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Battlefield 2042 gera hype e retoma sonho de cenário forte

Battlefield 2042 - Divulgação/EA
Battlefield 2042 Imagem: Divulgação/EA
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

21/11/2021 08h00

O que um jogo precisa para ter sucesso no cenário competitivo e o quanto vale a pena uma publisher investir nesse sentido - de não ter só um game em suas mãos, mas também um esporte eletrônico? Há diversos casos interessantes para análise e, definitivamente, não há respostas definitivas para essas perguntas. Um caso interessante é o do Battlefield, que já viveu altos e baixos de ambos os lados e, agora, deve iniciar uma nova era com o lançamento da versão mais recente.

Battlefield 2042 foi desenvolvido pela DICE, uma empresa subsidiária da Electronic Arts (EA), e lançado nesta semana. O jogo traz um foco no modo multijogador, personagens com habilidades diversas (o que o aproxima de outros concorrentes do gênero de tiro em primeira pessoa) e uma ambientação digna de cinema. E pode ser o sopro de esperança da apaixonada comunidade do game para voltar a ter um competitivo forte.

Entre 2014 e 2015, sob a batuta da ESL e da EA, o cenário de Battlefield contou com três campeonatos mundiais. Muitas figuras que hoje trabalham com Esports no Brasil vivenciaram aquele momento de forma intensa - e se lembram com nostalgia até hoje. Um bom exemplo é André "Meligeni", hoje narrador de Rainbow Six Siege e um dos nomes que ajudou a fomentar o jogo à época.

"Havia muitos campeonatos feitos pela comunidade, alguns amadores, e o jogo era bem movimentado no competitivo. Tudo graças à comunidade, que sempre foi apaixonada pela competição desde o Battlefield 2. Havia a BPM, com X32, X64, e também X5, X10, mais profissionais... O engajamento era enorme, e o BF4 fez muito sucesso", relembrou o profissional, em entrevista ao GGWP.

Uma final de qualificatória entre paiN Gaming e INTZ, à época, chegou a bater 15 mil pessoas assistindo. Porém, um detalhe importantíssimo: com apoio financeiro da EA. O investimento é fundamental. O Battlefield 2042 traz a impressão de que a publisher voltará a fazer isso, e com o respaldo da comunidade, que segue fiel e com apoiadores gigantescos, do tamanho de Leo "ziGueira", a repercussão pode ser enorme.

A experiência altamente imersiva e realista, que mistura elementos do futuro ao cenário de guerra com gráficos impressionantes, tem o preço de ser restritivo em algumas camadas. A recomendação de idade, por exemplo, é acima de 17 anos. Ainda assim, para a comunidade do jogo, o Battlefield 2042 é uma vitória. O jogo nunca deixou de ser grande, mas tem a chance de, depois de tanto tempo, quebrar ainda mais barreiras.

"Só de falar na volta do competitivo do Battlefield, eu me emociono de verdade. Só de escrever já caem umas lágrimas, porque graças ao jogo e às amizades que fiz nele, cheguei onde estou. Só quem participou desse competitivo sabe como foi majestoso fazer parte", relembrou Meli.

Battlefield é parte do imaginário de qualquer fã de FPS - e assim continuará. Será interessante observar as movimentações da EA nos próximos meses e a forma como a comunidade tentará costurar mais uma vez um cenário competitivo que, como se percebe, trouxe muitas alegrias a quem nele esteve. A concorrência é forte, muito mais do que há alguns anos, mas o título é capaz de fazer bonito. Estaremos todos na torcida - e jogando, claro!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL