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Um ano de Fluxo: degrau após degrau, organização mostra visão 360

Nobru, Cerol e Bak - Divulgação/Fluxo
Nobru, Cerol e Bak Imagem: Divulgação/Fluxo
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

31/01/2022 04h00

Você já leu diversos textos envolvendo os nomes de Nobru e Cerol neste espaço. Independentemente do nível de afeição com esporte eletrônico, é extremamente notável como a dupla ajudou o Free Fire (e o cenário competitivo de games como um todo) a furar a bolha e se mostrar para a sociedade. O Fluxo, organização criada por eles, completou um ano na última semana - e, mais uma vez, deu o recado de que é possível ir ainda mais além por meio desse mercado tão dinâmico.

Com patrocinadores não-endêmicos do calibre de Casas Bahia, iFood e Banco next, a organização anunciou a criação do Instituto Fluxo, uma entidade filantrópica que terá como objetivo ajudar pessoas carentes. Em meio a uma festa de um ano à altura de sua grandeza, a equipe mostrou que não desapega das próprias origens - e valoriza quem tanto fortalece e ajuda a democratizar o Free Fire.

"Todos sabem que eu e o Cerol viemos da comunidade e criamos o Fluxo para representar tudo isso. Por isso, poder anunciar na nossa festa a criação do Instituto Fluxo é algo que me deixa sem palavras, tá ligado? Sempre busquei ajudar todo mundo como eu podia e, agora, tenho certeza que vamos fazer ainda mais a diferença. Obrigado a todos que nos acompanham todos os dias. Tudo que fazemos e criamos hoje é pensando em vocês", afirmou Nobru.

É importante ressaltar: muitas vezes, para as organizações de esporte eletrônico, é difícil achar um meio termo. Entender que render apenas dentro do servidor não é suficiente, mas que é importante vencer para passar legitimidade e expandir a própria atuação. Em parceria com Bak, referência no emulador, Nobru e Cerol mostram ter uma visão 360 - desejando ser exemplo e assunto dentro e fora do país.

"Desde o início, quando eu e o Nobru sentamos para criar a organização, pensamos em tudo que precisaríamos fazer para nos tornarmos referência no cenário nacional e internacional de eSports. Aos poucos, vamos construindo e conquistando tudo o que planejamos. Por isso, ver essas novas parcerias e projetos começando a acontecer, demonstra que estamos no caminho certo, e ainda há muito mais por vir", completou Cerol.

Independentemente do potencial de crescimento acelerado, o Fluxo sobe cada degrau de forma inteligente. Não tenho dúvidas de que logo a organização estará inserida em diversos outros cenários, mas não é necessário ter pressa. Pelo contrário: a equipe já deixou claro, de forma pró-ativa, que não quer saber de "entrar por entrar" em nenhum contexto. A ideia da marca é mostrar a que veio - e porque é diferente.

Nobru foi campeão mundial de Free Fire, virou ídolo do Corinthians e um nome gigantesco para os eSports com rapidez invejável. Nada disso fez com que ele se acomodasse. O Fluxo mal surgiu, já ganhou a LBFF e ficou na quarta colocação no Mundial. Repetindo: completando, nesta semana, um ano de existência. O único impossível no que diz respeito à organização, definitivamente, é traçar um limite.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL