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Versão beta de "Ghost Recon: Breakpoint" prende pelo gameplay e RPG

Ghost Recon Breakpoint é um jogo de ação tática com elementos de RPG - Divulgação
Ghost Recon Breakpoint é um jogo de ação tática com elementos de RPG Imagem: Divulgação

Bruno Izidro

Do START, em São Paulo

22/08/2019 12h00

Game de tiro tático em mundo aberto é uma descrição quase genérica hoje em dia, e a Ubisoft parece que se tocou disso com "Ghost Recon: Breakpoint". O jogo, revelado em maio e com lançamento em 4 de outubro para Xbox One, PS4 e PC, trouxe um elemento importante para essa fórmula: o RPG.

Ao jogar uma versão de testes no evento WBSummit 2019, realizado em São Paulo na última terça-feira (20), fui fisgado justamente por aspectos de classes, loot e criação de itens. Eles melhoram uma experiência que tinha tudo para ser mais do mesmo.

Ilha de exploração (sem battle royale)

Quem conhece a série "Ghost Recon" sabe que os jogos se apoiam em características de ação tática e em time, seja com parceiros controlados por IA ou co-op com jogadores reais. Nesse sentido, a versão de testes ficou devendo, já que só era possível jogar sozinho.

Não reclamei nem um pouco, porque isso me fez explorar mais tranquilamente o fictício arquipélago de Auroa, onde todo o game acontece. Na versão final, a Ubisoft promete mais de 10 ambientes diversos, de vulcões a praias paradisíacas. Por enquanto, uma floresta com algumas montanhas foi o suficiente para sentir que o mapa será enorme.

Se você só ficar explorando e conhecendo os lugares pode achar cabanas ou casas abandonadas com loot, normalmente armas, e é aí que os elementos de RPG começam a se destacar.

Estar na lama não é necessariamente ruim no game - Divulgação
Estar na lama não é necessariamente ruim no game
Imagem: Divulgação

O rifle que achei foi importante quando uma patrulha de Wolves, a facção inimiga que tomou controle da antes pacífica ilha, me achou. Eles vão estar constantemente em estradas, fazendo ronda com carros, ou em grupos de três ou quatro pessoas nas partes mais internas do mapa. Eles serão o lembrete constante de que o jogador aqui não é o caçador, mas sim a caça. Por isso, a cautela e perspicácia na hora de enfrentar os inimigos serão fundamentais.

Foi esse encontro também que me fez descobrir que o protagonista Nomad (que poderá ser criado e personalizado pelo jogador na versão final) não é nenhum tanque de guerra, e bastam poucos tiros para ele "morrer em ação" e o jogo reiniciar do último ponto salvo.

Classes e craft em um acampamento

Foram os elementos de RPG que me prenderam ao gameplay, e eles ficam mais evidentes no acampamento ? ou Bivouac, como é chamado em "Breakpoint". O Bivouac é um acampamento temporário que pode ser armado em pontos específicos no mapa. Lá, o jogador tem três menus: Preparação, Tática e Craft.

Em Preparação, é possível escolher uma, e só uma, entre os boosts de habilidades temporárias para o personagem. Esses boosts vão de mira mais precisa, maior fôlego ou resistência. Ao sair do menu de acampamento, a tela do jogo mostra por quanto tempo essa vantagem vai continuar ativa.

'Breakpoint' não quer ser só mais um jogo de mundo aberto em que se sai atirando em tudo. Ele exige mais estratégia e paciência do que habilidade para concluir as missões

Na opção Tática é que as classes, uma das novidades de "Breakpoint", aparecerem e podem ser selecionadas. São quatro, no total, e cada uma possui uma habilidade única diferente, além de loadout de armas que refletem as características de cada classe, do mais furtivo ao mais "dedo no gatilho e sangue nos olhos". Não é preciso se preocupar a ficar preso só a uma, já que o jogador pode trocar entre as classes a qualquer momento no Bivouac.

Por fim, o Craft é o menu para criação de itens utilizando recursos coletados no cenário, como plantas e água, e que só podem ser criados no Bivouac. Por isso é bom escolher bem o que vai querer utilizar antes de partir para as missões.

Jogador poderá preparar melhor armas e equipamentos no Bivouac - Divulgação
Jogador poderá preparar melhor armas e equipamentos no Bivouac
Imagem: Divulgação

Toda essa preparação antes mesmo de sair explorando a esmo mostra que "Breakpoint" não quer ser só mais um jogo de mundo aberto em que se sai atirando em tudo. Ele exige mais estratégia e paciência do que habilidade para concluir as missões.

Missões, aliás, que também destacam mais características de RPG, com quests secundárias e tipos variados que vão desde resgatar reféns em bases dos Wolves, eliminar um comandante inimigo e até hackear um computador em um lugar protegido.

Recorte

"Ghost Recon: Breakpoint" está bem longe de ser um RPG puro, e não vai virar um "Dragon Age" ou "Final Fantasy". A versão de teste mostra que o tático na hora de invadir uma base inimiga e as mecânicas de sobrevivência, como se camuflar na lama, continuam presentes e são divertidos para brincar nas horas das missões.

O que os elementos de RPGs possibilitam é um complemento que é muito bem-vindo para o jogo e, diria até necessário para que ele se diferencie de "Wildlands", de 2017.

A demo que joguei foi somente um recorte da campanha e, jogando solo, fica claro que a versão final foi pensada como uma experiência cooperativa. A Ubisoft promete também bastante conteúdo quando o game for lançado, como o multiplayer competitivo Ghost War e até a inclusão de atividades típicas de um "jogo como serviço", como eventos diários e raids no pós-lançamento.

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