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OPINIÃO

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58% dos atletas de eSport estão no sudeste. Como mudar esse cenário?

Final do CBLOL 2017 em Recife - Divulgação/Riot Games
Final do CBLOL 2017 em Recife Imagem: Divulgação/Riot Games
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

13/12/2021 04h00

Uma pesquisa recente divulgada pela Betway revelou que, dos 140 jogadores nas principais ligas brasileiras de CS:GO, League of Legends, Rainbow Six Siege e Free Fire, 58% são da região sudeste. E São Paulo, onde fica a maioria das empresas de games, é o estado que mais forma atletas de eSports.

Essa concentração regional também pode ser detectada nos principais eventos. O CBLOL, campeonato mais tradicional do país, já passou por cidades como Fortaleza, Goiânia e Recife, mas o custo da infraestrutura faz com que a maioria das finais aconteçam em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Evidente que também há uma base de jogadores passionais fora desse "eixo". Mas muitos encaram dificuldades de acesso a internet de alta qualidade, por exemplo.

Isso explica, em parte, o crescimento do Free Fire no país, já que seus requisitos básicos são muito mais "humildes" do que os de outros jogos. Ele ajudou (e muito) a democratizar os eSports no Norte e Nordeste, mas ainda há muito a ser feito - não apenas pelo battle royale da Garena, mas também pelas outras publishers, pela imprensa, pelas organizações e por promotores de eventos.

No caso das orgs, porém, há diversas provas de que é praticamente inviável manter-se fora de São Paulo. No League of Legends, por exemplo, a RENSGA despontou com um projeto de valorização regional muito interessante, mas sofreu para jogar de Goiânia com os rivais na capital paulista. Não à toa, nos playoffs do CBLOL, jogou do estúdio da Riot Games. Algo similar aconteceu no Free Fire, com a AmazonCripz, em Manaus.

É necessário entender que, mesmo com projetos com grandes investimentos e que valorizem a expansão, ainda há barreiras estruturais. Isso, obviamente, não deve impedir a luta por um esporte eletrônico mais democrático e de fácil acesso - tanto para jogar quanto para assistir. Porém, trabalhar de forma realista, e não utópica, é essencial para que o desenvolvimento se torne realidade.

Uma solução iniciável e viável seria aumentar a quantidade de campeonatos regionais. Eles espalham a mensagem dos eSports, tornam a experiência da competição mais palpável e lidam de maneira mais equilibrada com os obstáculos tradicionais.

Temos muito potencial para crescer no eSport em todos os sentidos - mas é necessário aproveitarmos ao máximo a quantidade de talentos distribuídos pelo país.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL