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Com três títulos mundiais, Rainbow Six se consolida como orgulho do Brasil

Rainbow Six Siege FaZe Clan - Divulgação/FaZe Clan
Rainbow Six Siege FaZe Clan Imagem: Divulgação/FaZe Clan
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

16/11/2021 16h41

Brasil, país do futebol? Que nada. Se a gente for pensar nos canecos que nossos atletas ergueram em 2021, talvez seja mais correto dizer que somos o país do Rainbow Six Siege. No último domingo (14), a equipe FaZe Clan levou o Six Major na Suécia - nada menos que a terceira vitória brasileira no cenário competitivo do jogo. O FPS da Ubisoft é, hoje, o maior orgulho do Brasil no esporte eletrônico.

Poucos meses antes, foi a Team oNe que dominou o Six Major do México. E, em maio, no Six Invitational (a competição mais tradicional de R6), teve brasileiros em todas as posições do pódio: Ninjas in Pyjamas como campeões, Team Liquid como vice e MIBR em terceiro.

A variedade de times nestas posições de destaque prova que a hegemonia brasileira não tem a ver com uma única grande equipe: ela é resultado de um cenário competitivo aquecido e bem mantido por anos, que gerou diversos atletas profissionais de nível global.

Nosso Campeonato Brasileiro é de altíssimo nível, a ponto de que outras regiões deveriam olhar para cá como exemplo. Organizações internacionais gigantescas certamente estão atentas: FaZe, NiP e Liquid, tão consagradas mundo afora, investem seus dólares e euros nos nossos jogadores.

Deste título da FaZe, o símbolo de persistência é a dupla Leonardo "Astro" e Gabriel "cameram4n". Presentes no cenário de Rainbow Six Siege desde os primeiros passos, eles jogaram a primeira edição do Invitational, lá em 2017. De lá para cá, foram dezenas de competições, aqui e lá fora. A merecida glória, enfim, chegou. E eles, sem dúvida, servirão de espelho para tantos outros talentos que ainda estão dando seus primeiros passos.

O senso coletivo, de ver diferentes equipes chegando, incomodando e conquistando, é o mais importante para o esporte eletrônico brasileiro a longo prazo. No próprio Rainbow Six, vimos equipes como a PENTA, a G2 e a Team Empire varrerem o cenário durante certas épocas. Agora, quem manda é o nosso país, e não só com uma equipe. É simbólico que possamos torcer para o Brasil sem sequer precisar depositar nossa confiança em uma única line up.

Curiosamente, Rainbow Six Siege não é líder absoluto de audiência ou de popularidade no país. Em parte, por ser um game pago e com configurações proibitivas para computadores mais simples (o que faz com que a maior parte da base de jogadores esteja no console, e não no PC). Mas a verdade é que cada game tem seu mérito e se molda da melhor maneira para atender ao respectivo público. Hoje, o que podemos falar do Rainbow Six Siege, é que ele nos traz orgulho. Que em 2022 vejamos tantos outros exemplos como esse. Obrigado, R6!

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