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"Wattam" é a nova bizarrice do mesmo criador de "Katamari Damacy"

Divulgação
Imagem: Divulgação

Makson Lima

Colaboração para o START

05/01/2020 04h00

Já se passaram mais de 10 anos desde o último jogo de videogame encabeçado por Keita Takahashi, o pai de "Katamari Damacy". "Noby Noby Boy" era sobre uma minhoca interplanetária que se esticava e se alongava para promover reencontros galáxia afora.

"Wattam" segue essa mesmíssima linha esquisita/encantadora/infantil-mas-nem-tanto-assim criada por Keita. É um jogo com suas marcas registradas, com a certeza de arrancar sorrisos da mais sisuda das criaturas. A ideia, agora, é a de promover a união entre todo e qualquer objeto que um dia habitou as quatro principais ilhas do mundo de "Wattam".

Parque de diversão virtual

O criador de "Wattam", Keita Takahashi, sempre sonhou em ser criador de parques de diversões, e seus jogos são exatamente isso: playgrounds para brincar, enfatizando o lado mais desprovido de filtros da infância. Ter controle sobre essa ideia pode parecer mais confuso do que supostamente deveria ser quando postos em meios digitais, mas estamos lidando com ondas de altos e baixos.

"Wattam" teve um desenvolvimento tumultuado, de vários anos, tropeços, obstáculos e com uma mensagem bem mais soturna nos bastidores, com direito a tomada de decisão das mais difíceis lá pelo seu desfecho. Isso passa completamente despercebido pelos puros de coração, mas a coisa está lá, ou seja: o nó na garganta é consequência da audiência já devidamente corrompida pelo mundo adulto. É tão bobo quanto genial.

Imagens que dizem mais do que palavras - Divulgação
Imagens que dizem mais do que palavras
Imagem: Divulgação

O criador de "Wattam", Keita Takahashi, sempre sonhou em ser criador de parques de diversões, e seus jogos são exatamente isso: playgrounds para brincar

Promover a alegria é a base de "Wattam": uma voltinha de mãos dadas, um "olá" descompromissado ou, então, um cabum! O chapéu coco do Mandatário tem seus segredos. Um presente, que na verdade é uma bomba, que na verdade leva todo mundo pelos ares, com a certeza de muitas gargalhadas - nada de objetos mutilados e suas vísceras espalhadas por aí. A alegria de Ayrton, a pedra, é tão contagiosa que novos habitantes surgem de todo lugar, inclusive dos céus, do universo, do cosmo.

"Bem-vindo de volta, Vaso Sanitário!"

Todo e qualquer objeto em "Wattam" é animado - literalmente - com perninhas, bracinhos, olhos, boca. Tão simples quanto tocar no analógico da direita, é controlar os novos habitantes, para experimentar, assim, suas capacidades únicas. São dezenas e dezenas, e controlar um deles significa perder o controle de todos os outros, e as coisas podem descambar para o caótico com certa rapidez.

Tania, a boca, por exemplo, come objetos transformados em frutas pelas árvores crescidas nos reinos das estações e que formam o universo de "Wattam". Plantar sementes e juntar gente o bastante para "cirandar" o crescimento da árvore é um dos objetivos primordiais do jogo. Faz sim todo sentido do mundo.

Todo e qualquer objeto em "Wattam" é animado - literalmente - com perninhas, bracinhos, olhos, boca

Pode não parecer, mas há uma trama por trás disso tudo - Divulgação
Pode não parecer, mas há uma trama por trás disso tudo
Imagem: Divulgação

Mas voltando às frutas: quando comidas por Tania são transformadas em cocôs com dimensões semelhantes, tornando o processo de empilhamento um tanto mais simples. E assim realizamos o desejo de algum pino de boliche, pois sua exigência envolve alturas bastante específicas.

Por mais absurdo que tudo possa parecer, é fácil seguir a linha de raciocínio do jogo, entender onde ele quer chegar, seus motivos e porquês. Enquanto a bexiga verde tem medo de altura, é absurdamente indispensável chegar até Daniela, o sol, para recuperar o receptor de um telefone que não para de chorar. E Daniela precisa completar essa ligação! Lágrimas em "Wattam", só para encher a praia do Verão, e só na base da cebola feliz.

Recomendado para crianças (mas também para adultos, animais e seres inanimados)

A franquia "Katamari Damacy" fez aniversário recentemente e o START fez questão de celebrar a ocasião. Não é sempre que algo tão bizarramente adorável surge e se sustenta por tantos anos, tantas plataformas, e é admirável a genuína tentativa de manter viva a essência da Família do Cosmo com "Wattam", enquanto algo revigorante nasce desse processo.

Se um dia poderemos visitar um parque de diversões criado por Keita Takahashi, ainda não sabemos. De coração, espero que sim. A certeza, no momento, é sua insistência em manter os videogames essencialmente divertidos, essencialmente infantilizados, com a dose perfeita de inocência, ingenuidade e dejetos multicoloridos.

Reprodução
Imagem: Reprodução
Lançamento: 17/12/2019
Plataforma: PC (Epic Games Store), PS4
Preço sugerido: R$ 37,99 (Epic Games Store), R$ 61,50 (PSN)
Classificação indicativa: Para todas as idades
Desenvolvimento: Funomena
Publicação: Annapurna Interactive

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