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Nioh 2 adiciona elementos de Sekiro e expande seu gameplay

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Imagem: Reprodução

Daniel Esdras

Do GameHall

10/03/2020 15h00

Quando foi lançado em 2017, Nioh tentou uma abordagem diferente do que a From Software e os outros jogos no estilo Dark Souls tinham tentado até o momento. Da ambientação no Japão em guerra pós-queda de Oda Nobunaga, até a pegada mais voltada para a ação rápida que o cadenciado combate dos souls até então, o jogo da Team Ninja tentou buscar autenticidade em um gênero emergente que vivia de clones da From Software.

Nioh conseguiu um bom sucesso de público e crítica, o que levou a uma inevitável continuação. A data de lançamento é dia 13 de março para PlayStation 4, mas a demo chamada de "última chance" esteve disponível no fim de semana para testes. Completamos as missões disponíveis e te contamos as novidades agora.

Personagem Yokai e novos espíritos

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Os eventos narrados em Nioh 2 se passam muitos anos antes do primeiro jogo e, portanto, o irlandês Willian não é mais o protagonista. Dessa vez é você quem montará seu personagem para enfrentar Toyotomi Hideyoshi, vilão na busca pela segunda grande unificação japonesa.

Na demo, o editor de personagens estava disponível por completo e é nada menos que impressionante. De cara você percebe o quanto o escopo dessa sequência é maior que da anterior. As opções de customização são enormes e como o personagem é extremamente detalhado e realista, já imagino alguns jogadores gastando algumas horas até criar seu protagonista dos sonhos.

Uma das opções dessa edição já conta mais sobre o que esperar do nosso personagem. É possível editar também a sua chamada forma Yokai, que é a transformação que ele fará de acordo com o espírito que está utilizando, algo que vem do primeiro Nioh e tem mais profundidade aqui.

As opções de customização são enormes e como o personagem é extremamente detalhado e realista, já imagino alguns jogadores gastando algumas horas até criar seu protagonista dos sonhos.

Após a edição do personagem será possível escolher as suas duas armas iniciais e um dentre três espíritos disponíveis, que podem ser trocados no decorrer do jogo por outros novos que serão conseguidos pelo jogador ao derrotar chefes.

Dessa vez existem três tipos de arquétipos para esses espíritos. Cada um desses arquétipos te transforma em uma forma Yokai diferente, com habilidades próprias para enfrentar os inimigos mais poderosos. Além disso, cada espírito continua te dando bônus de acordo com seu nível, mas agora, em vez de se basear apenas no atributo espírito, que foi removido, cada um deles se baseia em um conjunto dos outros atributos, o que vai deixar a escolha bem mais diversa do que a maioria dos jogadores usarem o Kato, como aconteceu no primeiro jogo.

Novas armas

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Em Nioh você pode escolher uma arma, que geralmente escala o seu dano de acordo com um atributo específico do seu personagem, o que gera uma quantidade enorme de builds possíveis e abordagens no combate.

Todas as modalidades de armas que estavam presentes no primeiro jogo continuam aqui e duas novidades foram adicionadas. A foice borboleta é uma opção mais rápida para armas de duas mãos, com boa amplitude e mais carregada de dano que as armas de uma mão comuns. Já as machadinhas, outra novidade, são mais lentas que as katanas duplas e também utilizam "Habilidade" como atributo principal, mas podem ser arremessadas e geram combos para deixar a luta mais ou menos distante de acordo com a preferência do jogador. Essa última foi a minha escolha para a demo e eu curti bastante.

Durante as missões encontrei as novas armas amaldiçoadas e sagradas, que vão acumulando uma barra que as deixa com esses elementos na hora de calcular o dano nos inimigos. Essa novidade é interessante e garante um bom bônus nos níveis iniciais, que estão mais difíceis que nunca.

Aparar é a grande novidade

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Após o lançamento de Nioh, a From Software desenvolveu o jogo do ano de 2019, Sekiro: Shadows Die Twice. Também no Japão, o jogo apostou em um combate frenético que deve servir de inspiração para muitos outros jogos e pelo visto já influenciou o jogo da Team Ninja.

A novidade da vez no Nioh 2 é uma forma de aparar que lembra muito o contra-ataque Mikiri do Sekiro. Só que a execução foi colocada para R2 + círculo, o que deixou a execução um pouco esquisita em um primeiro momento. Ao pressionar esse comando, o seu personagem investe na direção do inimigo por um breve momento, aparando certos tipos de ataque, que são indicados por uma aura vermelha no inimigo.

