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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

De Casimiro ao "país do R6": cinco análises sobre o Prêmio eSports Brasil

Prêmio eSports Brasil 2021 - Divulgação/PEB
Prêmio eSports Brasil 2021 Imagem: Divulgação/PEB
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

22/12/2021 14h00

Maior celebração do esporte eletrônico na América Latina, o Prêmio eSports Brasil aconteceu na última semana, em São Paulo, chegando à sua quinta edição. Mais uma vez trabalhando bem a questão da diversidade e valorizando o ecossistema dos principais cenários competitivos de forma integrada, o evento mostrou como sua organização foi perspicaz em 2017 ao notar a necessidade de uma comemoração desse porte para os games no país.

Abaixo, o GGWP analisa cinco pontos de destaque nesta edição do Prêmio. Sabendo a importância de balancear endêmico e não-endêmico sem desrespeitar ou deixar de lado o trabalho de quem estava presente no cenário "quando tudo era mato", o evento mais uma vez rompeu barreiras e deixou claro que o esporte eletrônico vai aparecer no dia a dia de quem gosta de entretenimento, obrigatoriamente.

1) CASIMIRO: INIGUALÁVEL

Se você viu nas redes sociais praticamente todas as pessoas que estiveram presentes no Prêmio pedindo foto com Casimiro e se perguntou como ele atendeu a todos com a mesma disposição e com um sorriso no rosto, acredite: é tudo verdade. O streamer se portou como um verdadeiro "ídolo acessível". Não à toa, o anúncio de que ele havia ganhado como Personalidade do Ano foi comemorado como um gol no Auditório Simón Bolívar. Humilde, claramente viveu uma noite dos sonhos para ele e fez entender um pouco do motivo de tanto sucesso. Casimiro é um comunicador nato e extremamente talentoso sem fazer com que isso pareça um dilema. Ansioso para ver o que vem por aí para ele em 2022.

2) O PAÍS DO RAINBOW SIX SIEGE

Os três títulos mundiais conquistados por times brasileiros, sendo um deles com uma final 100% nacional, não abriram margem: Rainbow Six Siege foi eleito o Jogo do Ano. Obviamente, todo game tem virtudes e defeitos, assim como seus respectivos cenários, mas 2021 foi mágico para o FPS da Ubisoft no Brasil. É igualmente simbólico que Gustavo "Psycho", da Ninjas in Pyjamas, tenha ficado com o título de Atleta do Ano. O R6 brasileiro ergueu o sarrafo para todos os outros jogos no que diz respeito a bater de frente com todo e qualquer estrangeiro nos principais torneios do planeta.

3) PODER DO CENÁRIO FEMININO

Pela primeira vez, vimos troféus dedicados exclusivamente às mulheres no evento, e a emoção das concorrentes, bem como o discurso da vitória de Natália "daiki", de apenas 17 anos, deixam transparecer o grande acerto de abrir tal espaço e mostrar como temos múltiplos talentos a serem lapidados no cenário feminino. A jogadora de VALORANT levou como Revelação Feminina e Melhor Atleta Feminina, servindo como inspiração para tantas outras meninas espalhadas pelo país que querem viver o sonho do Esport. Que no ano que vem tenhamos outras tantas histórias semelhantes à dela para contar.

4) NOBRU: DE FATO, UM CRAQUE DA GALERA

Imagine alguém dar conta de ser jogador profissional, streamer, dono de organização e ainda se manter apegado às suas raízes, sem se deslumbrar de forma alguma. Campeão mundial de Free Fire, Nobru levou como Craque da Galera - e, se tem alguém que honra essa alcunha, é ele. Desde que despontou no cenário, o garoto sempre foi o mesmo. Não à toa, é ídolo sem dividir opiniões. Passa longe do "ou você ama ou você odeia". É praticamente impossível encontrar quem não goste dele. E, isso tudo, sendo relevante em altíssimo nível.

5) A MENSAGEM DE GAULES

Eleito o Streamer do Ano, Alexandre "Gaules" voltou ao palco do Prêmio eSports Brasil carregando não só a bagagem de ser um dos maiores do mundo em seu setor, com eventos do calibre da NBA e da Fórmula 1 ao longo do ano em seu canal, mas com uma mensagem importantíssima: a da saúde mental. A história de superação do profissional é conhecida, mas sua preocupação com o público e o agradecimento vocal ao psiquiatra com quem fez tratamento, dizem muito sobre como Gaules entende que sua posição atual é muito mais do que "somente" a de um streamer. Corajoso e fundamental na medida, merece a Tribo que tem.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL