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Impressões: jogamos o beta de CrossfireX no Xbox One

CrossfireX tem o desafio de adaptar para o console o sistema de controles tradicional dos PCs - Divulgação/Microsoft
CrossfireX tem o desafio de adaptar para o console o sistema de controles tradicional dos PCs
Imagem: Divulgação/Microsoft

Do GameHall

08/07/2020 15h00

Anunciado em 2019 pela Microsoft em sua conferência pré-E3, CrossfireX vem com a promessa de chegar aos consoles e fazer jus ao sucesso que ostenta no PC, inclusive com várias equipes disputando ligas competitivas e com boas cifras em premiações. Desenvolvido pela Remedy em parceria com a Smilegate, o FPS vai chegar ainda em 2020 exclusivamente para Xbox One, com a disponibilidade desde o primeiro dia para assinantes do Xbox Game Pass.

O game está em fase beta, e nós testamos uma parte de todo esse pacote. Na versão final, CrossfireX terá não apenas modos on-line, mas também uma campanha tradicional.

Sem mouse, sem teclado

Por ser um game genuinamente de PC, ficava a dúvida de como seria a portabilidade para a jogatina com controles, uma vez que um dos modos apresentados na versão beta, chamado de "Classic", não nos permite utilizar uma mira mais fechada, deixando o desempenho no controle, em tese, bem comprometido, já que, com mouse e teclado, as coisas são bem mais precisas.

Com poucos minutos de jogo já deu pra ver que, mesmo com essa dificuldade, CrosfireX teve uma migração de qualidade para o Xbox One. Além do modo clássico, a Remedy habilitou outro modo de jogo que, talvez, possa ser considerado 'mais do mesmo'. Chamado de "Modern", esse confronto entre as duas facções consagradas da franquia, a Global Risk, formada por veteranos com tecnologias avançadas, e a Black List, que abriga mercenários treinados em táticas de guerrilha, nada mais é do que um "capture the flag" frenético.

CrossfireX 1 - Reprodução/GameHall - Reprodução/GameHall
Imagem: Reprodução/GameHall

Jogabilidade característica

O primeiro modo que experimentamos é o que a Remedy chamou de "Classic". As facções Global Risk e Black List se enfrentam com dois times de oito jogadores em que uma das equipes (no caso, a Black List) deve instalar um pacote de C4 em um dos dois pontos de proteção da Global Risk. Aqui, a jogabilidade segue o estilo mais próximo do que encontramos em Crossfire no PC, com uma ação mais frenética e pautada na mobilidade.

Isso fica ainda mais claro quando temos que atirar, já que a mira com foco não é permitida —pelo menos não no beta. A não ser, é claro, que você esteja no comando de um rifle de precisão, aí, sim, a luneta lhe permite maior precisão e outro tipo de abordagem.

CrossfireX 2 - Reprodução/GameHall - Reprodução/GameHall
Imagem: Reprodução/GameHall

Ao instalar o C4 em uma das bases adversárias, a trocação de tiros ferrenha fica ainda mais intensa, com muito mais "rush" do que disparos à distância. Para os "atacantes", ao explodir da bomba o round é vencido, já para os "defensores", a vitória vem com a captura e manutenção do C4.

Já quando vamos para o outro modo, chamado de "Modern", a coisa muda um pouco de figura. Aqui, as pessoas que não estão tão habituadas ao Crossfire se sentirão mais em casa, já que é um modo de jogo que é mais parecido com o que vimos em outros FPS do mercado, inclusive com a possibilidade de "baixar a mira" com qualquer arma, utilizando o gatilho LT no controle do Xbox One.

As peculiaridades, porém, aparecem, claro. No caso do Modern, seguem as duas equipes de oito, também divididas nas duas facções; o que muda, contudo, é que temos que capturar dois pontos, A e B, para depois, então, desbloquear o terceiro e expandir o mapa. Essa base no mapa, aliás, aparece depois de alguns minutos de jogo e é necessário sair de onde os pontos anteriores estavam, o que torna as coisas ainda mais interessantes.

CrossfireX 3 - Reprodução/GameHall - Reprodução/GameHall
Imagem: Reprodução/GameHall

Talvez por ser uma versão beta, a Remedy e a Smilegate disponibilizaram um bom arsenal para os jogadores, facilitando um pouco na hora de bolar as estratégias de combate. Isso, porém, deve mudar na versão completa.

Boa evolução gráfica

Algo que chamou a atenção em CrossfireX foram os gráficos e parte técnica. Os bugs eram praticamente nulos e a qualidade das texturas e cenários era muito boa. Nós testamos o beta em um Xbox One X, que proporcionou uma jogatina em 4K/60fps.

Também não foi nem um pouco difícil achar partidas nos três dias em que testamos o game, o que mostra que, pelo menos no início, as coisas irão funcionar bem. Durante os jogos também não presenciamos nenhuma queda nos servidores.

CrossfireX 4 - Reprodução/GameHall - Reprodução/GameHall
Imagem: Reprodução/GameHall

Algo que merece críticas, contudo, é o radar de localização, que é posicionado na parte superior da tela. Em um jogo veloz como CrossfireX, é imprescindível que os elementos úteis estejam com fácil alcance, caso que não ocorre com esse radar. Por vezes, até ignoramos sua existência.

De modo resumido, CrossfireX passa a impressão que a Smilegate e a Remedy tiveram o esmero necessário para trazer um sucesso tão grandioso no PC para o exigente público do console. Se o modo campanha for bem planejado o game, que chegará ao Game Pass no dia do lançamento, pode fazer enorme sucesso.

Vamos aguardar. CrossfireX será lançado para Xbox One ainda em 2020.

Confira imagens de CrossfireX, jogo de tiro exclusivo de Xbox One

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