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Vacilão, aqui não! Soluções criativas contra hackers e cheaters nos games

The Witcher 3 - Divulgação/Gmbox
The Witcher 3 Imagem: Divulgação/Gmbox

Thaime Lopes

Colaboração para o START

17/05/2020 04h00

Um dos maiores sucessos do momento, o battle royale gratuito Call of Duty: Warzone já bateu a marca de 50 milhões de jogadores. Com tanta gente na ativa, não demorou muito para surgirem hackers: em 14 de abril, pouco mais de um mês após o lançamento do jogo, 70 mil players já haviam sido banidos.

Para conter a proliferação do uso de hacks, os desenvolvedores anunciaram uma medida: os jogadores identificados como trapaceiros só conseguirão jogar contra outros hackers. De repente bancar o espertão não parece mais tão legal, né?

Além dessa solução, que não é tão inédita assim, lembramos de outras saídas inusitadas e criativas que os desenvolvedores já adotaram em outros games para acabar com os trapaceiros, ou pelo menos dificultar bastante a vida deles.

The Witcher 3 e o monstro das vacas

Alguns anos atrás, jogadores de The Witcher 3 descobriram uma forma de ganhar muito dinheiro e bem rápido: matando vacas. Quando você estava em uma região com os animais, era só matar a vaca, pegar o couro e fazer o tempo passar dentro do jogo para o animal reaparecer e começar o ciclo novamente.

Quando os desenvolvedores descobriram esse pequeno hack, introduziram o Chort, um mega monstro que surpreende o jogador que estiver matando muitas vaquinhas como forma de trapacear no ganho de dinheiro.

Carro explosivo no GTA

São tantos mods e formas de trapacear no GTA que o pessoal da Rockstar teve que ser muito criativo para lidar com os jogadores que estivessem participando do hack que envolvia o carro Duke O'Death. A caranga foi presenteada para todos os jogadores que possuíam GTA no Xbox 360 ou PS3 e que depois trocaram seus consoles para a geração atual. Como o Duke O'Death é rápido, todo tunado e blindado, logo os players descobriram como levar o carro para o modo online e tirar vantagem em relação aos outros jogadores.

Em vez de simplesmente deletar o carro do jogo ou banir os hackers, a Rockstar decidiu acrescentar um patch em que o Duke O'Death explodia toda vez que tentavam entrar nele no GTA Online. Bem sussa.

Trapaceiros unidos serão vencidos

Outros três jogos que utilizaram a estratégia de CoD de banir os hackers para o mesmo lugar foram Max Payne 3, Titanfall e Dark Souls II. Nesses games, todos os trapaceiros identificados conseguiriam continuar jogando, só que dessa vez os lobbies incluiriam apenas outros hackers, tática que ficou conhecida como "ilha dos prisioneiros".

H1Z1

Em um mundo de zumbis, o objetivo aqui é sobreviver aos mortos-vivos. Mas teve gente que não achou graça na dificuldade do jogo e os hacks começaram a se espalhar. Como forma de conter as trapaças e garantir que ninguém ia voltar a vacilar, o presidente da Daybreak Game Company, desenvolvedora do jogo, anunciou que todo mundo que tinha sido banido poderia voltar a jogar normalmente... desde que fizessem um vídeo admitindo a culpa, publicassem no Youtube e mandassem o link para os desenvolvedores postarem no Twitter.

Ora, ora, parece que temos um Sherlock Holmes em CS:GO

Em vez de gastarem horas e horas supervisionando todas as partidas e jogadores de Counter-Strike, o time responsável pelo jogo encontrou uma maneira bem simples e eficiente de lidar com os hackers, chamado de Sistema de Vigilância ou Overwatch. Jogadores são selecionados para servirem de detetives e analisarem possíveis trapaças, comportamento tóxico e outras denúncias. Nesse esquema, os Sherlock Holmes assistem novamente partidas já finalizadas e ponderam se houve uso de hack ou não. Caso seja considerado culpado de forma unânime, o jogador acusado é banido.

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