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"Filma eu": torcida de Free Fire aproveita stream para bombar redes sociais

Celulares com mensagens e hashtags são usados para divulgar redes sociais e guildas ao fundo das entrevistas de Free Fire - Cesar Galeão/Garena
Celulares com mensagens e hashtags são usados para divulgar redes sociais e guildas ao fundo das entrevistas de Free Fire Imagem: Cesar Galeão/Garena

Bruno Izidro

Do START, no Rio de Janeiro*

15/11/2019 00h00

Celulares levantados, hashtags e mensagens em tela cheia: essa era a cena das entrevistas em meio ao público da Free Fire World Series, torneio mundial que consagrou o Corinthians como campeão, no último sábado (16), no Rio de Janeiro.

Era só começar o intervalo e as câmeras se posicionarem para uma entrada ao vivo dos repórteres, que as "tropas" se agitavam: era a hora de lutar por um espaço na tela, mostrando sua mensagem ou arroba de rede social em uma transmissão pela internet que recentemente vem ultrapassando o pico de 1 milhão de espectadores. Mas o que essas mensagens dizem, exatamente? O START foi descobrir.

Nos torneios de "Free Fire", os celulares não são usados só para jogar na arquibancada, entre uma partida e outra dos profissionais. Eles também servem como meio de divulgação de guildas, grupos virtuais em que jogadores que se reúnem para jogar, e redes sociais do público. Imagens com as logomarcas de times e arrobas de Instagram e Twitter eram o que as telas dos equipamentos mostravam ao fundo de cada entrevista com influenciadores, realizadas durante as transmissões oficiais da Garena, a produtora de "Free Fire".

"Falta pouco pra gente bater 10 mil seguidores no Instagram", disse Antony Andrade, um dos fundadores da guilda Amazon Cripz. "Aí a gente mostra pra galera que tá vendo na Live, que tem mais de 1 milhão, ir ao nosso Instagram e seguir", completou, após sair de uma bem-sucedida tentativa de mostrar a arroba da guilda para as câmeras da transmissão ao vivo.

Antonny e o amigo Senna vieram do norte do país - Bruno Izidro/UOL
Antonny e o amigo Senna vieram do norte do país
Imagem: Bruno Izidro/UOL

Ele e mais um amigo viajaram de Manaus, no Amazonas, só para acompanhar o mundial de "Free Fire" e também para tentar divulgar a guilda, que já tem mais de 150 pessoas, quase todos também da capital amazonense, e já até compete profissionalmente.

Mas será que usar o celular como "outdoor virtual" funciona? Para Yuri Silva, que faz parte da guilda Fake News, a resposta é positiva.

Na transmissão das finais da Season 3 da Pro League Brazil, que aconteceu uma semana antes do mundial, outro membro da guilda conseguiu mostrar o símbolo da guilda na transmissão. "Um líder da guilda ficou atrás do Cerol (influencer do time do Corinthians) quando ele estava dando entrevista e conseguiu mostrar a logo da guilda".

"De lá pra cá, a gente aumentou o número de seguidores no Instagram, e agora temos 30 testes pra fazer de gente querendo entrar na guilda", conta.

Autopromoção mobile

Algumas pessoas também aproveitam que estão aparecendo em uma transmissão oficial para promover contas pessoais. Andressa Farias estava se espremendo e esticando o braço ao máximo para colocar o celular no quadro da câmera que estava filmando a entrevista de Ubita, jogador da paiN Gaming.

Com um celular em cada mão, ela tentava divulgar o Instagram da guilda de que faz parte, a Stark, e também a arroba de seu projeto pessoal, que dá dicas de passeios pelo Rio de Janeiro. "Isso é uma forma de reconhecimento também, porque não conseguimos passar na Pro League agora, mas vai que acontece de a gente estar no ano que vem?", comenta.

A tentativa de reconhecimento é ainda mais importante porque boa parte dos integrantes da guilda é do Maranhão. "Como eu sou aqui do Rio, pediram pra eu tentar divulgar a guilda na transmissão", completa.

Andressa veio divulgar o time e o próprio instagram pessoal - Bruno Izidro/UOL
Andressa veio divulgar o time e o próprio instagram pessoal
Imagem: Bruno Izidro/UOL

Assim, de forma criativa, com improviso e determinação, o público de "Free Fire" se vale dos smartphones para buscar não só os "Booyah!" no game, mas também ficar mais famoso e importante para outras pessoas que também jogam.

*O jornalista viajou a convite da Garena, produtora do jogo

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