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OPINIÃO

Torchlight 3: Early Access tem problemas, mas o conteúdo diverte

Torchlight 3 é mais um representante da "Escola Diablo" dos RPGs de ação - Divulgação
Torchlight 3 é mais um representante da "Escola Diablo" dos RPGs de ação Imagem: Divulgação

Daniel Esdras

Do GameHall

04/07/2020 04h00

Os últimos meses têm sido bem generosos com os fãs de RPGs de ação nos moldes do clássico Diablo. Torchlight 3 é mais um título que vai somar nesse gênero e, ao mesmo tempo que traz algumas novidades interessantes, mostra a saturação da fórmula.

O desenvolvimento dessa continuação mudou de mãos, e agora quem comanda a franquia é a Echtra Inc. Embora muito da essência dos jogos anteriores tenha sido mantida, como a ambientação e as origens da história, já da para ver uma marca do novo estúdio em alguns pontos do jogo.

Jogamos os atos disponíveis no momento, já que o jogo está no formato de Early Access no Steam, e te contamos agora se já vale a pena embarcar na jornada ou se é melhor esperar mais um pouquinho.

Personagens carismáticos e mascotes de volta

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Imagem: Daniel Esdras/GameHall

A história do Torchlight 3 se passa um século depois dos acontecimentos do segundo jogo. É legal ver que, mesmo com a mudança de estúdio, o que foi feito no passado não foi descartado. No entanto, a história nunca foi um ponto alto da franquia e aqui parece não ser também.

Ao sair de um barco, você vai poder escolher a classe do seu personagem. Como nos outros jogos da saga, a criatividade é um dos grandes destaques. Uma das opções, focada no combate corpo a corpo, é o "Mestre de Ferrovia". Ele utiliza um martelo enorme e possuí um pet único em formato de trem.

Já o "Forjado" é um robô com estética Steampunk que pode usar uma porção de armas diferentes, para combate a distância ou corpo a corpo, e ainda atira por um canhão localizado no meio do seu corpo. Completam as quatro classes uma maga e uma arqueira, que são mais "comuns", mas também possuem muita personalidade na árvore de habilidades.

Os mascotes são uma marca da franquia e estão de volta. Você já escolhe um logo ao sair do barco, mas vai liberando vários outros conforme completa missões. Eles te ajudam no combate, com habilidades únicas e auras, mas se destacam mesmo pela capacidade de ser um inventário extra. Eles podem até ir para a cidade mais próxima vender os itens para você. Isso corta uma parte muito chata do loop dos jogos do gênero, que é ficar retornando para vender itens desnecessários.

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Imagem: Daniel Esdras/GameHall

Embora toda essa parte chame a atenção, no decorrer do gameplay a fórmula é o padrão para a franquia, com uma ou outra novidade interessante. Mapas são gerados de forma aleatória e você vai dizimando dezenas de inimigos em busca de equipamentos melhores. Sem missões secundárias ou uma progressão melhor na narrativa, vai ficando cada vez mais repetitivo pular de um jogo desse estilo para outro.

O legal aqui é a forma como eles construíram os cenários, com espaços por onde inimigos podem aparecer de forma natural, como saindo de dentro de uma barraca, caindo de árvores, ou escalando penhascos. A quantidade de subchefes também impressiona, e nos modos mais difíceis, já disponíveis logo de cara, o desafio é realmente alto.

Seu palácio, suas regras

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Imagem: Daniel Esdras/GameHall

Um destaque em Torchlight 3 é a possibilidade de construir o seu palácio. No Wolcen, um dos jogos mais recentes do gênero, essa foi uma promessa de Early Access que não foi cumprida. Aqui a área funciona como um Hub para o seu personagem, onde ele pode construir diversos equipamentos que ajudam a melhorar suas habilidades e equipamentos.

Há também o lado cosmético do sistema, onde você pode construir enfeites diversos para deixar o seu espaço com a sua cara. É uma boa saída para o marasmo do loop principal do jogo e mais interessante do que ficar visitando cidades que você já enjoou.

Para construir os objetos, você precisa conseguir recursos nos mapas. Há uma porção deles, desde madeira cortada de árvores, ferro conseguido em cavernas e muito mais. A animação do personagem para coletá-los é bem divertida e, aliás, as animações do jogo em geral merecem palmas.

Há vários bugs nessa parte do palácio ainda, alguns bem irritantes. Eu gastei um bom tempo arrumando meu palácio, saí para conseguir mais recursos e ao voltar estava tudo fora do lugar, algumas construções tinham, inclusive, sumido.

Bugs e problemas (sempre online)

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Imagem: Daniel Esdras/GameHall

Já que começamos a falar dos bugs, se prepare, eles estão por todos os lados. É um jogo em Early Access, isso é até esperado, mas mina bastante a vontade de continuar jogando. O principal problema, no entanto, é a instabilidade dos servidores.

No primeiro dia tive poucos problemas jogando, mas no segundo foi um caos, desconexões o tempo todo, lag, alguns ataques que pareciam não computar nos inimigos, ou seja, um verdadeiro desastre. Por conta disso, o jogo no momento se encontra com maioria de avaliações negativas, uma pena para um jogo que parece tão promissor e já está bem divertido.

No momento também só é possível jogar online, mas os desenvolvedores já disseram que em breve teremos a opção de jogar desconectado também. O percurso pelo Early Access, inclusive, vai contemplar mais atos, que serão adicionados com o tempo.

Melhor esperar?

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Imagem: Daniel Esdras/GameHall

Se você é um fã de Torchlight 2, Diablo ou Path of Exile, adora outros títulos abordando o gênero e quer algo para passar o tempo, pode ir fundo e embarcar nesse Early Access. Principalmente se gostar de participar do desenvolvimento do jogo.

Se você não se encaixa nesse perfil entusiasta, achamos melhor esperar um pouco para ver como o jogo vai evoluir. O conteúdo ainda é bem pequeno, os problemas são notáveis e o preço, embora não tão caro (R$ 62 no Steam), ainda pode ser mais bem utilizado para comprar outros títulos mais completos.

Torchlight 3

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL