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Flopou! As 10 piores sequências de jogos de todos os tempos

Alguém chamou... Duke Nukem?  - Reprodução
Alguém chamou... Duke Nukem? Imagem: Reprodução

Daniel Esdras

Do GameHall

28/07/2019 04h00

Uma sequência direta de um jogo que deu certo coloca uma enorme pressão nos desenvolvedores. Afinal, é preciso não só continuar agradando o público, mas também trazer ideias novas para não parecer mais do mesmo.

Hoje vamos olhar para as sequências que não deram certo: decepcionaram os fãs e chegaram até mesmo a comprometer a sobrevivência de suas franquias. Nessa lista você confere o que esses jogos inventaram de pior para continuar as histórias que tinham funcionado no passado.

Bomberman Act Zero

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"Bomberman" é uma das franquias mais aclamadas da época do Super Nintendo, falando sobre viajantes espaciais que se enfrentam em arenas quadradas até que só um sobreviva. As armas para o embate, como você deve imaginar pelo nome, são bombas.

O visual do Bomberman clássico é 2D e cartoon, com uma pegada bem caricata. Na geração passada, alguém teve a "brilhante" ideia de atualizar a franquia com um visual realista, em um futuro distópico e uma ambientação bem pesada.

Com o uso das mesmas texturas para todas as arenas, loadings muito demorados e muitos problemas na detecção de colisão, "Bomberman Act Zero" flopou como poucos e se tornou uma lição de como não se fazer uma sequência.

Duke Nukem Forever

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"Duke Nukem 3D" foi um sucesso em 1996, com seu humor escrachado e um herói que carregava o que de bom e ruim tinha o cinema de ação dos anos 90. Com as vendas em alta, a 3D Realms, desenvolvedora do título à época, anunciou uma sequência direta ainda em 1997.

Essa sequência seria "Duke Nukem Forever", que entrou na maior espiral de desenvolvimento de que se tem notícia. Foram diversos os estúdios que tentaram finalizar o jogo e o deixaram pelo caminho após a 3D Realms quebrar sem conseguir lançar o jogo. Até que a Gearbox resolveu o problema e colocou o game no mercado em 2011, mais de dez anos depois do anúncio.

Fadado ao desastre, o jogo recebeu praticamente só críticas negativas, que iam desde os gráficos e animações datadas até a jogabilidade repetitiva e sem inspiração. Esse é o maior exemplo de como não se fazer uma sequência.

Sonic the Hedgehog

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Sonic é uma franquia que oscila entre o ótimo e o fundo do poço em pouquíssimo tempo. Desde que saiu da era do 2D, a série sofre para emplacar vários sucessos em sequência, e vez ou outra deixa os fãs do ouriço com a cara no chão de vergonha.

Entre os maiores desastres está o Sonic de 2006, lançado para PlayStation 3 e Xbox 360 em comemoração aos 15 anos do azulão. O resultado foi muito aquém do esperado, com bugs atrapalhando muito a jogabilidade, mudança de motivação em personagens clássicos da franquia, como o Knuckles, e fases sem muita inspiração. Um balde de água fria que ainda hoje assombra a memória dos fãs.

Mass Effect Andromeda

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A franquia Mass Effect vem ladeira abaixo há algum tempo. "Mass Effect 3" passou longe do esperado e encerrou a trilogia Shepard de forma melancólica, com um gosto bem amargo para os fãs da série. Não satisfeita, a Bioware resolveu pisar na jaca de vez com "Andromeda", que abriria uma nova série de eventos para continuar a história.

Com problemas na produção, desde o uso da polêmica Frostbyte Engine, até desvio de recursos humanos para o "Anthem", outro jogo do estúdio, "Mass Effect Andromeda" não foi finalizado como deveria.

Dias antes do lançamento, pessoas que tiveram acesso ao jogo relataram problemas nas animações, divulgando gifs e vídeos constrangedores. No lançamento, os bugs tomavam conta da jogabilidade, o que enfureceu quem comprou o jogo na pré-venda. O resultado foram análises negativas e muita decepção.

A Bioware lançou diversos patchs de correção, o que melhorou bastante o jogo. Ainda assim, a história também não ajudou e passou longe dos momentos mágicos da última trilogia. Fica a dúvida se ainda veremos mais jogos da série e se eles vão abraçar o que foi feito em Andromeda ou desconsiderá-lo totalmente.

Driver 3

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"Driver 3" fez praticamente tudo errado e acabou enterrando a franquia de vez. Os gráficos eram datados para a geração, com glitchs e bugs visuais para todos os lados. O problema de "Pop In", aquele em que os objetos vão aparecendo na tela em vez de estarem renderizados, foi um inferno na vida de quem desejava dirigir sem bater em postes ou árvores. Tivemos também problemas na IA dos inimigos, muita repetição e marasmo, além de um modo a pé vergonhoso.

Com análises praticamente todas negativas, o jogo ainda respirou com boas vendas por algumas semanas, graças ao nome da marca, mas acabou morrendo na praia meses depois.

Devil May Cry 2

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"Devil May Cry 2" é um erro tão visível e palpável, que boa parte dele foi abandonada na hora da junção das histórias em "Devil May Cry 5". É impressionante o que foi feito aqui, já que os outros títulos, tanto o anterior quanto "Devil May Cry 3", são aclamados pelos fãs.

Com uma história que não engrena até os momentos finais do jogo, uma jogabilidade que tentou ser mais acessível, mas acabou estragando a essência do antecessor e inimigos esquecíveis, esse é o grande patinho feio da franquia da Capcom.

Perfect Dark Zero

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A Rare foi uma das gigantes na era do Nintendo 64, com jogos que marcaram história e ainda hoje estão entre os favoritos dos jogadores da época. Um deles foi "Perfect Dark", que disputou com "007: Golden Eye" para ser o melhor shooter da geração.

Os fundadores da Rare acabaram se cansando da indústria e vendendo o estúdio, que ficou anos sem lançar suas principais franquias. Quando a Microsoft, que hoje é dona do estúdio, anunciou que lançaria "Perfect Dark Zero" para o Xbox 360, os fãs foram à loucura.

O resultado final, no entanto, decepcionou. Com gráficos bem abaixo da concorrência na época, "Perfect Dark Zero" deixou a impressão de ser um jogo da geração anterior. Outro problema foi a IA dos inimigos, que não colaboravam para uma experiência imersiva. No fim, ficou como uma decepção histórica, digna de listas como esta.

Resident Evil 6

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"Resident Evil" é uma das franquias mais idolatradas da indústria de jogos. O problema é que ela sofreu tantas mudanças com o passar do tempo que ficou quase irreconhecível em "Resident Evil 6", a última sequência antes da mudança total para o formato em primeira pessoa.

Os primeiros jogos da série foram mentores dentro do gênero de Survival Horror, com momentos assustadores e muito foco na sobrevivência. Com o passar do tempo, os produtores tentaram transformar a franquia em algo mais palatável para as grandes audiências e foram transformando lentamente a jogabilidade em um jogo de ação.

Em "Resident Evil 6", que contou com várias campanhas com diversos personagens icônicos da franquia, o resultado já estava tão sem identidade que o resultado foi um jogo genérico e sem alma. No meio de todo o marasmo, a campanha de Leon parecia mais com as raízes da franquia e acabou salvando o título de notas ainda piores. De qualquer forma, ficou de lição para os desenvolvedores que decidem mexer demais em conceitos que estão dando certo.

Assassin's Creed Unity

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Quando "Assassin's Creed Unity" foi anunciado, a franquia já estava sofrendo bastante com os lançamentos anuais. Longe do seu melhor momento, na saga Ezio, Assassin's Creed vinha caindo de rendimento ano após ano, e a fórmula parecia cada vez mais datada.

Com "Unity" a bomba estourou. O lançamento foi repleto de bugs, o design do modo cooperativo, grande novidade daquele ano, ficou aquém do esperado e atrapalhou o modo para um jogador, já que algumas missões ficaram quase impossíveis sem alguém para jogar junto.

As análises foram duras, decepcionando os fãs. O resultado foi uma faísca que levou a franquia a reimaginar seus rumos, até mais tarde ser totalmente modificada em "Origins".

Ninja Gaiden 3

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Imagem: Reprodução

"Ninja Gaiden 2" foi lançado com notas acima de 80 no Metacritic, com diversos elogios e a esperança de ótimos rumos para a franquia. Em 2012 foi lançado "Ninja Gaiden 3", que conseguiu a proeza de cair 30 pontos no mesmo ranking de notas.

Os problemas foram muitos. O estúdio Team Ninja, responsável pela franquia, decidiu tomar um rumo totalmente diferente para a série, tentando abocanhar uma audiência maior, mas acabaram sacrificando muito do que fazia Ninja Gaiden especial. Some isso aos inúmeros problemas técnicos e a linearidade dos níveis e você terá uma das piores continuações de todos os tempos.

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