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Song of Horror é mais um jogo indie que veio para salvar o gênero terror

Song of Horror é um dos melhores jogos indie de terror - Divulgação
Song of Horror é um dos melhores jogos indie de terror Imagem: Divulgação

Makson Lima

Colaboração para o START

09/03/2020 04h00

Os indies salvaram o terror. Desde o sucesso de Amnesia: The Dark Descent e seu rebento de youtubers histéricos surgiu um cenário próspero para o gênero, com diversos indies de horror surgindo a cada minuto.

Song of Horror é mais um atestado dessa proliferação. Caso você nunca tenha ouvido falar da produção dos espanhóis da Protocol Games, chegou a hora. O quinto e último capítulo está do game episódico está previsto para 14 de maio via Steam (PC), com um lançamento para Xbox One e PlayStation 4 ainda em 2020. Tudo o que foi construído até agora já o coloca no panteão dos mais malditos do gênero. São muitos os motivos para isso, então, como diz Jack, O Estripador, vamos por partes.

A caixinha de música do Diabo

Song of Horror faz uso de um artifício crasso em horror, seja qual for a mídia: o estudioso ocidental, cuja sede por conhecimento, a vontade de desbravar, o leva até algum tipo de artefato amaldiçoado oriundo do oriente. No caso, uma caixa de música vinda diretamente de um monastério abandonado há décadas.

O medo é aliado e adversário - Reprodução
O medo é aliado e adversário
Imagem: Reprodução

O horror clássico trilhou caminhos sem fim para tal premissa, e é ideal quando da perspectiva de diversos personagens. O protagonista pode ser o editor Daniel Noyer, preocupado com o desaparecimento de seu escritor mais famoso, o também historiador e professor universitário, Sebastian P. Husher.

O que tem início numa simples visita a mansão de Husher, afunila para caminhos tortuosos e malditos, pronto para alterar, para sempre, a vida não só de Daniel, mas também a da proprietária de uma galeria de arte (e sua ex-esposa), Sophie van Denend, seu colega Etienne Bertrand e uma série de outros personagens desafortunados o bastante para, de uma forma ou de outra, caírem nesse anátema dos infernos.

A reformulação do jumpscare

O personagem sofre, o jogador sofre, todo mundo sofre - Reprodução
O personagem sofre, o jogador sofre, todo mundo sofre
Imagem: Reprodução

Com seu vasto elenco de personagens, Song of Horror faz uso de artifícios comuns em videogames para entregar algo reformulado. Morrer com determinado personagem, significa perdê-lo para sempre e a trama segue independentemente disso. Aliás, é possível criar um nível de dificuldade extra ao selecionar Daniel no início de cada capítulo, pois sua morte significa recomeço.

Não que os demais sejam descartáveis, mas ele é fundamental para impulsionar o roteiro, afinal, foi ele quem teve contato com a música maldita após Sebastian. Sendo assim, Song of Horror não abraça a causa do protagonismo indefeso, tão difundida em jogos como Amnesia, Outlast e Layers of Fear, só para citar alguns.

Há meios de combater o sobrenatural que assola a todo momento, desgraçando a vida de quem adentrar tais domínios tétricos - e aí a coisa escalona, pois mansões abrem espaço para antiquários, daí campus universitários e monastérios. Os cenários gritam tão alto quanto os malditos que por ali passam, assombrados constantemente por aquela que já considero a mazela mais original e surpreendentemente assustadora da memória recente dos videogames.

O mal em várias manifestações

A cada capítulo, Song of Horror surpreende com seus novos personagens e caminhos seguidos, quebra-cabeças altamente elaborados e mecânicas originais para resistir a sua entidade sobrenatural.

Espelho, espelho meu - Reprodução
Espelho, espelho meu
Imagem: Reprodução

A Presença, como passa a ser chamada, se desfigura para outras manifestações, como o Abismo, o Silência, o Réquiem. Lidar com cada ameaça requer artifícios um tanto cansados em terror, mas não aqui. Cada minigame, digamos, corresponde a lutar bravamente por sua vida, seja se escondendo dentro de um armário, controlando seus batimentos cardíacos - não estamos lidando com um assassino de carne e osso, decomposto ou monstruoso, mas sim com algo do além, onipresente - seja fugindo das garras d'O Abismo, ou, ainda, segurando a respiração para não ser notado por Silêncio.

A explosão de ectoplasma se dá de forma totalmente aleatória, com sua chegada enunciada por manifestações menores, como batidas nas portas, terremotos e queda brusca de temperatura, só para citar alguns exemplos, moldadas na forma como se joga Song of Horror.

Inspirações dos mestres

Dois dos maiores autores de horror de todos os tempos, Edgar Allan Poe e Howard Phillips Lovecraft, assim como George Romero para os zumbis e David Cronenberg para o horror corporal, estão por todos os lados. Suas influências vão muito além do horror e a obra de estreia do estúdio Protocol Games não é nada tímida em assumir suas origens, tanto que as coloca como definição de nível de dificuldade para o jogo.

Não deixa eles entrarem - Reprodução
Não deixa eles entrarem
Imagem: Reprodução

Você está mais para Poe ou Lovecraft hoje? É tão brilhante quanto perturbador, é a tentativa insensata em traduzir ou definir o conceito de "eldritch", responsável pela introdução a espiralada infernal que se dá.

Cada terror carrega seu próprio Guardião da Cripta, seu gatilho catapultante, e Song of Horror sabe muitíssimo bem como posicionar o seu, com arritmias garantidas.

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