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CNB no League of Legends: uma história difícil de esquecer

Uma das formações clássicas da CNB: Alocs, Revolta, Leko, manaJJ e Takeshi - Divulgação/Riot Games
Uma das formações clássicas da CNB: Alocs, Revolta, Leko, manaJJ e Takeshi Imagem: Divulgação/Riot Games

Siouxsie Rigueiras

Colaboração para o START

17/11/2019 04h00

Pela primeira vez desde 2012, a CNB e-Sports Club, uma das organizações mais tradicionais do Brasil, ficará de fora dos torneios de League of Legends. O anúncio veio no dia 13 de novembro, quando o time explicou a decisão nas redes sociais e anunciou que colocaria à venda sua vaga no Circuito Desafiante, meses após sofrer o rebaixamento.

Ainda não sabemos como será passar uma temporada sem a CNB, nem como ficarão seus fiéis torcedores, chamados de "blumers". Mas uma coisa é certa: ninguém vai esquecer tão cedo da história que essas três letras escreveram no cenário de eSports brasileiro. Vamos relembrar alguns momentos?

Pioneirismo dentro e fora de LoL

Primeira line-up de League of Legends da CNB, em 2012 - Divulgação/CNB
Primeira line-up de League of Legends da CNB, em 2012
Imagem: Divulgação/CNB

Em 2012, a CNB foi um dos primeiros times de LoL do país. O que alguns torcedores podem não saber, porém, é que a organização já tinha mais de 10 anos de presença nos eSports, atuando em Counter-Strike e Dota 2, por exemplo.

Para marcar o lançamento de LoL no Brasil, a Riot Games promoveu um "showmatch" oficial entre a CNB e a Vince Te Ipsum (vTi). Os "blumers" eram representados por Leandro "Fox" Lisboa (top), Vinicius "Loky" Alves (caçador), Gabriel "prZo" Hirota (mid) e a dupla Jonathan "Jow" Nascimento e Roberto "Anjinho" Buzzoleti (rota inferior), e foram muito superiores. Venceram o desafio de forma dominante, sem morrer nenhuma vez na partida.

Referência no cenário

A lendária kombi da CNB e alguns dos jogadores que marcaram época - Divulgação
A lendária kombi da CNB e alguns dos jogadores que marcaram época
Imagem: Divulgação

Em 2013, o cenário de LoL começava a se desenvolver, e os torneios iam crescendo. A CNB conseguiu formar um bom time, trazendo jogadores que seriam adorados pela comunidade, como Whesley "Leko" Holler, Daniel "Danagorn" Drummond, Murilo "Takeshi" Alves, Leonardo "Alocs" Belo e André "manajj" Rocha.

No Campeonato Brasileiro daquele ano, a CNB fez boa campanha e chegou à final contra a paiN Gaming, mas terminou com o vice-campeonato. Meses depois, no Desafio Internacional, que trouxe times da América Latina para competir, hora do troco: a CNB reencontrou a paiN na final e venceu, em uma série emocionante.

Nos anos seguintes, a CNB viveria de altos e baixos, chegando em decisões importantes de CBLoL em alguns anos, e lutando contra o rebaixamento em outros. O time foi vice-campeão brasileiro em 2014, perdendo para a KaBuM, e 2016, perdendo para a INTZ.

Na segunda etapa de 2019 veio o golpe fatal. A CNB ficou em sétimo lugar, e precisou disputar a permanência no CBLoL contra a Vivo Keyd, que tentava subir do Desafiante. Melhor para a Keyd, que venceu por 3 a 1 e rebaixou os blumers ao Circuito Desafiante.

Projetos inovadores

A Arena CNB nasceu em 2016 - Divulgação/CNB
A Arena CNB nasceu em 2016
Imagem: Divulgação/CNB

Para além do jogo, a CNB foi pioneira em projetos de profissionalização dos eSports e desenvolvimento de novos talentos.

Um deles foi o projeto Preparando Campeões, criado pelo psicólogo Rafael "psi" Pereira em 2015. Era uma "peneira", como no futebol, para analisar jogadores de diferentes níveis e selecionar os nomes mais promissores para formar equipes de base — isso tudo com apoio psicológico.

Outra inovação foi a Arena CNB, criada em 2016 como a primeira arena oficial de um time de eSports em nível mundial. Foi um dos marcos para o desenvolvimento dos eSports no Brasil.

Trazendo Ronaldo Fenômeno pro Lolzinho

A CNB também foi o primeiro time a ter sócios investidores provenientes de outros esportes. A parceria com Ronaldo Fenômeno foi algo inédito no país, trazendo visibilidade para o setor e conquistando respeito dos torcedores de esportes tradicionais e veículos de mídia, que muitas vezes não consideravam as competições eletrônicas "esporte de verdade".

Além dos holofotes futebolísticos, outro investimento de peso se consolidou na mesma época: o jogador profissional de pôquer Rodrigo Akkari também tornou-se sócio da CNB ao lado do Fenômeno.

O primeiro clube a ter uma competidora mulher

braba

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Na SuperLiga ACBDE de 2017 (Associação Brasileira de Clubes de eSports), a CNB foi o primeiro clube brasileiro a ter uma equipe mista de League of Legends.

Porém, diferentemente de outros times, a line-up saiu do papel. A pro-player Julia "Cute" Akemi não ficou apenas na reserva, e estreou pela organização sendo a primeira jogadora mulher a competir no Brasil.

A CNB de 2016 fez um grande campanha no CBLoL com pbO, LEP, Tinowns, Minerva e Wos - Riot Games/Divulgação
A CNB de 2016 fez um grande campanha no CBLoL com pbO, LEP, Tinowns, Minerva e Wos
Imagem: Riot Games/Divulgação

O que esperar para o futuro?

A diretoria da CNB ainda não revelou os planos para o futuro, mas revelou no comunicado que "após muitos debates internos, o clube tomou a decisão de, momentaneamente, paralisar a operação dos times profissionais."

Segundo o time, o foco vai ser em "projetos de formação de novos jogadores e desenvolver profissionais em diversos segmentos para trabalharem no mercado de esports, que tem demandado cada vez mais pessoas qualificadas".

CNB no Ginásio do Ibirapuera em 2016: a equipe foi derrotada na final pela INTZ - Riot Games/Divulgação
CNB no Ginásio do Ibirapuera em 2016: a equipe foi derrotada na final pela INTZ
Imagem: Riot Games/Divulgação

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