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Versão Arcade de "Street Fighter V" chegará a tempo de salvar o jogo?

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Imagem: Reprodução

Rodrigo Lara

Do Gamehall

05/10/2017 13h18

Já se passou pouco mais de um ano e meio desde o lançamento de "Street Fighter V" e o game, ao menos em termos comerciais, é um grande fracasso. Na ocasião de sua chegada, em fevereiro de 2016, a Capcom planejava vender 2 milhões de unidades do game até o final de março daquele ano.

Como sabemos, o jogo não bateu essa marca até hoje.

E é nesse cenário que a Capcom lançará "Street Fighter V: Arcade Edition" no início de 2018. Antes que acusem a empresa de "mercenária", convém dizer que o conteúdo desta edição será gratuito para quem comprou o jogo original. Será que agora vai?

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O que deu errado

"Street Fighter" é, sem dúvidas, o nome mais forte quando falamos em jogos de luta. Mas essa tradição sucumbiu ao combo de falta de conteúdo na ocasião de lançamento, chegada de novos personagens por meio de microtransações - sim, é possível comprá-los com dinheiro conseguido a duras penas no jogo, mas o tempo de dedicação exigido para tal sempre foi um entrave - e ênfase excessiva nos modos competitivos.

VEJA A ANÁLISE DE "STREET FIGHTER V"

Quem pretendia se divertir sozinho com o game se deu mal. Foram meses até que ele ganhasse um modo história - que passa longe de ser interessante, convenhamos - e mais tempo ainda até o jogo oferecer a possibilidade de enfrentar adversários controlados pela máquina.

É justamente isso que a versão "Arcade" tenta corrigir de maneira bastante tardia.

Como o nome deixa claro, a grande atração da nova versão é o "Arcade Mode". Nele, os jogadores enfrentarão adversários controlados pela máquina seguindo seis diferentes caminhos e com direito a finais diferentes de acordo com o seu desempenho.

Além dele o jogo também ganhará o "Extra Battle Mode", que reunirá desafios nos quais os jogadores utilizarão o Fight Money recebido para ter uma chance de ganhar novas roupas para os personagens ao fim de cada mês. Por fim, a nova versão do jogo trará novos movimentos V-trigger, uma galeria de imagens e uma interface renovada.

Os personagens adicionais, porém, ainda precisarão ser comprados com dinheiro do game - ou real.

É suficiente?

Considerando que, hoje, o game é encontrado por cerca de R$ 20 em grandes varejistas brasileiros, comprá-lo agora parece ser um bom negócio - ao menos, infinitamente melhor do que quem o adquiriu na época de lançamento por um preço dez vezes superior -, mas será que essa expansão despertará o interesse do jogador comum a ponto de reverter o fraco desempenho de mercado?

VEJA O MODO HISTÓRIA DE "STREET FIGHTER V"

O conteúdo da "Arcade Edition" é, sem dúvidas, interessante. A sensação que fica, porém, é a que ele deveria estar disponível desde o início.

Ele deverá atrair o "jogador comum", mas diante de ofertas de games mais completos que apareceram nos últimos tempos - como "Marvel vs Capcom: Infinite" da própria Capcom - ou que ainda estão para chegar - caso de "Dragon Ball FighterZ" -, a demora da Capcom em reagir para agradar uma boa porção do seu público cativo torna improvável que "Arcade Edition" seja a salvação da lavoura para "Street Fighter V" em termos de vendas.

Outro indicativo de que nada deverá mudar é o fato de que a Capcom não parece exatamente preocupada com a questão das vendas. E a explicação surge ao vermos o desempenho do jogo no cenário dos eSports. Nele, o game vai muito bem, obrigado. Um exemplo disso foi a final da EVO 2017, que registrou uma audiência de cerca de 5 milhões de pessoas, número expressivo e que superou todo e qualquer registro de uma competição de game de luta.

E a prova cabal de que o futuro do game está concentrado nos eSports veio da própria empresa, que afirmou que pretende seguir com o jogo até 2020 com ênfase em competições. Até lá, é bem provável que a atual situação se mantenha, com mais pessoas assistindo às partidas de "Street Fighter V" do propriamente jogando. 

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