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Elden: Path of the Forgotten é o indie game que une o souls-like e terror

Elden: Path of the Forgotten - Reprodução
Elden: Path of the Forgotten
Imagem: Reprodução

Giovanna Breve

Colaboração para o START

27/07/2020 04h00

Um mundo desconhecido a desbravar enquanto enfrenta criaturas hostis em busca de quem ama: essa é a história de quem joga Elden: Path of the Forgotten, game feito pelo australiano Dylan J. Walker, da Onerat Rat, e distribuído pela Another Indie.

Lançado em 9 de julho para Steam e Nintendo Switch, o jogo feito por uma pessoa carrega a dificuldade de um souls-like com visual em 16 bits e um enredo lovecraftiano.

UM JOGO DE POUCAS PALAVRAS

A aventura começa com Elden, o protagonista, em busca de saber o paradeiro de sua mãe, que desaparece repentinamente, e viaja para lugares cheios de segredos.

Diferente de jogos em que começam com um tutorial em que guia o jogador para entender os comandos e o mundo em que se encontra, Elden: Path of the Forgotten prefere manter o mistério e faz com que o jogador descubra por conta própria como avançar e sobreviver em um ambiente totalmente desfavorável.

Essa narrativa (ou a falta de) pode deixar alguns jogadores pouco à vontade e até desinteressados, mas para alguns pode ser uma oportunidade para explorar o peculiar universo de pixel que Elden carrega.

Elden 1
Imagem: Reprodução

DIFICULDADE NÍVEL HARD

O jogo possui mecânicas simples de atacar e desviar, armado com espada, machado e lança que possui ataques diferentes para certos tipos de inimigos. Além do combate corpo-a-corpo, Elden tem a companhia de seu fiel pássaro que auxilia nas magias que projeta e adquire ao longo da jornada.

Apesar de bem equipado, o jogador precisa ficar atento, as barras de magia e estamina esgotam rápido e é preciso ficar atento para não ficar indefeso e cercado de criaturas.

Elden deserto - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Não bastam armas, magias e itens para ir adiante, a sagacidade é ficar atento aos inimigos e saber a hora certa de agir. A curva de dificuldade é desafiadora, cada monstro tem sua particularidade e ponto fraco para ser derrotado e os chefões são grandes adversidades que podem levar um tempo para derrotar. Como um bom souls-like, para vencer é preciso ter o timing certo.

Por sorte, o jogo tem vida infinitas e checkpoints que são círculos mágicos encontrados em pontos da fase. Porém cada morte faz o jogador voltar para o último ponto de encontro e precisa novamente pegar itens e passar pelas hordas de inimigos tudo de novo.

Não bastam armas, magias e itens para ir adiante, a sagacidade é ficar atento aos inimigos e saber a hora certa de agir

MISTÉRIO À LÁ LOVECRAFT

Elden - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O game não é carregado de diálogos, arquivos para ler e nem um tutorial básico, para quem curte as obras de H.P Lovecraft, vai encontrar muitos elementos do terror cósmico presentes no indie.

Quanto mais jogamos, mais dúvidas surgem para o protagonista e ao jogador sobre em que lugar estamos, estátuas de seres estranhos, pontos de supostos rituais, desenhos e símbolos desconhecidos encontrados pelos lugares, até idioma misterioso aparece na tela do jogo, emergindo nos mistérios que o universo carrega.

A jornada de Elden traz um final inesperado, mas que deixa aquele gosto de quero mais e nos faz refletir sobre o fim incógnito, sem dar muitos spoilers.

Elden 2
Imagem: Reprodução

O jogo apresenta bugs, alguns momentos presenciei inimigos e até o protagonista presos nos objetos do cenário, mas isso deve ser melhorado ao longo de atualizações.

Outro ponto é a sua temática subjetiva, o indie não traz uma mensagem direta ou explica claramente o seu universo, ele é apenas é o que é. O que pode deixar alguns frustrados quanto ao seu final.

Elden: Path of the Forgotten tem uma jogabilidade curta, cerca de três a quatro horas de jogo. Sendo desenvolvido por uma pessoa carrega uma identidade própria com o melhor de um souls-like, aquele charme dos jogos antigos em 16 bit e um pezinho no gore.

Elden: Path of the Forgotten

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