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CBLOL 2022: a arte de não se acomodar nunca

Flickr/BrunoAlvares/RiotGames
Imagem: Flickr/BrunoAlvares/RiotGames
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

25/01/2022 04h00

Começou o CBLOL 2022! Entrando em seu 11° ano de existência, o Campeonato Brasileiro de League of Legends teve início no sábado, dia 22 de janeiro. As organizações são as mesmas dez do ano passado, que firmaram parcerias a longo prazo no sistema de franquia com a Riot Games, mas o estúdio é novo, e a publisher promete uma temporada repleta de surpresas para os torcedores - ainda que à distância neste primeiro momento.

A expectativa era que o CBLOL começasse não só com os jogadores no palco, mas também com os torcedores nas arquibancadas. Ambas as possibilidades acabaram anuladas pela situação atual do COVID-19. A Riot monitorou passo a passo e, com uma atitude consciente e totalmente adequada à realidade de momento, optou por um formato remoto - mantendo apenas os casters no palco. Ainda assim, não há dúvidas de que a empresa virá com surpresas.

Uma delas já veio ao longo dessa semana, e foi um golaço por parte da publisher. A Língua Brasileira de Sinais (Libras) agora faz parte das transmissões, levando o conteúdo a mais pessoas e aumentando a acessibilidade. Embora o recurso não vá estar presente durante as partidas, propriamente ditas, a adaptação se mostra uma recepção bem aceita por parte da empresa às sugestões da comunidade.

"Após diversas conversas com especialistas da comunidade sobre as melhores práticas relativas ao recurso, chegamos à conclusão de que, por conta da quantidade de informações simultâneas apresentadas em uma partida de League of Legends e do caráter dinâmico do jogo, de maneira a proporcionar uma experiência de inclusão no mais alto nível para as pessoas surdas, não haverá a interpretação de Libras durante as partidas - mas sim nos conteúdos antes do início da narração e também nos comentários após os confrontos", escreveu a Riot, em comunicado oficial.

É louvável que, estando em um patamar de consolidação e sem a necessidade de se provar, o CBLOL continue se incomodando, ano após ano. É o que diferencia grandes de gigantes. O campeonato tem, em sua essência, se reinventar, melhorar e ser uma ode à comunidade de League of Legends no Brasil. Ano após ano, a Riot continua a fazer queixos caírem e fãs gritarem de peito aberto o quanto amam essa competição.

O crescimento de casters como Fogueta, primeira mulher a narrar um torneio oficial de LoL na Riot no Brasil, e agora também adaptada à função de repórter do CBLOL, é a prova de que, sim, o campeonato se importa em não fechar as portas à representatividade e a outros valores. A força da marca vai muito além de qualquer desempenho internacional digno de críticas.

Flamengo, FURIA, INTZ, KaBuM!, Liberty, LOUD, Netshoes Miners, paiN Gaming, RED Canids Kalunga e RENSGA iniciaram mais um capítulo de um tradicionalíssimo campeonato de ESPORTE - e não só eSport - no Brasil. O CBLOL arrasta fãs por onde for, e se justifica que estejamos todos ansiosos para assistir a mais capítulos desse show. Que seja um 2022 repleto de boas surpresas e do já tradicional crescimento.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL