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Jogamos: é inacreditável, mas "Doom" continua brutal e excelente no Switch

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Francisco*

21/09/2017 11h00

Talvez meu maior choque de 2017 - pelo menos nos games - tenha sido descobrir o quão bem “Doom” roda em um Nintendo Switch.

O segundo maior choque é o fato de que “Doom” é capaz de rodar em um Nintendo Switch.

Um dos melhores jogos de 2016, e dono de uma das campanhas solo mais divertidas de um shooter nos últimos tempos, o novo “Doom” tinha excelentes visuais e mecânicas de combate tanto no PC quanto nos consoles.

Por isso, é verdadeiramente impressionante que os technomancers da id Software tenham conseguido levar o jogo para a plataforma da Nintendo, que tem um hardware inferior à competição.

E funciona. Inacreditavelmente bem. Tendo testado o jogo em um evento organizado pela Bethesda em São Francisco, era possível ver que toda a velocidade, ritmo e brutalidade do “Doom “ de 2016 estavam lá, reproduzidas na telinha do Switch.

O teste só cobriu as primeiras áreas, antes da entrada na instalação, mas já foram o suficiente para mostrar que, se os momentos de combate não são idênticos, eles ainda mantém uma estrutura e número de inimigos similar ao das versões de PC, PS4 e Xbox One, colocando o jogador em constante movimento, atirando para todos os lados, e fazendo as Execuções Gloriosas nos pobres diabos que tiveram o infortúnio de cruzar com o Doomguy.

Os gráficos sofrem um pouco, mas por outro lado eu não posso carregar meu PC gamer para qualquer lugar do mundo - Reprodução
Os gráficos sofrem um pouco, mas por outro lado eu não posso carregar meu PC gamer para qualquer lugar do mundo
Imagem: Reprodução

A maior dúvida, neste momento, é se o jogo sofre algum tipo de perda de qualidade ao ser transferido para uma tela de TV, já que a área de demonstração só tinha o console portátil em si - e onde fiz a descoberta de que jogar com um Pro Controller naquela telinha é possivelmente a pior forma de jogar um videogame, pelo menos nos últimos anos.

Graças a Deus pelos

Além de tudo isso, "Doom" para o Switch me mostrou que é possível que o console não dependa apenas de exclusivos, como tem sido via de regra para a Nintendo nos últimos tempos. Uma coisa é rodar uma versão remasterizada (porcamente) de "Skyrim", um jogo que vai fazer 6 anos em novembro. Outra é reproduzir com relativa fidelidade um shooter de 2016 conhecido por seu ritmo acelerado.

Não sabemos que tipo de magia profana a id usou para adaptar este jogo para a plataforma, mas se mais estúdios externos conseguirem isto - a Square Enix está tentando com "Final Fantasy XV", pelo visto - o Switch pode ser uma máquina ainda mais surpreendente do que se imaginava.

"Doom" sai até o fim de 2017 no Nintendo Switch.

*O jornalista viajou a convite da Bethesda

Doomguy não está nem aí para tamanho, pelo visto - Reprodução
Doomguy não está nem aí para tamanho, pelo visto
Imagem: Reprodução

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