No principal chefe da demo, essa técnica era imprescindível. Sempre que ele assumia o padrão de combate corpo-a-corpo, era preciso aparar seus ataques para ter a abertura para causar dano. Contra vários inimigos mostrados essa também é a forma mais eficiente de combater, o que indica que o jogo vai girar bastante em torno desta mecânica. Quanto mais rápido você aprender, melhor.

"Masocore"

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Os jogadores do gênero soulslike gostam de se chamar de "hardcore", por ter os nervos de aço e a paciência necessária para dominar as principais mecânicas do jogo. Nioh 2 quer ir além. Na página de download da demo os desenvolvedores chamaram o jogo de "Masocore", algo como "indicado para masoquistas hardcore".

No gameplay ficou claro que dessa vez Nioh será bem mais desafiador. Os inimigos são mais resistentes e possuem maior variação de ataques. Os primeiros Yokais são bem mais difíceis de lidar que os do jogo anterior, são mais rápidos e os elementos tem um papel muito mais importante no combate. Some tudo isso à dificuldade natural da mecânica de aparar e você tem um jogo muito mais difícil.

No gameplay ficou claro que dessa vez Nioh será bem mais desafiador. Os inimigos são mais resistentes e possuem maior variação de ataques

Para dar uma aliviada, dessa vez a invocação de aliados pode ser feita via NPCs, tal qual os inimigos que você combate ao ativar túmulos de outros jogadores que morreram. Os túmulos azuis podem ser colocados pelos jogadores, o que cria um NPC do seu personagem para ser utilizado por outros jogadores que escolherem ativá-lo. Quanto mais os outros jogadores utilizam o seu NPC, mais você recebe itens na sua cabana. Eu, pessoalmente, gostei bastante dessa novidade, que deixa os elementos online do jogo mais interessantes e com uma pegada mais colaborativa.

Outra novidade que facilita a vida do jogador é o mercado Kodama. Conforme você vai encontrando mais bichinhos que ficam nos santuários, mais itens vão sendo liberados para serem trocados durante a missão. A moeda que pode ser trocada aqui é conseguida ao doar itens para o santuário, que no primeiro jogo davam apenas mais Amirita.

Árvore de habilidades reformulada

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No primeiro Nioh era preciso utilizar cabelos de ninjas, samurais e magos em treinamento para conseguir pontos para serem utilizados nas arvores de habilidades de armas e jutsus. Desta vez os cabelos são apenas um extra, já que você consegue pontos ao utilizar a classe de arma ou os jutsus de ninjas ou magos. Isso abre um leque novo de oportunidades, já que as builds agora só poderão utilizar as passivas de outras árvores se o jogador gastar tempo com determinadas técnicas e armas que não domina.

Além dessa nova forma de ganhar pontos, há novas árvores, como uma aba específica de samurai com habilidades relacionadas a Ki e às posturas e uma árvore que foca na sua transformação Yokai, que agora demanda bem mais fragmentos de Amrita para carregar e pode ser otimizada com o passar do tempo nessa linha.

Problemas técnicos

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Joguei a demo no PS4 base, o que colocou em teste as opções que a Team Ninja deixa o jogador escolher em relação a desempenho e gráficos. Primeiro fui no modo desempenho, que promete estabilizar os frames por segundo. O resultado passou longe do esperado.

As sombras do jogo ficaram piscando em parte do primeiro cenário, o que tirou a atenção do combate e ficou para lá de feio. Além disso, os serrilhados dos objetos 3D incomodaram bastante, quase como se tivessem removido o Anti Aliasing. Se os quadros tivessem pelo menos ficado estáveis, eu entenderia, mas durante boa parte do tempo no primeiro mapa, eles oscilaram em regiões com mais inimigos e construções.

No modo focado nos gráficos, as quedas de frames se acentuaram, mas o visual ficou um pouco melhor. Sinceramente, não sei o que escolher, já que em ambos os modos o resultado incomodou bastante.

A versão demo pode ser antiga e esses problemas podem ter sido corrigidos para o jogo final, mas o medo de mais um título que mostra que essa geração já deu o que tinha que dar, como aconteceu com os recentes Control e Star Wars Jedi: Fallen Order, é grande.

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