulgação/Garena
A Team Liquid foi campeã da LBFF em março, mas ficou apenas em 14º lugar na C.O.P.A Free Fire, em julho
Imagem: Divulgação/Garena

Competição

A 3ª Etapa da LBFF será realizada a partir de 22 de agosto, pela internet, com a participação de 18 equipes na Série A, a competição da 1ª divisão. Os times se enfrentarão em seis quedas por dia, nos mapas Purgatório, Bermuda e Kalahari. A premiação é de R$ 100 mil.

A 2ª Etapa LBFF, que contaria com disputas entre as Séries A, B e C, foi cancelada no final de abril por conta da pandemia do novo coronavírus. Em seu lugar, ocorreu a C.O.P.A. Free Fire, que terminou no dia 19 com a Black Dragons como campeã. A Team Liquid ficou na 14ª colocação e não avançou para as finais da C.O.P.A. Free Fire.

Aliciamento

CBLoL - Divulgação/Folha  - Divulgação/Folha
Times de League of Legends também já foram punidos por aliciamento no CBLoL
Imagem: Divulgação/Folha

Aliciamento não é uma novidade nos eSports e já rendeu punições no cenário brasileiro de League of Legends, que também tem regras específicas sobre a prática. Assim como no Free Fire, não é permitido que haja contato sobre emprego entre membros de equipes. As negociações sobre transferências devem ser tratadas entre os diretores dos clubes.

Em dezembro 2015, o dono da paiN Gaming, Arthur "PAADA" Zarzur, recebeu suspensão de 1 ano do competitivo pelo aliciamento do jogador Caio "Loop" Almeida, então na INTZ. A Riot Games também impediu o clube de inscrever o cyber-atleta no Campeonato Brasileiro de LoL (CBLoL).

Em março de 2016, o proprietário da Vivo Keyd Eduardo Kim passou parte da temporada suspenso pela Riot Games por ter se envolvido no aliciamento de Jonas "Caos" Vriesman, da RED Canids. Ele e o pro-player Leonardo "Alocs" Belo, também envolvido e na época defendendo a g3nerationX, receberam multas de R$ 4 mil cada um.

Em dezembro de 2016, a Riot Games suspendeu os donos da INTZ, Rogério de Almeida e Lucas Almeida, por dez meses em razão do aliciamento do pro-player Gustavo "Sacy" Rossi, contratado da RED Canids.

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