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Free Fire sobe a barra e se divide entre esporte e entretenimento

Free Fire - Divulgação/Garena
Free Fire Imagem: Divulgação/Garena
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

16/01/2022 04h00

McLaren Racing, Street Fighter V, One-Punch Man, Attack on Titan, Venom e La Casa de Papel. Nomes diversos, presentes na cultura pop. Marcas que atraem os mais diversos públicos. Qual a semelhança entre elas? Todos firmaram parceria com o Free Fire ao longo de 2021, e o Battle Royale da Garena se inseriu no cotidiano como entretenimento de uma vez por todas. O balanço da temporada foi bom, e será interessante observar como o padrão será aplicado ao longo desse ano.

A Garena soube passear pelos mais diversos âmbitos e fazer com que o jogo não se resumisse nem somente à experiência casual, nem somente ao esporte eletrônico. A missão de se manter em alta nos dois pontos não é simples. É necessário se reinventar com frequência. A recente notícia de que a LBFF estará presente na TV aberta, por meio da Rede TV, ao longo de 2022, reforça que o Battle Royale se mantém fiel à sua missão de popularização ao máximo.

Isso é importantíssimo para que novos talentos sejam formados, para que cada vez mais jovens tenham interesse em adentrar o esporte eletrônico. Os dados relativos à terceira divisão do competitivo nacional, a Série C da LBFF, são animadores: ao todo foram 95.317 jogadores inscritos, divididos entre 19.377 equipes. Este total representou um aumento de 59% quando comparado ao número de inscritos na Série C da LBFF 3, em 2020.

Eleito como Jogo Mobile do Ano em Esports no Esports Awards 2021, o Free Fire deverá ter uma concorrência interessante, embora seja um game de outro gênero, neste ano. O lançamento do cenário competitivo mundial do Wild Rift, a versão do League of Legends adaptada aos dispositivos móveis, deve agitar tudo que diz respeito a público e transmissões de mobile. Uma briga boa para os fãs acompanharem.

"A Garena não pretende parar em 2022. A desenvolvedora está constantemente estudando formas de inovar e atender às expectativas dos fãs de Free Fire, com novas parcerias, tecnologias e lançamentos" afirmou a empresa, em comunicado recente.

Ao analisar um game como esporte eletrônico, é necessário ir muito além dos números. Todos sabemos o tamanho que o Free Fire criou e como o jogo democratizou o conceito de cenário competitivo para muita gente que não fazia ideia de viver disso. A questão, além de quantitativa, precisa ser qualitativa. A Garena vem trabalhando bem isso. Explorar o marketing e não se acomodar é fundamental para fazer história. Afinal, quantos jogos já vimos indo e vindo? São pouquíssimos os que vivem ao ponto de marcar época.

O Free Fire se tornou, em julho, o primeiro Battle Royale a atingir 1 bilhão de downloads na Google Play Store. Hoje, é possível afirmar que, no Brasil, é o único jogo, em termos de distribuição, que atinge todas as regiões do país com uma intensidade à altura do interesse brasileiro pelos games. Méritos do público, da publisher, e de todo mundo que faz acreditar que esses primeiros quatro anos são só o começo de uma história gloriosa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL