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Dantes e Lázaro Sonic fazem solidariedade do Free Fire virar rotina

Projeto Nantes Sonic Free Fire - Divulgação
Projeto Nantes Sonic Free Fire Imagem: Divulgação
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

17/12/2021 13h00

Ir além do óbvio e ajudar não só a dar uma profissão, mas a proporcionar formação social aos jovens, tem sido uma constante cada vez mais presente nos esportes eletrônicos. No Free Fire, temos diversos exemplos neste sentido. Quem desenvolveu um trabalho bastante interessante foram Diego Eloi - o Dantes, da paiN Gaming - e Lazaro da Silva, o Sonic. Ambos são nascidos em áreas carentes e com a consciência de que podem ajudar a formar novos talentos. Foi daí que nasceu o "X1 nas Comunidades".

O projeto surgiu no Dia das Crianças, na Comunidade do Jandaia, em Ribeirão Preto, onde nasceu Dantes. Os influenciadores doaram cerca de 150 brinquedos e um smartphone - disputado em uma partida de Free Fire. A disputa aconteceu na rua - reforçando o orgulho das origens. A partir desse dia, eles tiveram a importante ideia de tornar aquilo uma rotina em outras comunidades - distribuindo brindes por meio do Battle Royale da Garena.

Projeto Dantes Sonic Free Fire  - Divulgação - Divulgação
Projeto Dantes Sonic Free Fire
Imagem: Divulgação

"Nosso objetivo é motivar as crianças e continuarem acreditando que existe oportunidade pra elas crescerem dentro do jogo, se tornarem futuros profissionais de Esport e grandes influenciadores do jogo dentro da sua comunidade, mudando a vida de suas famílias", afirmou Dantes, em entrevista ao GGWP.

A segunda edição foi realizada em novembro, na Zona Norte de São Paulo, englobando diversas comunidades carentes. O prêmio foi um PC gamer e um troféu personalizado, com as crianças disputando partidas de Free Fire até restarem oito de maior destaque para confrontos de mata-mata no formato X1. Foram mais de 200 brinquedos distribuídos. Um equilíbrio interessante de abordagem e uma forma inteligente de estimular os jovens a olhar o Esport de uma forma ainda mais curiosa.

"Antes era comum ver crianças quando eram perguntadas o que queriam ser quando crescer, elas responderem: 'jogador de futebol', mas hoje está na boca da nossa juventude a resposta 'jogador de Free Fire". Ainda espanta um pouco os pais, que não entendem como o Free Fire mudou a vida de muitos jovens e ainda vem mudando!", disse Sonic.

Projeto Dantes Sonic Free Fire - Divulgação - Divulgação
Projeto Dantes Sonic Free Fire
Imagem: Divulgação

E, obviamente, como estamos falando no mês do Natal, a próxima edição já está marcada: dia 20 de dezembro, na Quadra Canitar, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A ideia é que o projeto continue acontecendo todo mês, em locais diferentes. É digno de aplausos o compromisso de figuras importantes do game com causas sociais. Entender que os Esports, cada vez mais, representam não só fonte de renda, mas uma transformação a curto e longo prazo, é o básico.

A pauta da inclusão precisa estar presente em todo e qualquer projeto voltado a essa área. O esporte eletrônico tem a oportunidade de dar exemplo a modalidades tradicionais, com muito mais décadas de vida. Hoje, streamers e pro players são os símbolos de uma geração e atingem uma camada imensa da população por meio da internet. Esses mecanismos, definitivamente, precisam ser aproveitados o tempo todo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL