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Jogamos Watch Dogs Legion: cinco boas novidades do jogo

Watch Dogs Legion - Divulgação/Ubisoft
Watch Dogs Legion
Imagem: Divulgação/Ubisoft

Bruno Araujo

Colaboração para o START

13/07/2020 14h00

Watch Dogs Legion é o terceiro e mais ambicioso jogo da franquia da Ubisoft de garotos e garotas dos compiuter, cibersegurança e vida digital.

O START UOL testou Legion por mais de 3 horas no aquecimento para o Ubisoft Forward, evento deste domingo (12) que revelou mais informações do game —e também de Assassin's Creed Valhalla. Agora você confere algumas das grandes novidades do jogo.

1 - Mais britânico, impossível

Depois de se passar em Chicago e San Francisco, nos Estados Unidos, a história de Watch Dogs cruza o Oceano Atlântico e acontece pela primeira vez em território europeu, mais especificamente em Londres.

Como é de se esperar, vários cartões-postais da capital britânica aparecem em Legion, como o Palácio de Westminster, sede do parlamento inglês, o popular bairro de Camden Town e as várias estações do Tube, o metrô londrino, que servem como pontos de viagem rápida pelo mapa do jogo.

O acesso à sede da Deadsec, organização de hackers que protagoniza a série, inclusive, acontece por meio de uma porta escondida nos fundos de um pub. Mais britânico, impossível.

Legion geral - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Os veículos seguem a mão inglesa, com o volante do lado direito, e fica aí o questionamento se a ideia da Ubisoft é visar o realismo ou só deixar ainda menos divertida a condução dos carros e motos de Watch Dogs Legion — um ponto fraco na demo da E3 2019 e nesta versão também.

Mas é notável a atenção à representação da pluralidade imigrante de Londres, com sotaques indianos, paquistaneses e nigerianos sendo ouvidos pelas ruas de Watch Dogs Legion. E o reflexo disso nas vestimentas e nas músicas que tocam nas estações de rádio.

O grime, gênero de música eletrônica tipicamente londrino, surge representado em várias faixas do jogo. Uma boa para os fãs de Skepta e outros artistas da área.

2 - A revolta do (hacker) proletário

Legion hacker - Divulgação/Ubisoft - Divulgação/Ubisoft
Imagem: Divulgação/Ubisoft

A trama de Watch Dogs Legion tenta acompanhar o salto vertiginoso dos temas segurança digital e redes sociais nas pautas geopolíticas e socioeconômicas discutidas pelo mundo. E em tempos de fake news, você e sua equipe precisam livrar a Deadsec de uma armação que culpa a organização por atentados terroristas em Londres.

Watch Dogs 2, de 2016, até faz uma representação justa dessa sociedade que está conectada o tempo inteiro à internet, e os prejuízos e bizarrices que surgem daí. Mas o foco ainda estava voltado ao indivíduo, à trajetória de Marcus Holloway, o hacker estileira à la Mr. Robot que protagoniza o jogo, para se vingar do sistema operacional ctOS após ser acusado injustamente de um crime.

Em Legion, entretanto, o problema é estrutural. E o buraco (aparentemente) é mais embaixo.

O jogo começa com várias bombas explodindo pela capital britânica e a Deadsec sendo acusada de ser a mentora por trás dos ataques. O medo da população e a disseminação de informações falsas criam a situação perfeita para a instalação de um governo de exceção, no qual a empresa de segurança privada Albion atua como polícia e cruza os limites da privacidade para monitorar o que os londrinos fazem. Taxando a Deadsec, claro, de inimiga do povo.

Como dá pra perceber, o clima de Watch Dogs Legion é radicalmente oposto ao de Watch Dogs 2. No lugar do ensolarado, esperançoso e kitsch Vale do Silício, surge uma Londres que flerta com o cyberpunk — oprimida, revoltada e lotada de tecnologia.

Legion rua - Divulgação/Ubisoft - Divulgação/Ubisoft
Imagem: Divulgação/Ubisoft

Apresentar essa conjuntura é uma atitude ousada da Ubisoft. Basta levar em conta os incontáveis ataques terroristas na Europa nos últimos anos. E em como as redes sociais distorceram e influenciaram acontecimentos políticos enormes no continente, como as eleições presidenciais da Rússia e o referendo do Brexit, no próprio Reino Unido.

As missões de Watch Dogs Legion que testamos provocam reflexões sobre autoritarismo, opressão e desinformação. Foram casos de pessoas dadas como mortas, quando na verdade estavam mantidas presas por questões políticas. E de demissões justificadas pelo fechamento de um departamento, sendo que ele foi na realidade assumido por uma inteligência artificial perigosa.

Parece ser uma ótima oportunidade para uma conversa de gente grande. Será que dessa vez um jogo da Ubisoft vai falar de política pra valer?

3 - Recrutando seu exército particular

Legion exército - Divulgação/Ubisoft - Divulgação/Ubisoft
Imagem: Divulgação/Ubisoft

Watch Dogs Legion ganha contornos revolucionários ainda mais nítidos quando leva-se em conta que o jogo não tem um ou dois grandes heróis, mas uma legião de anônimos que se organiza na luta por verdade e justiça.

Isso porque todo (eu disse todo) bonequinho que aparece andando pelas ruas dessa Londres virtual pode ser convidado e eventualmente se juntar à Deadsec, tornando-se então um personagem jogável.

Cada um deles tem habilidades próprias, ativas e passivas, e por isso podem ser mais úteis em um ou outro tipo de missão. O meu Eric Vu, por exemplo, é um operário de construção. E além de carregar uma pistola de pregos e uma chave inglesa como armas, ele pode acessar canteiros de obras sem gerar tanta suspeita graças ao seu uniforme.

Já Jon Shields é um espião e usa uma pistola com silenciador, um relógio que faz as armas dos inimigos pararem temporariamente de funcionar e um carro digno da sua profissão: com mísseis e dispositivo de invisibilidade. Qirat Bhutta, por sua vez, é uma líder de protestos. E pode arremessar gás de pimenta para desorientar inimigos e vestir uma bandana para se proteger.

O mapa do jogo destaca os recrutas mais habilidosos e que podem ser adições interessantes ao time, mas você pode convidar literalmente qualquer pessoa que ver pela frente.

Legion 2 - Divulgação/Ubisoft - Divulgação/Ubisoft
Imagem: Divulgação/Ubisoft

Para concluir a convocação, é preciso cumprir uma missão em troca, mas aqueles que não simpatizam com a Deadsec não vão nem ouvir o que você tem a dizer. E aí será preciso acessar uma aba do menu chamada Deep Profiler, que mostra um histórico da rotina daquele indivíduo com possíveis formas de quebrar um galho em troca de apoio. É legal saber um pouco mais do dia a dia (e das tretas) de cada morador desse mundinho fictício.

E apesar de todas essas figuras não terem o mesmo carisma de um protagonista convencional, até porque elas são claramente criadas numa até que criativa ferramenta de criação de personagens, fiquei apegado.

Talvez por Legion conseguir mostrar que todos têm uma rotina e separam parte dela para as atividades da Deadsec. Fofo. Ou pelo fato de gostar de jogos em que posso criar e personalizar meu time de soldados, como num XCOM 2 da vida. Ou até porque é muito inspirador ver uma organização, mesmo que virtual, em prol de um bem comum.

Fato é que, ao menos em poucas horas de jogo, os agentes parecem ser distintos dos outros. Eles até trocam ideia e passam feedback pelo rádio entre uma missão e outra.

A preocupação é que exista uma espécie de "meta" em Legion onde um tipo específico de boneco seja mais vantajoso que os outros. Foi o caso do meu Nick Davis, um funcionário da Albion que chama menos atenção nas localidades da empresa — ótimo — e passa menos tempo no xilindró — double ótimo.

4 - Você não morre, só vai preso

Legion Senhorinha - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Se você acompanha Watch Dogs Legion desde seu anúncio na E3 2019, vale notar que algumas coisas mudaram de lá pra cá. E pelo menos nessa nova versão, o jogo aliviou bastante a mão no quesito RPG e acabou com o fator permadeath, que em caso de morte eliminava seu boneco permanentemente.

Antes, todos os agentes da Deadsec tinham um level de evolução próprio e se encaixavam em uma de três classes: enforcer, hacker e infiltrator. A primeira de mais força, a segunda mais hábil nas técnicas de hackeamento e a terceira capaz de ficar invisível e driblar as forças da Albion.

Cada uma contava com perks exclusivos, que chegavam à minúcia de dar 40% a mais de dano com pistolas ou 10% de descontos em loja. E todos os personagens tinham uma biografia detalhada, com direito a dados demográficos e salário, por exemplo.

Bom, isso tudo, como diria Thiê Rock, já era. Watch Dogs Legion parece ter cortado algumas informações e optado por uma caracterização menos vertical e mais horizontal. Existem agora várias profissões, como os já citados espiões, mas também enfermeiros, jogadores de futebol e policiais, e cada uma delas tem direito a mais ou menos os mesmos sets de habilidades. Algumas figuras são mais poderosas, com mais skills. E outras mais genéricas, com menos.

Legion Drone - Divulgação/Ubisoft - Divulgação/Ubisoft
Imagem: Divulgação/Ubisoft

Essa nova distribuição elimina as porcentagens da equação, que para um jogo que, em teoria, te deixará jogar com dezenas (ou centenas) de personagens parece ser uma boa ideia. E facilita a identificação visual pela profissão, e não pelo trejeito típicos das classes. Soa mais natural.

Já o fim do permadeath é uma mudança brusca, uma vez que o clímax do começo da apresentação na E3 2019 era o personagem da demo morrendo e não retornando. Na época, foi dito que era possível se render para ir à prisão e evitar perder um agente mais queridinho. Mas agora isso não parece mais uma opção.

Perdeu toda a vida? Vai preso e fica fora de atividade por um tempo. Determinados perks podem ajudar a você passar menos tempo atrás das grades — enquanto outros podem aumentar.

5 - Meu drone chegou

Legion Drone Uber - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Watch Dogs Legion pode ser conscientizador, atual e democrático. Mas uma das coisas mais divertidas do jogo é poder chamar um drone de carga e sair voando pelo céu de Londres.

A solução é ótima para completar uma missão no topo de um edifício ou no meio de uma área povoada de capangas. Basta subir no robô, alçar voo, e descer ou subir onde for preciso. Chama a atenção? Chama. Todo mundo vai começar a atirar em você? Provavelmente. Vale a pena? Muito.

Os operários de construção podem convocar o veículo a qualquer momento graças a uma habilidade. Mas os drones também podem ser chamados em bases instaladas em terraços de prédios ou encontrados funcionando por aí.

Por isso, ao ver a chance de subir em um drone de carga em Legion, não hesite. A revolução vem dos céus.

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