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Psicólogo da MIBR fala da preparação para o Major: "Pé no chão"

Psicólogo João Cozac (de branco) é o sexto integrante da MIBR - Reprodução
Psicólogo João Cozac (de branco) é o sexto integrante da MIBR Imagem: Reprodução

Bruno Izidro

Do START, em São Paulo

26/08/2019 04h00

O time de "Counter-Strike" da MiBR só vai jogar no Major Starladder Berlim 2019, último "mundial" do jogo este ano, a partir de 28 de agosto, mas Fallen, Fer, Taco e cia. já estão em preparação na Europa.

Junto deles está o novo integrante da equipe, o psicólogo João Cozac, que antes de embarcar para a viagem conversou com o START para falar como pretende trabalhar o estado mental e emocional dos jogadores de "CS:GO": "O que eu posso dizer é que o time está com o pé no chão e isso é muito importante".

O Major em Berlim será a primeira vez em que Cozac vai acompanhar presencialmente a MIBR desde que foi contratado como psicólogo, em julho deste ano. Até então, ele fazia o acompanhamento psicólogo com o time remotamente, por meio do Skype, já que a equipe treina nos EUA.

Por isso, essa aproximação em um torneio como o major é importante, principalmente após algumas mudanças de jogadores e resultados aquém do esperado em torneios recentes, como a BLAST Pro Series Los Angeles, em que foram eliminados ainda na fase de grupos.

"O MIBR está em um momento de reconstrução e isso está sendo feito de uma forma sábia, com coerência", fala o psicólogo. "O meu trabalho agora vai ser reforçar psicologicamente a importância de se fazer essa evolução, um passo por vez".

João Cozac ainda comenta que o mais importante para o time é ser consistente nessa evolução tanto no gameplay quanto emocionalmente, já que "não adianta nada ter uma evolução muito rápida e ela não se mantiver".

Ironicamente, foi justamente isso que aconteceu com o time no passado, antes mesmo de serem MIBR. Em 2016, Fallen, Fer e TACO, que hoje são a base da equipe, conquistaram o mundo junto com Coldzera e fnx ao ganharem dois majors seguidos, quando defendiam os times da Luminosity e, depois, SK Gaming.

A rápida evolução, porém, não conseguiu se manter por muito tempo. O objetivo do psicólogo agora é ajudar para que isso não aconteça de novo. "O time sabe das suas próprias demandas e reconhece os pontos que precisam ser trabalhados", comenta.

Ajuda na mala

Na viagem para se encontrar com a MIBR, João Cozac não levou só o entusiasmo e seus conhecimentos como psicólogo esportivo. Na mala, foram juntos alguns equipamentos que ele usa em suas seções: o Biofeedback e o Neurofeedback.

Vamos deixar a explicação do que eles são para o profissional:

"O Biofeedback é um dispositivo que você coloca nos dedos e liga em um computador. Por meio de aplicativos, ele mede a frequência cardíaca, a temperatura da pele e, através de exercícios de respiração, você consegue ensinar o atleta a atingir um nível de equilíbrio ideal".

"Já o Neurofeedback é um aparelho que a gente coloca na testa e faz uma medição do lóbulo pré-frontal, que é o responsável pela tomada de decisão, velocidade de reação, foco, atenção. Usamos para medir o nível e o tempo de prolongamento de concentração de cada atleta"

Instrumentos são usados para melhorar concentração e diminuir ansiedade - Reprodução
Instrumentos são usados para melhorar concentração e diminuir ansiedade
Imagem: Reprodução

Caso Coldzera

Um pouco antes da chegada de João à MIBR, a equipe passou por uma turbulência com um dos seus principais jogadores, Marcelo "Coldzera" David, que pediu para sair do time e foi para a reserva.

Mesmo com um possível clima ruim entre os jogadores, o psicólogo não chegou a trabalhar com o time em relação a isso. "Não tive a interação nem com o time nem com o próprio atleta", conta Cozac. "Na verdade eu comecei os trabalhos de forma remota, já com essa situação definida".

Com a saída de Coldzera, ficou nas mãos do técnico Zews a função de completar o time. É ele, inclusive, que foi disputar o major, uma pressão que poderia ser grande, mas que não preocupa Cozac.

"Algo que acho muito bacana (na MIBR) é que existe esse senso mútuo entre os atletas e muita força de equipe. Então, vejo que todos estão procurando se ajudar", finaliza o psicólogo.

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